Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

A tempestade veio para ficar: entenda por que a Super Quarta dos bancos centrais é muito mais importante do que você pensa

Enquanto o BC brasileiro se aproxima do fim do ciclo de aperto, o alívio monetário dos grandes bancos centrais está apenas começando

4 de maio de 2022
6:50 - atualizado às 13:29
Os presidentes do Fed, Jerome Powell, e do Banco Central brasileiro, Roberto Campos Neto.
Os presidentes dos bancos centrais dos EUA, Jerome Powell, e do Brasil, Roberto Campos Neto, protagonizam mais uma Super Quarta Imagem: Federal Reserve e Banco Central do Brasil

Depois de um terrível mês de abril e um começo de maio tão ruim quanto, os investidores se atentam para as autoridades monetárias ao redor do mundo. Temos hoje a conhecida Super Quarta, em que acumulamos as reuniões de política monetária dos bancos centrais do Brasil e dos EUA — o ambiente internacional deixa o dia, já tradicionalmente tenso, ainda mais impactante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A visão consensual atual é de que os bancos centrais ao redor do mundo estejam em uma espécie de sinuca de bico. Tomemos os EUA como exemplo: ainda que a narrativa macro corrente suponha que a inflação tenha atingido o pico, não podemos nos esquecer que o índice de preços ao consumidor está em seu patamar mais alto em 40 anos; ou seja, há uma pressão terrível sobre os BCs para que eles subam os juros.

Ao subir os juros, o crédito fica mais caro e o serviço da dívida fica mais pesado sobre as companhias. Em outras palavras, a economia é desestimulada de modo a segurar a demanda e impedir que a inflação continue acelerando.

Por outro lado, a depender do nível de inflação e de sua natureza, a própria atividade econômica já pode ser afetada pela própria elevação dos preços (menor disponibilidade de renda da população).

Os bancos centrais numa sinuca de bico

Dessa forma, caso a essência da inflação fosse mais associada à quebra da cadeia de suprimentos e à guerra na Ucrânia, a taxa de juros poderia ter pouco efeito no curto prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neste caso, os bancos centrais subiriam os juros e atrapalhariam a economia, mas sem muito efeito sobre a inflação no curto prazo, a qual, por sua vez, também teria efeito sobre a atividade. Consequentemente, duas forças se somariam contra o crescimento do PIB.

Leia Também

Fica a dúvida: devemos acelerar a subida de juros para combater a inflação de maneira mais enfática ou devemos manter o ritmo atual, de modo a evitar estragos muito grandes na economia e nos mercados?

A incerteza sobre esse movimento lá fora é o que tem gerado o mais recente sentimento de aversão ao risco internacionalmente, provocando realizações inclusive no mercado brasileiro.

Soma-se ao problema uma tempestade perfeita de crises lá fora, incluindo lockdowns na China, aumento da inflação, planos do Fed para aumentar as taxas, preços elevados do petróleo e a guerra na Ucrânia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para piorar, nesta semana, pelo menos uma dúzia de outros bancos centrais em todo o mundo também devem entregar decisões de política monetária, como podemos ver abaixo.

Por que acredito que a alta da Selic deve parar em 13,25%

Para o Brasil, o grande dia é hoje, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) deve subir a Selic em 100 pontos-base, para 12,75%.

A grande dúvida não está em subir ou não agora em maio, mas, sim, se haverá necessidade de uma alta adicional em junho.

Hoje, a maioria estima Selic Terminal de 13,25%; contudo, há quem precifique os juros de 13,5% ou mais. Estou com os que acreditam em 13,25%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O motivo? As expectativas de inflação para 2022 e 2023 ainda estão desancoradas, com o último Boletim Focus registrando projeção de IPCA para este ano e o ano que vem na casa dos 7,89% e 4,10%, respectivamente.

Isso permite que o BC não encerre o ciclo de aperto agora em maio, estendendo o movimento pelo resto do semestre, elevando os juros em junho em algo como 50 pontos base.

Não será uma decisão fácil

O BC segue pressionado a ir em frente para combater a inflação elevada, ainda que estejamos próximos do pico. Claro, perseguir a meta de inflação pode custar caro para a economia brasileira.

Além disso, a queda do dólar ao longo de 2022, apesar da alta recente da divisa americana, a perda do ímpeto das commodities e a bandeira tarifária verde de energia dão margem para atuação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O fim do alívio monetário extremo

Nos EUA, a expectativa também é por um aperto monetário hoje, em continuidade ao iniciado na última reunião.

O Federal Reserve deve aumentar as taxas de juros em 50 pontos-base, para uma faixa-alvo de 0,75% a 1%, na maior mudança desse tipo em duas décadas.

O mais importante do dia, porém, ficará reservado para a coletiva de imprensa em busca de pistas sobre o ritmo desse aperto.

Outro ponto de atenção está no fato de que maio deve marcar o início do fim da flexibilização monetária extrema, já que os banqueiros centrais das principais economias começam a reduzir seus enormes balanços — o Fed planeja começar a reduzir suas participações em um ritmo que rapidamente chegará a US$ 95 bilhões por mês. A esperança é que isso freie a inflação, apesar dos riscos para a economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Predominantemente, os investidores esperam que o comunicado indique um Fed ainda mais agressivo, capaz de endurecer ainda mais o aperto, podendo subir 75 pontos-base nas próximas reuniões (a última vez que o BC americano subiu 75 pontos foi em novembro de 1994.

É uma decisão política extremamente relevante que afeta praticamente todos os mercados ao redor do mundo, não só o dos EUA.

Os títulos da dívida dos EUA como referência

Tome como ilustração o rendimento dos títulos do governo dos EUA de 2 anos, a proxy mais simples de para onde a política do Fed está indo no curto prazo. 

Note como a taxa terminou o mês de abril na máxima do ciclo. Não há indicação de que o mercado espera que o Fed fique nervoso com seus planos de alta de juros, devido à fraqueza dos ativos de risco, como a que vimos ao longo do mês passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em outras palavras, abril pode ter marcado o fim da "Fed Put" — ele não estará mais aqui para salvar o mercado como esteve no passado.

Duas considerações sobre o tema:

  • i) o Brasil está em uma posição de vantagem, dado que estamos na frente dos demais países no aperto monetário, nos dando alguma folga (há, porém, o problema do esgarçamento fiscal); e
  • ii) como os EUA começaram apenas agora a ajustar sua política monetária, talvez tenha mais correção dos ativos americanos ainda em 2022 (o pior pode não ter passado ainda).

O mercado de ações odeia inflação

Para exemplificar, o mercado acionário historicamente odeia inflação. Nos EUA, em tempos normais, quando a inflação roda entre 0% e 4%, o múltiplo de preço sobre lucro ajustado ciclicamente (razão CAPE, ou "Cyclically adjusted price-to-earnings ratio") médio de 10 anos gira em torno de 20 vezes.

Em período de inflação maior de 4%, a razão vai para 13%, enquanto em períodos de mais de 7% a razão vai para 10 vezes. Neste caso, as ações americanas teriam mais o que perder, dado que o múltiplo CAPE hoje roda por volta de 33 vezes.

Ou seja, uma correção adicional de algo como 50% não seria impossível, considerando que o Fed se torne muito agressivo e deixe de se preocupar com o mercado, o que também acho um pouco difícil. Ainda assim, o momento pede cautela e serenidade aos investidores. A tempestade veio para ficar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Petróleo caro, juros presos e a ilusão de controle: ciclo de cortes encurta enquanto a realidade bate à porta

5 de maio de 2026 - 7:14

O quadro que se desenha é de um ambiente mais complexo e menos previsível, em que o choque externo, via petróleo e tensões geopolíticas, se soma a fragilidades domésticas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BradSaúde sai do casulo no balanço da Odontoprev, conflito entre EUA e Irã, e o que mais esperar dos mercados nesta semana

4 de maio de 2026 - 8:20

Odontoprev divulga seu primeiro balanço após a reorganização e apresenta a BradSaúde em números ao mercado; confira o que esperar e o que mais move a bolsa de valores hoje

DÉCIMO ANDAR

Alta do risco no mercado de crédito impacta fundos imobiliários e principalmente fiagros; é hora de ficar conservador?

3 de maio de 2026 - 8:00

Fiagros demandam atenção, principalmente após início da guerra no Irã, e entre os FIIs de papel, preferência deve ser pelo crédito de menor risco

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O paladar não retrocede: o desafio da Ferrari em avançar sem perder a identidade

2 de maio de 2026 - 9:00

Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos.  “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.”  Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que é ser rico? Veja em quanto tempo você alcança a independência financeira

1 de maio de 2026 - 10:04

Para ser rico, o segredo está em não depender de um salário. Por maior que ele seja, não traz segurança financeira. Veja os cálculos para chegar lá

SEXTOU COM O RUY

No feriado do Dia do Trabalho, considere colocar o dinheiro para trabalhar para você

1 de maio de 2026 - 7:01

Para isso, a primeira lição é saber que é preciso ter paciência pois, assim como acontece na vida real (ou deveria acontecer, pelo menos), ninguém começa a carreira como diretor

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os recados do Copom e do Fed, a derrota do governo no STF, a nova cara da Natura, e o que mais você precisa saber

30 de abril de 2026 - 8:40

Entenda como a Natura rejuvenesceu seu negócio, quais os recados tanto do Copom quanto do Fed na decisão dos juros e o que mais afeta o seu bolso hoje

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nada como uma Super Quarta depois da outra 

29 de abril de 2026 - 17:30

Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Selic e a expectativa para o futuro, resultados da Vale (VALE3) e Santander (SANB11) e o que mais move os mercados hoje

29 de abril de 2026 - 8:25

Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Super Quarta no meio da guerra entre EUA e Irã, os resultados da Vale (VALE3), e o que mais move os mercados hoje

28 de abril de 2026 - 8:20

A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta em meio ao caos da guerra: Copom e Fed sob a sombra de Ormuz

28 de abril de 2026 - 7:38

Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A maratona dos bancos brasileiros, Super Quarta, e o que mais esperar dos mercados nesta semana

27 de abril de 2026 - 8:09

Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Fogo na cozinha de Milei: Guia Michelin e o impasse da alta gastronomia na Argentina

25 de abril de 2026 - 9:01

Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A disputa pelos precatórios da Sanepar (SAPR11), as maiores franquias do Brasil, e o que mais você precisa saber hoje

24 de abril de 2026 - 8:50

Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria

SEXTOU COM O RUY

Amantes de dividendos: Sanepar (SAPR11) reage com chance de pagamento extraordinário, mas atratividade vai muito além

24 de abril de 2026 - 6:01

A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como imitar os multimilionários, resultados corporativos e o que mais move os mercados hoje

23 de abril de 2026 - 8:36

Aprenda quais são as estratégias dos ricaços que você pode copiar e ganhar mais confiança na gestão do seu patrimônio

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Lições da história recente sobre sorrir ou chorar no drawdown

22 de abril de 2026 - 20:00

O mercado voltou a ignorar riscos? Entenda por que os drawdowns têm sido cada vez mais curtos — e o que isso significa para o investidor

ALÉM DO CDB

Teste na renda fixa: o que a virada de maré no mercado de crédito privado representa para o investidor; é para se preocupar?

22 de abril de 2026 - 19:31

Alta nos prêmios de risco, queda nos preços dos títulos e resgates dos fundos marcaram o mês de março, mas isso não indica deterioração estrutural do crédito

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que atrapalha o sono da Tenda (TEND3), o cessar-fogo nos mercados, e o que mais você precisa saber hoje 

22 de abril de 2026 - 8:31

Entenda por que a Alea afeta o balanço da construtora voltada à baixa renda, e saiba o que esperar dos mercados hoje

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

A estratégia vencedora em um cessar-fogo que existe e não existe ao mesmo tempo

21 de abril de 2026 - 9:30

Mesmo que a guerra acabe, o mundo atravessa um período marcado por fragmentação e reorganização das cadeias globais de suprimento, mas existe uma forma simples e eficiente de acessar o que venho chamando de investimento “quase obrigatório” em tempos de conflito

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia