🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances "O Roteirista", "Abandonado" e "Os Jogadores"

Nova moratória?

Investidores se preparam para calote da Rússia e ações do país deixam índice MSCI — o que pode beneficiar o Brasil

O preço do seguro contra uma possível moratória da Rússia — conhecido como CDS — disparou em meio às sanções econômicas adotadas após a invasão a Ucrânia

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
3 de março de 2022
12:34 - atualizado às 12:53
Rublo, moeda da Rússia, com gráfico de mercados ao fundo
Rublo, moeda da Rússia, com gráfico de mercados ao fundo - Imagem: Envato

Os investidores no mercado financeiro se preparam para um iminente calote da dívida pela Rússia. O preço do seguro contra uma possível moratória — conhecido como CDS — disparou em meio à queda generalizada dos ativos do país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diante das sanções econômicas adotadas após a invasão a Ucrânia, as ações russas também foram excluídas de um dos principais índices acionários de mercados emergentes — o que pode beneficiar por tabela o Brasil.

Mas vamos por partes.

O CDS (seguro contra calote) de cinco anos da Rússia disparou para mais de 1.000 pontos-base na semana passada. Quando as cotações chegam a esses níveis, os investidores deixam de negociar usando taxas e passam a adotar como referência o pagamento adiantado usado nas transações.

Para efeito de comparação, os investidores negociam o risco de o Brasil dar um calote na dívida externa a uma taxa de pouco menos de 225 pontos-base.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em outra medida do risco de calote, a Rússia sofreu o rebaixamento da avaliação das três principais agências de classificação de risco: S&P, Moody's e Fitch.

Leia Também

Rússia mais perto do calote?

A avaliação (rating) das agências de risco considera especificamente o risco de um emissor de dívida — seja um governo ou uma empresa — não honrar o compromisso com os investidores.

Antes da crise geopolítica, a Rússia tinha avaliação de grau de investimento pelas agências. Ou seja, o país era considerado como menos arriscado para se investir do que o Brasil, que perdeu o selo de bom pagador em 2015.

No caso específico da Fitch, o rating da Rússia caiu de "BBB" para "B", apenas dois níveis acima da classificação de moratória.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um bom teste para o país e para os credores acontece neste mês, quando a Rússia precisa pagar mais de US$ 700 milhões em juros de dívida aos investidores, de acordo com informações da Reuters.

Em tese, o país até possui reservas, mas uma das sanções aplicadas após a invasão da Ucrânia foi justamente a restrição ao acesso a parte desses recursos.

CDS da Rússia dispara

O rebaixamento colocou ainda mais pressão sobre o CDS da Rússia. Sigla para Credit Default Swap, o instrumento é uma espécie de seguro negociado no mercado contra o calote de um emissor de dívida.

Portanto, quanto maior a taxa, maior é a percepção de risco com relação ao devedor. Por isso, o CDS é usado como uma medida de risco-país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso da Rússia, as taxas do CDS estavam no nível de 130 pontos-base no fim do ano passado. Na última segunda-feira, os CDS já não eram negociados em pontos-base após cruzarem a barreira dos 1.000 pontos.

De acordo com informações da Bloomberg, os contratos responsáveis pelo seguro de US$ 10 milhões em dívida russa eram cotados por US$ 4 milhões em pagamento adiantado.

Vale lembrar que a Rússia já decretou a moratória da dívida em 1998. Na época, os mercados emergentes acabaram sofrendo com o calote russo. O Brasil passou por uma crise própria no ano seguinte, com a desvalorização do real. Desta vez, porém, os mercados brasileiros têm enfrentado bem a crise.

MSCI exclui ações russas de índices

O rebaixamento da classificação de risco não foi o único baque para a economia da Rússia. Isso porque a MSCI, empresa responsável por alguns dos principais índices de ações globais, anunciou que vai excluir o país dos indicadores de mercados emergentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A reclassificação acontece a partir do dia 9 de março. Com isso, todos os fundos tradicionais e fundos negociados em bolsa (ETF, na sigla em inglês) que seguem os índices da MSCI deverão se desfazer de ações russas.

O rebalanceamento das carteiras deve aumentar o peso de ações de outros países emergentes. Entre eles, o Brasil. O país representa hoje pouco menos de 5% do índice de mercados emergentes da MSCI. A Vale (VALE3) está entre as dez ações com maior peso no indicador.

Leia também:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar