🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Por que a Gerdau acertou mais uma vez ao segurar aquele caminhão de dividendos que todos estavam esperando

Um ano depois, a Gerdau continua ensinando os analistas sobre a gestão disciplinada de recursos que diferencia as boas empresas do mercado

2 de setembro de 2022
5:43 - atualizado às 14:29
Imagem mostra forno de usina siderúrgica despejando aço derretido. Simboliza as siderúrgicas da bolsa, como Gerdau (GGBR4), CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5)
Usina siderúrgica - Imagem: iStock

Nesta mesma época do ano passado, eu escrevi uma edição do Sextou indignado com os analistas que cobriam a Gerdau (GGBR4) na época.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo depois de apresentar resultados excelentes, as ações desabaram. O motivo, acredite, foi o fato de a gestão adotar o conservadorismo ao invés de tomar dívidas para alavancar os resultados de curto prazo da companhia. 

Em vez de seguir as orientações contidas em livros teóricos de finanças, que favorecem o endividamento para aumentar o retorno dos acionistas, a gestão preferiu seguir o caminho mais seguro, e viu suas ações serem punidas naquele dia.

Cerca de um ano depois, com a Selic saltando de 2% para quase 14% ao ano, eu nem preciso dizer que o conservadorismo foi extremamente acertado, não é mesmo?

Tivesse a companhia adotado o caminho de um maior endividamento, boa parte do lucro operacional teria ido parar na mão dos bancos na forma de juros, e hoje as ações estariam em patamares bem mais depreciados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um a zero para a gestão da Gerdau sobre a teoria de finanças.  Mas quem disse que o mercado aprendeu a lição?

Leia Também

Agora é a vez dos dividendos

Na teleconferência de resultados do segundo trimestre de 2022, depois de resultados recordes mais uma vez, tivemos uma decepção parecida por parte dos analistas. 

Desta vez, o assunto eram os dividendos. Com cerca de R$ 7 bilhões em caixa, uma alavancagem muito baixa e uma enorme geração de caixa, investidores e analistas estavam sonhando com uma grande distribuição de dividendos ainda neste ano. 

O raciocínio era mais ou menos o seguinte: nos últimos seis anos, a meta da Gerdau tem sido reduzir o endividamento, que chegou a atingir mais de 10 vezes dívida líquida/Ebitda. O plano era chegar em uma dívida bruta de R$ 12 bilhões, exatamente o que aconteceu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fonte: Bloomberg

Sendo assim, na teoria, daqui para frente sobraria muito mais espaço para pagar dividendos, já que ela não precisaria mais usar tanto dinheiro para pagar dívidas. 

Para você ter uma ideia do quanto isso poderia melhorar os dividendos, desde 2015 a Gerdau tem dedicado entre R$ 2 bilhões e R$ 4 bilhões do seu fluxo de caixa todos os anos para o pagamento de dívidas.

Fonte: Bloomberg

Com um fluxo de caixa operacional esperado de R$ 12,5 bilhões em 2022 (sendo conservador), Capex (investimentos) estimado pela própria companhia de R$ 4,5 bilhões e sem mais grandes pagamentos de dívidas pela frente, estamos falando de dividendos de mais de R$ 7 bilhões neste ano, algo próximo de 20% de dividend yield (retorno com dividendos). 

Capex estimado pela gestão. Fonte: Gerdau

Gerdau com os pés no chão

O anúncio de elevados dividendos é o que boa parte do mercado esperava nos resultados do 2T22, mas não foi o que aconteceu. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A gestão mais uma vez prezou pelo conservadorismo e decidiu manter o caixa em níveis elevados, no lugar de distribuí-lo na forma de dividendos – por enquanto.

Desta vez, o que preocupa não é o aumento da Selic, mas uma possível desaceleração das atividades nos Estados Unidos e na China nos próximos meses.

O mercado claramente discordou da estratégia, já que as ações caíram mais de 4% no dia da divulgação. No entanto, mais uma vez a decisão parece ter sido acertada, porque nas últimas semanas a China tem divulgado diversos números preocupantes relacionados à sua atividade econômica. 

Como o país é o maior consumidor de aço e minério de ferro do mundo, isso tem provocado importantes reajustes para baixo no preço desses materiais. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fonte: Bloomberg

Pode parecer exagero neste momento, mas o caixa que hoje parece desnecessário pode se tornar imprescindível caso as coisas continuem a piorar no país asiático. Por outro lado, se as coisas voltarem a melhorar, nada impede que os dividendos voltem a crescer mais à frente. 

Já falei sobre isso naquela coluna de um ano atrás e repito nesta edição: essa posição conservadora e o foco no longo prazo é o que diferencia as companhias que sobrevivem daquelas que cometem loucuras para agradar acionistas e analistas no curto prazo e acabam ficando pelo caminho. 

Por 3 vezes lucros e 2 vezes EV/Ebitda, a Gerdau negocia com múltiplos extremamente descontados e que já embutem uma expectativa de piora relevante da atividade na China.

Por outro lado, se o cenário não piorar tanto assim, os múltiplos poderão voltar a patamares mais condizentes com a qualidade da empresa e ela ainda poderá distribuir aquele caminhão de dividendos que todos estão esperando. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa combinação deixa o cenário bastante assimétrico em nossa visão, e por isso continuamos com Gerdau na série Vacas Leiteiras

Se quiser conferir os outros ativos que compõem a carteira, que já sobe 16% no ano, deixo aqui o convite

Um grande abraço e até a semana que vem!

Ruy

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

TRILHAS DE CARREIRA

O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?

4 de janeiro de 2026 - 8:00

O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias

2 de janeiro de 2026 - 8:28

China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar