Weg (WEGE3) vê lucro crescer 18% no 4º trimestre, mas salto nos custos pressiona margens; ações caem mais de 4%
A Weg (WEGE3) também reportou aumento de mais de 10% no Ebitda; a receita líquida cresceu 33%, com vendas maiores no Brasil e no exterior

A Weg (WEGE3) fechou 2021 com mais um conjunto sólido de resultados, mas um aumento maior que o esperado nos custos afetou suas margens operacionais — e, como consequência, colocou as ações da gigante catarinense no campo negativo nesta quarta-feira (16).
A empresa teve lucro líquido de R$ 874 milhões no quarto trimestre do ano passado, cifra 17,8% maior em relação ao mesmo período de 2020; o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) aumentou 14,7% na mesma base de comparação, indo a R$ 1,12 bilhão.
Em termos de receita líquida, a Weg fechou o trimestre com R$ 6,54 bilhões, crescendo 33,4% ante o quarto trimestre do ano anterior. Desse montante, R$ 2,89 bilhões foram obtidos no mercado interno; os R$ 3,65 bilhões restantes dizem respeito às vendas ao exterior.
"A continuidade da recuperação econômica mundial contribuiu para o crescimento das nossas receitas neste
trimestre", disse a empresa, em mensagem aos acionistas. "Além do aumento na demanda por equipamentos industriais em diversas regiões, mantivemos o nosso bom desempenho no fornecimento de soluções ligadas à geração de energias renováveis".
Apesar da expansão nas métricas financeiras, as margens da Weg estiveram sob pressão no trimestre, com um salto na linha de custos em meio ao aumento no preço das commodities e à interrupção em diversos pontos da cadeia global de suprimentos.
A margem Ebitda, por exemplo, recuou 2,9 pontos percentuais (p.p.) em um ano, ficando em 17,2% entre outubro e dezembro de 2021. A margem líquida, de 13,4%, contraiu 1,8 p.p. na mesma base.
Leia Também
A surpresa negativa com os custos e as margens operacionais puxou as ações ON da Weg (WEGE3) para baixo: os papéis recuaram 4,81%, a R$ 3130, e lideraram as maiores baixas do Ibovespa — o índice fechou em alta e apareceu acima dos 115 mil pontos.
Por fim, vale lembrar que a administração da Weg aprovou o pagamento de R$ 861 milhões em dividendos complementares; os detalhes da distribuição de proventos podem ser lidos aqui.
Weg (WEGE3): exterior cada vez mais importante
Chama a atenção o comportamento da receita líquida da Weg (WEGE3), indicando um nítido ganho de importância do mercado externo ao longo do tempo. As vendas internacionais responderam por cerca de 56% do total da companhia nos três últimos meses de 2021, a maior fatia desde o terceiro trimestre de 2020.
Naturalmente, a elevação do dólar ao longo do ano tem um papel crucial nessa conta: a moeda americana estava cotada perto dos R$ 5,60 no fim do ano passado, acumulando ganhos de mais de 7% em 2021. Isso, por si só, eleva a importância das vendas ao exterior — a receita obtida lá fora é dolarizada, e com o câmbio mais alto, ela gera uma cifra maior quando convertida em reais.
Essa diversificação é um dos trunfos da empresa: com presença em todos os continentes, a Weg consegue ter uma fatia relevante de sua receita em dólares — assim, eventuais valorizações da moeda americana ante o real acabam impulsionando seus resultados.

Weg (WEGE3): leque amplo
Para a Weg (WEGE3), tão importante quanto a diversificação geográfica é a amplitude de sua atuação. Ela possui quatro grandes áreas, todas elas com exposição aos mercados doméstico e internacional — e todas elas com dinâmicas e ciclos próprios de vendas. Portanto, vamos analisar cada uma delas:
1. Equipamentos eletroeletrônicos industriais
- Receita no mercado interno: R$ 988,1 milhões (+8,3%)
- Receita no mercado externo: R$ 2,27 bilhões (+38,4%)
- Participação na receita total: 49,8%
No principal ramo de atuação da Weg, destaque para o forte crescimento das vendas no exterior: a retomada da indústria lá fora deu impulso aos negócios da empresa, com equipamentos como motores elétricos de baixa tensão e equipamentos seriados de automação apresentando demanda elevada lá fora. Itens de ciclo longo também tiveram uma procura maior, especialmente nos segmentos de óleo e gás e de água e saneamento.
No Brasil, a Weg diz que a dinâmica industrial está favorável, especialmente nas áreas de máquinas e equipamentos agrícolas e de água e saneamento, com demanda crescente por equipamentos de ciclo curto.
2. Geração, transmissão e distribuição de energia (GTD)
- Receita no mercado interno: R$ 1,4 bilhão (+60,4%)
- Receita no mercado externo: R$ 975 milhões (+33,1%)
- Participação na receita total: 36,3%
Cenário oposto ao visto na área de equipamentos eletroeletrônicos: em geração, o mercado doméstico mostrou um salto expressivo nas vendas, com novos negócios sendo fechados na área de geração solar e geradores elétricos. No Brasil, o segmento de transmissão e distribuição teve entregas e vendas volumosas, especialmente de transformadores.
Lá fora, as vendas na área de geração foram puxadas pelo negócio de turbinas a vapor na Europa; em transmissão e distribuição, destaque para projetos na América do Norte e na África do Sul.
3. Motores comerciais e appliance
- Receita no mercado interno: R$ 265 milhões (-2,8%)
- Receita no mercado externo: R$ 347 milhões (+57,7%)
- Participação na receita total: 9,4%
No exterior, o resultado foi puxado pelo ganho de participação de mercado nos EUA e no México, com demanda crescente de bombas e compressores. Por aqui, por outro lado, houve uma acomodação na demanda por motores ligados ao segmento de appliance, como máquinas de lavar.
4. Tintas e vernizes
- Receita no mercado interno: R$ 238 milhões (+25%)
- Receita no mercado externo: R$ 56,4 milhões (+16,9%)
- Participação na receita total: 4,5%
No Brasil, a demanda seguiu elevada nos setores de implementos rodoviários e perfis de alumínio; no exterior, houve crescimento nas vendas na América Latina, especialmente no Chile e México.
Weg (WEGE3): custos em alta, folga no caixa
No lado financeiro, o aumento nos custos da Weg (WEGE3) pode ser recebido com alguma reticência pelo mercado. Por mais que a receita líquida tenha avançado 33,7% em um ano, os custos dos produtos vendidos cresceram num ritmo mais elevado, de 43,7%.
"Os aumentos nos custos das principais matérias-primas que compõem nossa estrutura de custos, notadamente
o aço e o cobre, em conjunto com a alteração no mix de produtos, foram fatores decisivos para a redução das
margens operacionais neste trimestre", disse a Weg. As despesas de vendas, gerais e administrativas também cresceram, chegando a R$ 700 milhões no quarto trimestre — uma alta de 18,7% na base anual.
Por outro lado, a forte geração de caixa operacional tende a ser comemorada pelos investidores: ao todo, as atividades da Weg resultaram num acréscimo de R$ 949,4 milhões ao caixa da companhia.

Ibovespa sobe 1,32% e crava a 2ª maior pontuação da história; Dow e S&P 500 batem recorde
No mercado de câmbio, o dólar à vista terminou o dia com queda de 0,20%, cotado a R$ 5,4064, após dois pregões consecutivos de baixa
FIIs fora do radar? Santander amplia cobertura e recomenda compra de três fundos com potencial de dividendos de até 17%; veja quais são
Analistas veem oportunidade nos segmentos de recebíveis imobiliários, híbridos e hedge funds
Batalha pelo galpão da Renault: duas gestoras disputam o único ativo deste FII, que pode sair do mapa nos dois cenários
Zagros Capital e Tellus Investimentos apresentam propostas milionárias para adquirir galpão logístico do VTLT11, locado pela Renault
Para o BTG, esta ação já apanhou demais na bolsa e agora revela oportunidade para investidores ‘corajosos’
Os analistas já avisam: trata-se de uma tese para aqueles mais tolerantes a riscos; descubra qual é o papel
Não é uma guerra comercial, é uma guerra geopolítica: CEO da AZ Quest diz o que a estratégia de Trump significa para o Brasil e seus ativos
Walter Maciel avalia que as medidas do presidente norte-americano vão além da disputa tarifária — e explica como os brasileiros devem se posicionar diante do novo cenário
É hora de voltar para as ações brasileiras: expectativa de queda dos juros leva BTG a recomendar saída gradual da renda fixa
Cenário se alinha a favor do aumento de risco, com queda da atividade, melhora da inflação e enfraquecimento do dólar
Dólar e bolsa sobem no acumulado de uma semana agitada; veja as maiores altas e baixas entre as ações
Últimos dias foram marcados pela tensão entre EUA e Brasil e também pela fala de Jerome Powell, do BC norte-americano, sobre a tendência para os juros por lá
Rumo ao Novo Mercado: Acionistas da Copel (CPLE6) aprovam a migração para nível elevado de governança na B3 e a unificação de ações
Em fato relevante enviado à CVM, a companhia dará prosseguimento às etapas necessárias para a efetivação da mudança
“Não acreditamos que seremos bem-sucedidos investindo em Nvidia”, diz Squadra, que aposta nestas ações brasileiras
Em carta semestral, a gestora explica as principais teses de investimento e também relata alguns erros pelo caminho
Bolsas disparam com Powell e Ibovespa sobe 2,57%; saiba o que agradou tanto os investidores
O presidente do Fed deu a declaração mais contundente até agora com relação ao corte de juros e levou o dólar à vista a cair 1% por aqui
Rogério Xavier revela o ponto decisivo que pode destravar potencial para as ações no Brasil — e conta qual é a aposta da SPX para ‘fugir’ do dólar
Na avaliação do sócio da SPX, se o Brasil tomar as decisões certas, o jogo pode virar para o mercado de ações local
Sequóia III Renda Imobiliária (SEQR11) consegue inquilino para imóvel vago há mais de um ano, mas cotas caem
O galpão presente no portfólio do FII está localizado na Penha, no Rio de Janeiro, e foi construído sob medida para a operação da Atento, empresa de atendimento ao cliente
Bolsa brasileira pode saltar 30% até o fim de 2025, mas sem rali de fim de ano, afirma André Lion. Essas são as 5 ações favoritas da Ibiuna para investir agora
Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, o sócio da Ibiuna abriu quais são as grandes apostas da gestora para o segundo semestre e revelou o que poderia atrapalhar a boa toada da bolsa
Cinco bancos perdem juntos R$ 42 bilhões em valor de mercado — e estrela da bolsa puxa a fila
A terça-feira (19) foi marcada por fortes perdas na bolsa brasileira diante do aumento das tensões entre Estados Unidos e o Brasil
As cinco ações do Itaú BBA para lucrar: de Sabesp (SBSP3) a Eletrobras (ELET3), confira as escolhidas após a temporada de resultados
Banco destaca empresas que superaram as expectativas no segundo trimestre em meio a um cenário desafiador para o Ibovespa
Dólar abaixo de R$ 5? Como a vitória de Trump na guerra comercial pode ser positiva para o Brasil
Guilherme Abbud, CEO e CIO da Persevera Asset, fala sobre os motivos para ter otimismo com os ativos de risco no Touros e Ursos desta semana
Exclusivo: A nova aposta da Kinea para os próximos 100 anos — e como investir como a gestora
A Kinea Investimentos acaba de revelar sua nova aposta para o próximo século: o urânio e a energia nuclear. Entenda a tese de investimento
Entra Cury (CURY3), sai São Martinho (SMTO3): bolsa divulga segunda prévia do Ibovespa
Na segunda prévia, a Cury fez sua estreia com 0,210% de peso para o período de setembro a dezembro de 2025, enquanto a São Martinho se despede do índice
Petrobras (PETR4), Gerdau (GGBR4) e outras 3 empresas pagam dividendos nesta semana; saiba quem recebe
Cinco companhias listadas no Ibovespa (IBOV) entregam dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas na terceira semana de agosto
Howard Marks zera Petrobras e aposta na argentina YPF — mas ainda segura quatro ações brasileiras
A saída da petroleira estatal marca mais um corte de exposição brasileira, apesar do reforço em Itaú e JBS