O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A parte mais complexa da equação está nos múltiplos da Apple em um momento no qual as empresas listadas em bolsa estão se tornando mais baratas
Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia. Na semana passada, fiz uma análise sobre o perfil de retornos que a Microsoft pode entregar a seus investidores, considerando as expectativas do mercado sobre seus resultados e o seu valuation corrente. Hoje, vou repetir o exercício para a maior empresa do mundo, a Apple.
As receitas da Apple são divididas em cinco principais linhas de negócios:
Em comum, com exceção da linha de serviços, todos os demais segmentos são discricionários, o que torna praticamente impossível estimar suas receitas num dado período.
Por exemplo, no gráfico a seguir eu compilo a receita incremental (quantos dólares entraram a mais) entre um ano e outro, de 2014 a 2021, incluindo as projeções do mercado entre 2022 e 2024.
Perceba como não há um padrão óbvio, exceto pelas "ressacas": anos muito bons (fora da curva), tendem a ser seguidos por um ano mais fraco.
Outra observação notável é que entre 2014 e 2021 não houve nenhum período de 3 anos consecutivos e suaves de crescimento, como projetado para o período entre 2022 e 2024 pelos analistas…
Leia Também
Mas ok, vamos fingir que está tudo bem e focar num conceito simples: qual o CAGR (o crescimento composto, anualizado) entre 2014 e 2019 (excluindo os "outliers" da pandemia)?
Resposta: 6,1% ao ano (guarde esse número).
Outra característica da Apple é a recompra de ações.
Como a empresa gera muito caixa e possui baixa necessidade de investimentos, ela usa boa parte de sua geração de caixa para recomprar suas ações.
Ao "aposentar" todos os anos parte das suas ações, o seu lucro por ação cresce mais do que proporcionalmente ao crescimento do lucro consolidado.
Entre 2014 e 2019, a quantidade de ações da Apple diminuiu num ritmo composto (CAGR) de 4,51% ao ano.
Perceba como, sem mencionar nenhum gatilho específico, identificamos dois vetores que podem justificar um retorno de ~10,5% ao ano para os acionistas da Apple.
E quanto aos múltiplos?
Há uma heurística básica no mercado de que paga-se mais por empresas cuja receita é previsível.
No segmento de empresas de hardware, essa previsibilidade se manifesta através de receitas com serviços de assinatura.
Na medida em que a linha de serviços ganhou representatividade nos resultados da Apple, seu múltiplo se expandiu: as ações negociavam a cerca de 13x lucros em 2014 e encerraram 2019 a 20x (pouco antes da pandemia).
Anualizando os números, a expansão de múltiplos representa um retorno composto de 5,5% ao ano.
Somados, esses vetores são suficientes para justificar um retorno de 16% ao ano.
No período, entre 1º de janeiro de 2014 e 31 de dezembro de 2018, as ações da Apple subiram 118,5%, equivalente a 16,93% ao ano.
Há uma série de discussões que poderíamos ter sobre a Apple, mas perceba como podemos explicar praticamente todo o retorno obtido por seus acionistas focando nas duas variáveis: o crescimento do lucro por ação e a expansão de múltiplos.
Como escrevi no começo dessa coluna, é bastante complicado estimar as vendas de produtos discricionários.
Ainda assim, se a Apple dos próximos 10 anos for mais ou menos parecida com a dos últimos, há espaço para que a Apple repita os mesmos 6% ao ano de crescimento das receitas, especialmente considerando: aumento de preços, novos produtos e a sua entrada pesada no segmento de serviços financeiros.
Como a necessidade de investimentos não deve aumentar sobremaneira, também não parece absurdo assumir que ela seguirá aposentando suas ações, talvez num nível até maior do que os 4,5% ao ano, desde 2014.
A parte mais complexa dessa equação está nos múltiplos: neste momento, não só a Apple, mas todo o mercado de ações está passando por um "de-rating", ou seja, as empresas estão se tornando mais baratas.
Considerando que a Apple volte a negociar em torno de 15x o múltiplo preço sobre fluxo de caixa anual (patamar similar ao de 2018), mantendo um payout de 20% do lucro em forma de dividendos e as premissas de crescimento de receitas e recompra de ações citados acima, estimo uma taxa interna de retorno próxima a 9% ao ano, em dólares, no atual patamar de preços.
Você acha esse um nível de retornos que justifique o investimento na maior empresa do mundo?
Um grande abraço,
Richard Camargo
Com dólar ao redor de R$ 5,06 e queda próxima de 8% no mês, combinação de fluxo estrangeiro, juros elevados e cenário externo sustenta valorização do real. Especialistas acreditam que há espaço para mais desvalorização
Escalada das tensões no Oriente Médio, com foco em Israel e Líbano, ainda mantém os preços do barril em níveis elevados, e coloca estatal entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira
O fundo imobiliário destacou que a movimentação faz parte da estratégia ativa de gestão, com foco na geração de valor para os cotistas
A construtora divulgou números acima das expectativas do mercado e ações disparam mais de 12%, mas Alea segue sendo o grande incômodo de investidores
Trump pausou a guerra contra o Irã, mas o setor de defesa está longe de esfriar; BTG Pactual projeta um novo superciclo global de investimentos e recomenda ETF para capturar ganhos. Entenda por que a tese de rearmamento segue forte.
Após críticas da Squadra sobre a operação da empresa no Sul e Sudeste, a empresa estaria buscando vender ativos em uma das regiões, segundo reportagem do Pipeline
Três operações de peso envolvendo os FIIs Bresco Logística (BRCO11), Capitânia Logística (CPLG11) e REC Recebíveis (RECR11) são destaques hoje; confira a seguir
O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
Em evento do Bradesco BBI, especialistas afirmaram esperar a retomada do apetite dos estrangeiros e a continuidade da queda dos juros para destravar mais valor da Bolsa
O fundo imobiliário GGRC11 poderá emitir um lote extra de até 50%, o que pode elevar o volume total da oferta
Santander espera que a Hypera tenha um 1º trimestre mais fraco em 2026, mas ainda assim recomenda a compra da ação; o que está em jogo?
Aos poucos, a empresa está amadurecendo seus procedimentos internos e pode se tornar uma candidata a novos patamares nos EUA, como entrar em certos índices de ações
O FII do mês da série do Seu Dinheiro é avaliado como um dos maiores e mais diversificados fundos imobiliários do mercado brasileiro
Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)
Segundo o banco, o portfólio busca superar o Índice de Dividendos (IDIV) da B3 no longo prazo
Até o dia 24 de março, a bolsa brasileira já acumulava R$ 7,05 bilhões, e a expectativa é de que o ingresso de capital internacional continue
Com a semana mais enxuta pelo feriado de Sexta-Feira Santa, apenas oito ações encerraram em queda
A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento
Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar
A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra