Tenda (TEND3) dispara 12% após divulgar guidance para 2023; projeções ambiciosas da construtora agradaram o mercado?
A construtora divulgou as projeções para a margem bruta e vendas líquidas no próximo ano, além de riscos e oportunidades para a operação

A Tenda (TEND3) chamou a atenção de quem olhou para os ativos fora do Ibovespa nesta terça-feira (29). As ações da construtora anotaram uma das maiores altas da bolsa com ganhos de 10,17%, cotadas em R$ 4,44 e chegaram a subir até 12% mais cedo.
O bom desempenho dos papéis foi alimentado, em partes, pelo apetite ao risco que contagia a B3 hoje. Mas um dos principais fatores por trás do salto é a divulgação das projeções para a performance operacional e financeira da companhia no próximo ano.
E o guidance já é aberto por uma das métricas mais importantes para o setor: a margem bruta ajustada. A Tenda espera que o indicador fique entre 24% e 26% em 2023.
Para efeito de comparação, a margem bruta nos primeiros nove meses deste ano foi de 14,3%. Já a de novas vendas realizadas durante o terceiro trimestre chegou a 30,4% no período.
Quando a Tenda (TEND3) planeja vender em 2023?
Para as vendas líquidas — que consideram tudo que é comercializado ao longo do ano menos os distratos —, a Tenda projeta um limite inferior de R$ 2,7 bilhões e superior de R$ 3 bilhões.
Os números de 2022 ainda não estão disponíveis. Mas, até setembro, a companhia havia vendido R$ 1,7 bilhão, o que indica que a meta é ambiciosa.
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Riscos e oportunidades para o próximo ano
Além disso, a construtora cita uma oportunidade para incrementar o preço das unidades no próximo ano: as eventuais revisões no programa Casa Verde e Amarela.
Caso se concretizem, as mudanças também podem impactar o volume de vendas. Por enquanto, porém, a empresa trabalha com o cenário base de ganho de preços em linha com a inflação.
A Tenda lista ainda os riscos que o próximo ano pode trazer para a operação. O primeiro é o da inflação de custos da construção superar o percentual de 5% orçado; já o segundo é o da curva de normalização da ineficiência ser mais longa do que o previsto pela construtora.
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