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2022-09-11T15:12:28-03:00
Liliane de Lima
É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista formada pela PUC-SP, já passou pelo portal DCI e setor de análise política da XP Investimentos.
LONGE DOS ESCRITÓRIOS

Na contramão de Elon Musk: Amazon, empresa de Jeff Bezos, não tem planos de retorno ao trabalho presencial

A gigante de tecnologia adotou o modelo de trabalho remoto no ano passado, em que a quantidade de idas ao escritório é determinada pelos gerentes dos setores

8 de setembro de 2022
16:50 - atualizado às 15:12
Fachada de vidro da Amazon com logo à frente
Amazon - Imagem: Sundry Photography/Shutterstock

Voltar ao escritório de forma definitiva não deve ser a realidade dos colaboradores da Amazon, pelo menos por enquanto. Andy Jassy, CEO da gigante de tecnologia, afirmou que a companhia não planeja fazer seus funcionários retornarem às atividades presenciais. 

A empresa, que adotou o modelo remoto de trabalho no início de março de 2020, flexibilizou a jornada de trabalho no ano passado e passou a funcionar no formato híbrido desde então. 

Em outubro de 2021, Jassy disse que a Amazon deixaria para os gerentes decidirem a frequência de idas aos escritórios dos funcionários, após ser criticado por defender o retorno a uma “cultura centrada no escritório”. 

“Acho que há algumas coisas que são mais difíceis de fazer remotamente. Acho que é um pouco mais difícil inventar remotamente", disse o CEO da gigante de tecnologia em uma conferência em Los Angeles. 

Além disso, Jassy disse que a Amazon está “mais aberta” a recrutar profissionais de qualquer local, em vez de concentrar apenas em áreas onde tem escritórios. 

Amazon na contramão das gigantes de tecnologia

A volta integral aos escritórios é alvo de discussões no mundo corporativo, inclusive entre as gigantes de tecnologia como a Amazon. 

A Apple foi uma das primeiras a determinar o retorno aos escritórios, no ano passado, mas ainda no formato híbrido. Desde então, os colaboradores passaram a trabalhar pelo menos três vezes por semana em formato presencial. 

Em abril, o Google exigiu que seus funcionários em vários locais dos EUA retornem ao escritório pelo menos três dias por semana. No mesmo mês, a Meta, dona do Facebook, permitiu a continuidade do modelo remoto integral. 

Contudo, a maior polêmica sobre a volta ou não aos escritórios veio de Elon Musk, dono da Tesla, em junho. Em e-mail enviado aos funcionários, o bilionário exigiu o retorno aos escritórios — caso contrário, os colaboradores deveriam deixar a empresa. 

Por fim, o CEO da Amazon, em janeiro, se manifestou a favor da volta integral aos escritórios, mas deixou nas mãos dos gerentes de departamento a decisão de retorno.

O que os colaboradores realmente querem?

A exigência ao retorno ao trabalho presencial é um dos motivos que encabeçaram o fenômeno “Great Resignation”, ou seja, a onda de demissões voluntárias nos EUA, e que, posteriormente, chegou a outros países, incluindo ao Brasil.

No último mês de março, cerca de 4,5 milhões de americanos saíram ou trocaram os seus empregos. Entre os brasileiros não foi diferente: mais de 600 mil trabalhadores pediram as contas, segundo o Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged), do IBGE.

Isso porque os trabalhadores não querem abrir mão da flexibilidade da jornada de trabalho, conquistada durante a pandemia. 

Hoje, cerca de 77% dos profissionais passaram a considerar a possibilidade de trabalhar em casa como um modelo de trabalho e não mais como um benefício. Já entre os recrutadores, essa visão é compartilhada entre 72% dos entrevistados, segundo o levantamento da Robert Half, divulgado no início do mês.

*Com informações de CNBC e Business Insider

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