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Tal qual um market maker, o projeto será o local onde investidores comuns poderão beber dos insights de grandes mentes do mercado
Por Thiago Salomão
"Don't you tell me what you think that I could be
I'm the one at the sail, I'm the master of my sea”
(Trecho de "Believer", do Imagine Dragons)
Hoje é o Day One do projeto mais importante da minha vida. Por isso, sou eu, Thiago Salomão, fundador do Market Makers, quem escreve estas linhas hoje.
Pra facilitar a leitura, separei o texto em três atos: i) a minha saída da XP; ii) como eu cheguei até a Empiricus e; iii) o que será o Market Makers.
Três anos atrás, eu era analista na Rico Investimentos e coordenava duas carteiras de ações com meu parceiro Matheus Soares. Tudo ia muito bem, até que tivemos a ideia de criar um podcast de ações.
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Mal sabia eu como isso mudaria completamente minha vida profissional.
Nasceu em abril de 2019 o Stock Pickers. A ideia era simples: falar sobre ações com os grandes investidores da bolsa, só que de forma descontraída, não naquele formato quadradão que costumávamos ver nos portais de notícia do mercado.
A ideia soava simples, mas tinha um problema: como convencer gestores que cuidam de bilhões de reais de terceiros a sair do padrão reverente de entrevistas para falar como se estivessem numa mesa de bar?
O risco/retorno de participar do Stock Pickers não compensava (ou, na língua dos gestores, era um trade assimetricamente desfavorável).
Mas bastou um bom feedback das primeiras entrevistas para todos os outros gestores toparem participar.
O Stock Pickers foi um sucesso de público e crítica e fomos premiados por dois anos seguidos pelo Portal dos Jornalistas como podcast de finanças mais admirado do Brasil.
Todo tipo de entrevistado passou por nós, de lendas, como Howard Marks, Jakurski e Stuhlberger; até aqueles polêmicos investidores, mais conhecidos pelas suas tretas nas redes sociais.
Neste momento, eu e o Renato Santiago (meu parceiro no podcast desde o episódio 2) tínhamos a certeza de que o Stock Pickers poderia ser muito mais do que apenas um programa do InfoMoney.
Além dos nossos resultados, presenciávamos vários movimentos naquela época com empresas de conteúdo (BTG comprando a Empiricus, Pablo Spyer vendido pro EQI e depois pra XP, IPO do TC…) que nos indicavam que havia uma oportunidade na mesa.
Negociamos com a XP e o InfoMoney um spin off do Stock Pickers. As conversas evoluíram bem, mas fomos percebendo que tínhamos objetivos diferentes com essa parceria.
Decidimos que era o momento de pedir o divórcio, não porque o ódio venceu o amor, mas porque chegamos em uma encruzilhada. Nós queríamos ir pra um lado, a XP pro outro. E vida que segue.
Inúmeras propostas chegaram depois que eu tornei público meu pedido demissão da XP. Parece algo bom, mas confesso que fiquei angustiado em ter de escolher entre tantas opções.
Resolvi este problema fazendo o exercício inverso: em vez de analisar todas as propostas que eu recebi, eu analisei pra onde que eu caminharia com o projeto que eu queria fazer, e assim ver quais empresas estariam nessa direção.
Quando percebi, vimos que estávamos pisando sobre as pegadas dos gigantes Felipe Miranda e Rodolfo Amstalden.
Eu não preciso te apresentar o Felipe e o Rodolfo, mas você precisa saber de onde os conheço.
Foi em 2009 meu primeiro contato com eles. Eu começava minha trajetória no mercado financeiro como estagiário da redação do InfoMoney. Dentre os chefes da redação, estavam ambos.
Começou aí minha admiração por eles: foram os caras que me inseriram nesse mundo tão apaixonante. E desde aquela época, eles tinham uma forma única de se comunicar.
Em 2010 eles deixaram o InfoMoney para fundar a Empiricus. Foi questão de tempo para que várias pessoas do InfoMoney fossem chamadas para trabalhar com os dois ex-colegas.
Eu também fui chamado, por duas vezes (em 2011 e em 2014), mas recusei por ter recebido uma contraproposta da XP (que havia comprado o InfoMoney em 2011). Depois disso, nos distanciamos.
Mesmo com toda a admiração que eu tinha pelas pessoas que ali estavam na Empiricus, tinha plena convicção de que o melhor a fazer era seguir onde estava. Parece até que eu sabia que nossos caminhos se cruzariam novamente anos depois.
No mercado financeiro, o termo "market maker" (na tradução: formador de mercado) é usado para as corretoras que são contratadas para prover liquidez para uma ação que ainda não a tem – ou seja, ela cria mercado para que essa ação seja negociada.
Tal qual um market maker conecta investidores com ações de uma empresa, nós queremos conectar os investidores profissionais ao investidor comum.
Essa é a razão da nossa existência: o Market Makers será o local onde os investidores comuns poderão beber do conhecimento e dos insights das grandes mentes do mercado.
Iniciaremos essa conexão através de um podcast semanal (cuja estreia será na semana que vem, num episódio especial gravado na B3) e newsletters.
Só que mais importante do que vamos fazer é COMO vamos fazer. Por isso, escrevemos um curto Manifesto em nosso site, que resume muito bem nossos 5 principais valores: qualidade no que se faz, curiosidade intelectual, gratidão, espírito crítico e diversão.
Como descrevemos no Manifesto, estamos aqui por puro interesse intelectual, a ponto de fugirmos de regras de etiqueta ou ignorarmos o status quo.
Conhecimento não vale nada se não for compartilhado. Isso pode nos tornar os caras chatos, mas prefiro me ver como alguém desenquadrado.
E pra mim não é ofensa – aliás, num mundo em que todo mundo quer tentar se enquadrar, ser visto como "fora do quadrado" é um elogio.
Há muitas coisas que ainda queria contar, como “por que escolhemos a Empiricus” ou “quem mais faz parte do Market Makers” ou “qual o grande diferencial do Market Makers”. Mas se eu responder tudo aqui, os três leitores do Day One vão desistir de ler.
Então, convido vocês a assistirem à gravação da live que fizemos domingo no Instagram do Market Makers, onde contamos todos os detalhes do nosso projeto para vocês.
Sim! Sim! Sim! Estamos de volta.
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