🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Nem Warren Buffett mantém ações pra sempre: Saiba como investir nos diferentes cenários do mercado

O mercado muda, e, Buffett já mostrou, precisamos ser capazes de mudar de opinião e agir o mais rápido possível para não amargar prejuízos desnecessários

22 de março de 2022
11:48 - atualizado às 14:07
Imagem do megainvestidor Warren Buffett, comandante do conglomerado Berkshire Hathaway
Warren Buffett - Imagem: Shutterstock

Um dos perigos de ser um investidor famoso demais é que sua imagem acaba tomando vida própria. Seus métodos, conforme percebidos, viram um conjunto de lendas, as quais, a depender da proporção do estrelato, não conversam com o modus operandi real. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Veja um exemplo de como a situação pode virar um problema: na carta aos acionistas da Berkshire Hathaway de 1988, Warren Buffett diz que “quando possuímos porções de negócios extraordinários com gestores extraordinários, nosso período favorito para estar comprado é para sempre”. 

Ao olhar superficial, essa frase parece descrever um método em que o investidor escolhe ótimos negócios, com um time de gestão fora da curva, compra suas ações e as segura a perder de vista — ou melhor, para sempre.

Mas isso não é verdade, não no caso de Buffett, pelo menos.

Warren Buffett e as ações

No estouro da pandemia, o Oráculo de Omaha, como por vezes ele é chamado, foi um dos primeiros a vender todas as ações que possuía no setor aéreo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Logo em abril de 2020, a Berkshire Hathaway vendeu mais de US$ 4 bilhões em ações que incluíam United Airlines, American Airlines, Southwest Airlines e Delta Airlines. 

Leia Também

Apesar de Buffett ter mantido essas ações por vários anos, ele não hesitou em mudar de opinião sobre elas após ter ficado claro que o mundo passaria por um período de pouca mobilidade.

Commodities no radar

Em um momento posterior, alguns dias depois do estouro da guerra na Ucrânia, observamos uma outra mudança de Buffett: deixamos de ver notícias dele comprando empresas de tecnologia e passamos a ver manchetes sobre ele ter comprado ações da petroleira Occidental Petroleum. 

Entre montagem e aumento de posição, o megainvestidor colocou cerca de US$ 7 bilhões nessas ações — por ora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No momento dessa mudança, tudo aponta para um cenário aquecido em commodities

Guerra e alta das commodities

Choques negativos na oferta (gargalos nas cadeias produtivas, guerra), aliados à demanda aquecida pela reabertura pós-pandemia, produzem condições ideais para a subida de preço desses produtos, como petróleo, minério de ferro, aço, etc.

Olhando à frente, contudo, podemos estar diante de uma nova inversão de cenário. Uma potencial necessidade de novamente mudar de opinião.  

Isso porque esses mesmos choques que produzem o viés altista para as commodities geram, também, um problemão para os bancos centrais ao redor do mundo: a inflação. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bancos centrais e a inflação

A missão primeira dessas entidades é, via de regra, controlar o nível de preços. 

A primeira e mais clássica arma usada nessa missão é o aumento da taxa de juros básica da economia, o que aumenta o custo do dinheiro, desestimula a demanda agregada por bens e, por conseguinte, deveria arrefecer a pressão altista sobre os preços.

Ontem, o presidente do Fed (o banco central americano) reafirmou que a autoridade monetária deve subir os juros por lá, mas o discurso imprimiu um tom de alta mais intenso do que o esperado. 

“Se concluirmos que é necessário agir de forma mais agressiva, o faremos.” 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pergunto-me qual será a movimentação do Oráculo de Omaha após essa nova mudança de cenário. 

Escalada dos juros

O fato é que, se os juros ao redor do mundo subirem o suficiente, a demanda pelas commodities pode ser afetada de uma forma que as pressões inflacionárias existentes do lado da oferta não serão suficientes para sustentar os atuais preços elevados desses produtos. 

Sem demanda, não há escassez que forje a manutenção de preços tão altos. 

Lembremos que esse tipo de produto tem um perfil cíclico: a demanda por minério, aço, petróleo e papel, por exemplo, depende da disposição das empresas para investir e/ou das famílias para consumir. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E mais: se os juros subirem de forma expressiva demais, poderíamos até observar uma recessão global. Nesse cenário, quem teria disposição para aumentar muito mais o consumo de commodities?  

Menos commodities, mais bancos

É justamente dessa possibilidade que buscamos nos proteger ao recomendar a última mudança na Carteira Empiricus: redução parcial das posições compradas em certas exportadoras e concomitante compra das ações de um grande banco brasileiro. 

Se, por um lado, a alta exagerada dos juros prejudicaria a demanda por commodities, por outro, os spreads dos bancos seriam beneficiados. 

Com efeito, estamos, na margem, com menos exposição a commodities e mais a bancos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com que frequência você muda de opinião?

Da frase do Oráculo de Omaha de que “nosso período favorito para estar comprado é para sempre”, minha interpretação é que ele prefere segurar uma boa empresa por muito tempo, o que não significa ser sempre possível fazer isso

Por um acaso você come seu prato preferido todos os dias? Pois bem. 

O cenário muda, e, como o próprio Buffett já mostrou, precisamos ser capazes de mudar de opinião de acordo e agir o mais rápido possível. 

Caso contrário, ou seja, se formos conservadores demais com nossas visões originais, corremos o risco de sermos os últimos a perceber as coisas, amargando prejuízos desnecessários.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse é um exercício diário. Já pecamos pelo conservadorismo. Também já mudamos de opinião erroneamente. O fato é que colocamos nossas convicções à prova a cada abertura de pregão.

E você, com qual frequência muda de opinião?

Um abraço,
Larissa

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar