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Extraí algumas perguntas, costumeiras e recorrentes sobre carreira, que respondo a seguir. Usarei como parâmetro o mundo corporativo, a realidade profissional na qual estou inserido há tantos anos
Vamos nos aproximando dos dezessete ou dezoito anos de idade no fluxo natural da vida, e achamos que estamos diante de um dos maiores dilemas das nossas vidas: a escolha da profissão.
No meu caso, e como costuma ser para a grande maioria, a definição costuma iniciar por um processo de eliminação: humanidades, exatas ou biológicas — o que não combina comigo?
E, então, afunilam as opções e seguimos para a escolha do curso que melhor casa com nossas aptidões e desejos de carreira. Uma vez definido, vamos em busca da realização de tudo o que teorizamos e sonhamos com aquela formação.
Os anos vão passando na graduação, e para todos chegam as dores e alegrias decorrentes da escolha. A depender do caso, o saldo pode pender mais para um lado do que para o outro.
Alguns se frustram pela teoria enfadonha da formação, outros porque começam a perceber que a prática profissional é muito menos atraente do que havia pensado.
Independentemente de qual seja o seu caso, ao aproximar-se do final desse ciclo, passamos a nos questionar novamente, talvez iludidos de que nunca mais teríamos que parar para pensar em questões ontológicas como: o que fazer agora? Qual o próximo passo no âmbito acadêmico?
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Afinal, são de dezesseis a dezoito anos prévios de dedicação acadêmica aos ciclos básico, secundário e superior. Seria estranho ou pouco intuitivo não pensar no próximo passo, não? Entendo, mas acho que não precisaria ser assim.
Por que engatamos nesse modo automático e não damos chance para emergir coisas novas que, por exemplo, uma pausa poderia proporcionar?
O tema de hoje foi inspirado por uma conversa que tive com a Mariana — uma jovem, recém formada, e cheia de dúvidas sobre qual caminho seguir na carreira.
— Faz tempo que você se formou, Mari?
— Faz sim. Dois anos. Inclusive já estou pensando na especialização. Acho que estou atrasada.
— Poxa, mas dois anos desde a sua graduação é recente. O que você estudou mesmo?
— Jornalismo. Mas agora não sei o que fazer. Qual curso de pós deveria escolher.
— Qual é a sua dúvida?
— Bem, se fosse fazer algo que eu gosto, seria algo ligado à literatura. Mas, para o trabalho, acho que deveria ser algo ligado à finanças, economia. O que você acha?
— Eu não acredito que exista somente um caminho e que ele seja linear. Talvez haja sim uma conexão com o que você faz hoje. Já parou para pensar mais profundamente nisso?
— Confesso que não. E, para piorar ainda mais meu quadro de indecisão, recentemente comecei a pensar em cursar um MBA ou, quem sabe, um mestrado.
Depois dessa última fala, tive que interrompê-la, porque já era a hora de entrar em uma reunião. Uma pena. Este tema dava muito pano pra manga, pensei. E foi, por isso, que ele veio parar aqui na coluna de hoje.
Dessa conversa, extraí algumas perguntas como as da Mariana, costumeiras e recorrentes sobre carreira, que respondo a seguir. Usarei como parâmetro o mundo corporativo, a realidade profissional na qual estou inserido há tantos anos.
Se você acabou de terminar a graduação e está trabalhando, mas ainda tem dúvida sobre qual caminho seguir, minha recomendação é que você experimente mais a prática de seu ofício.
Essa dúvida tende a diluir com o tempo, visto que você terá cada vez mais clareza sobre o que ainda precisa aprender frente ao que tem como desejo de carreira.
O que vejo acontecendo na atualidade é o jovem saindo da graduação e emendando diretamente em um curso de pós-graduação.
Acho um caminho pouco proveitoso de maneira geral, visto que os cursos de pós tem, como um dos pilares centrais, a troca de experiência prática entre os alunos. Se a pessoa acabou a graduação e está entrando no mercado, me parece precipitado o movimento.
Ou seja, o mais importante é escolher consciente e não fazer algo no piloto automático. Reflita sobre a real motivação que está guiando você: é o processo genuíno de aprendizagem ou somente mais um passo para "dar check" no seu currículo para a carreira?
Não há cenário certo ou errado, há a sua decisão. E se os motivos estiverem claros para você, vá em frente.
Algo relacionado ao seu trabalho lhe ajudará a preencher uma lacuna de conhecimento que você ainda tem? E esse trabalho constrói o caminho para o que você se imagina fazendo na carreira no futuro? Se respondeu sim às perguntas, go ahead.
Se você está no segundo grupo, aquele que tem interesse em áreas que não sejam tão correlatas ao trabalho, algumas perguntas que você poderia se fazer: o quanto essa formação afasta ou aproxima você dos seus sonhos?
Fazê-la pode lhe prejudicar de alguma forma? Se as respostas forem: aproxima e não prejudica, se joga e vá realizar seu sonho.
Além disso, os caminhos de desenvolvimento podem ou não ser lineares na construção do conhecimento. Eu, por exemplo, fiz uma formação técnica em Mecânica antes de ingressar na graduação de Comunicação Social.
Olhando em retrospectiva, vejo o quanto o conhecimento na área de exatas e tecnologia me ajudou ao longo da carreira a sedimentar em mim uma visão mais lógica, concreta e racional sobre as coisas.
Competência que hoje me beneficia na função que ocupo, dado que o olhar analítico e lógico é também parte importante do meu escopo de trabalho.
Assista também ao Trilhas de Carreira no YouTube do Seu Dinheiro:
Vai depender muito do que você quer como próximo passo para a sua carreira. Os cursos de especialização costumam possibilitar o aprofundamento em um campo específico das ciências.
Por exemplo, fui fazer um curso de especialização (pós-graduação) em Sociopsicologia, quatro anos após a conclusão da graduação, porque tinha o desejo de aprofundar mais na área da psicologia organizacional, dado que eu estava trabalhando em RH e queria mais repertório para desempenhar melhor minha função.
No meu caso, a prática do trabalho me trouxe clareza sobre o que eu gostaria de estudar para preencher lacunas de conhecimentos e também construir pontes para o futuro que eu desejava, que era tornar-me um executivo da área de recursos humanos.
Ou seja, na minha situação, ter feito uma pausa entre o fim de um ciclo acadêmico e o início do outro foi realmente valoroso.
Já o curso "raiz" de MBA (Master in Business Administration) é uma pós-graduação lato sensu, que visa proporcionar uma formação geral em negócios e gestão para a carreira.
Ou seja, caso você queira aprofundar mais em conhecimentos de administração e negócios, pois é advindo de uma outra área de formação na graduação, esse pode ser um ótimo caminho.
E o mestrado? A única modalidade que dá direito de fato a um diploma e difere dos cursos de especialização e MBA, em que você recebe um certificado. De maneira geral, o mestrado é o caminho para quem quer seguir uma carreira como professor de nível superior, ou ainda, pesquisador de uma área específica.
Há duas modalidades: (i) o mestrado acadêmico, que foca no aprendizado mais teórico e como aplicá-lo à sociedade e (ii) o mestrado profissional, que aborda temas ligados à prática do mercado empresarial.
Por fim, lembre-se que o mais importante é o processo de aprender em si, seja qual for a formação que você escolher.
Até a próxima,
Thiago Veras
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