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O governo dos EUA está te oferecendo duas oportunidades de investimentos, qual delas é a melhor?

Dois programas do governo de Joe Biden trarão incentivos à inovação e oportunidades de investimento em setores como energia limpa e semicondutores

18 de agosto de 2022
6:05 - atualizado às 13:10
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, dá de ombros para pergunta
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos - Imagem: Shutterstock

Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia.

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Geralmente, quando falamos sobre tecnologia, a conversa é sobre inovação, novos produtos e ideias que muitas vezes parecem à frente do seu tempo.

Esse assunto, via de regra, não tangencia políticas públicas, ainda mais num contexto como o dos últimos 30 anos, em que a relevância do Estado como propulsor de novas tecnologias rolou ladeira abaixo.

Nos últimos meses tivemos duas amostras de que essa dinâmica pode estar mudando, com os governos nos ajudando a selecionar parte dos setores onde haverá muita inovação nos próximos anos.

Falo do "Inflation Reduction Act", conhecido pelo acrônimo IRA, e do "CHIPs Act", ambos americanos. 

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Na coluna de hoje, vou explicar como esses dois programas do governo de Joe Biden trarão incentivos à inovação e oportunidades de investimento em setores como energia limpa e semicondutores.

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Reduzir a inflação passa por inovar

Apagando as fronteiras entre a causalidade e correlação, há gráficos muito interessantes circulando pelo mercado, como este a seguir, que compara as séries históricas da Bolsa nos EUA e os preços da gasolina no país.

Fonte: Fusion Capital

A leitura do gráfico sugere uma tendência de fácil interpretação: se os preços da gasolina sobem, a bolsa desce, e vice-versa.

Num contexto de inflação elevada como o atual, que corrói o poder de compra em velocidade muito alta, a gasolina é apenas um dos inúmeros exemplos cuja a mesma "tendência" poderia ser inferida.

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O problema base é a inflação, e qualquer rali mais duradouro dos mercados internacionais (e locais, claro), depende de sermos capazes de domar e normalizar a inflação.

O "Inflation Reduction Act", como o próprio nome sugere, é sobre instituir uma série de incentivos à inflação que sejam deflacionários por diferentes motivos. 

Dos mais de US$ 430 bilhões orçados pelo programa, cerca de 2/3 dos recursos serão direcionados para subsídios a energias sustentáveis. 

De rebates no imposto de renda para veículos elétricos e painéis solares residenciais, a enormes incentivos fiscais para grandes empresas que contratem matrizes de energia renovável, especialmente se forem produzidas localmente nos EUA.

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Por exemplo, no gráfico abaixo eu mostro o preço da ação da First Solar, uma recomendação minha para os leitores da Empiricus, que dobrou de valor desde o anúncio do IRA:

Elaboração: Autor | Fonte: Koyfin

A First Solar é uma das maiores produtoras de painéis solares do mercado; se excluirmos os chineses, que dominam mais de 80% da produção de painéis solares do mundo, ela está entre as maiores em termos de market share, com boa parte da sua produção sendo feita em solo americano.

A premissa do IRA é a de que, em médio prazo, uma matriz energética sustentável ajude a reduzir a dependência americana do petróleo internacional (e sua volatilidade), acelerando a transição energética e domando a inflação.

O CHIPs Act

Mentalidade parecida explica o CHIPs Act, o primeiro programa de incentivos ao setor de semicondutores desde a década de 1980, quando as empresas americanas sofriam com uma concorrência feroz das fabricantes de chips de memória japonesas. 

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Hoje, com a dominância quase que absoluta de países asiáticos como Taiwan, Coréia do Sul e Japão na produção de semicondutores mais avançados, o Ocidente se viu numa posição de extrema dependência desses países. 

Fonte: SIA

A emergência de todos os conflitos macroeconômicos que acompanhamos ao longo dos últimos 18 meses levou o governo dos EUA a agir, num programa inédito, porém ainda tímido de incentivo à indústria de semicondutores.

O CHIPS Act prevê investimentos de US$ 50 bilhões para apoiar a construção de fábricas de semicondutores nos EUA, por parte de empresas como Micron, Intel e até mesmo a gigante TSM (a Taiwan Semiconductors).

Chamo de tímido o CHIPS Act pois, ao que me parece, ele trata-se mais de abrir o precedente para que o país volte a discutir investimentos e incentivos ao segmento.

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O montante de US$ 50 bilhões é muito pouco quando falamos do setor; a Taiwan Semicondutors, por exemplo, investirá sozinha mais de US$ 100 bilhões ao longo dos próximos 3 anos.

Além disso, o CHIPS Act é extremamente direcionado para as gigantes incumbentes americanas, como a Intel, que há mais de 10 anos vive um doloroso declínio tecnológico, não sendo capaz de acompanhar seus pares asiáticos. 

Agora, com a aprovação do CHIPS Act, ao invés de direcionar todos seus esforços aos novos investimentos, a Intel tratou de aumentar os dividendos pagos aos acionistas, num sinal, em minha opinião, péssimo.

Ter investido na Intel após o anúncio do CHIPS Act teria sido uma grande armadilha:

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Elaboração: Autor | Fonte: Koyfin

O mesmo princípio de investimento, com dois resultados muito diferentes

Toda vez que o governo se mete com a iniciativa privada, são criados incentivos novos, muitas vezes com resultados dúbios. 

Como os dois exemplos que listei acima deixam claro, o primeiro impulso das empresas de semicondutores aos incentivos fiscais foi o de se acomodarem ainda mais em suas posições de lento declínio.

Essa atitude foi literalmente oposta à que observamos nas empresas de energia renovável, como a First Solar, cujos executivos já falam em novas rodadas de crescimento, com abertura de fábricas nos EUA e suprir uma demanda crescente de clientes dos mais variados segmentos.

Acredito que essa coluna dá uma boa ideia de em qual desses programas estou apostando as minhas escassas fichas.

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Um abraço.

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