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Flavia Alemi

Flavia Alemi

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pela FIA. Trabalhou na Agência Estado/Broadcast e na S&P Global Platts.

Revisão

Produção e vendas da Vale (VALE3) decepcionam e bancos cortam preço-alvo das ações

Trimestre pior fez a Vale atualizar as estimativas de produção para 2022, com cortes no guidance para o minério de ferro e para o cobre.

Flavia Alemi
Flavia Alemi
20 de julho de 2022
16:31
NÃO USAR Logo da Vale (VALE3); estágio
Vale (VALE3) - Imagem: Washington Alves/Reuters

A queda na produção e nas vendas da Vale (VALE3) no segundo trimestre, divulgada na terça (19), já provoca revisões do preço-alvo das ações da mineradora.

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A mineradora registrou recuo de 1,2% na produção de minério de ferro em relação ao mesmo período do ano passado e queda de 2,3% nas vendas na mesma base de comparação.

Ambas as quedas fizeram a Vale atualizar as estimativas de produção para 2022, com cortes no guidance para o minério de ferro e para o cobre.

Nesta quarta-feira (20), as ações da Vale operavam em queda na B3.

Dentre os analistas que cobrem a Vale, o Seu Dinheiro teve acesso aos relatórios do JP Morgan, do Goldman Sachs, do Bank of America e do Itaú BBA.

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Vale: revisão de estimativas de produção desagradou

De maneira geral, o relatório de produção e vendas veio em linha com o que o mercado esperava, mas a revisão para baixo das estimativas de produção desagradou os analistas.

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O minério de ferro sofreu um corte de 10 megatoneladas (Mt) no limite inferior e de 15 Mt no teto do guidance, passando para entre 310 e 320 Mt.

Já o cobre sofreu um corte ainda maior e passou de uma faixa de 330-355 quilo toneladas (kt) para uma faixa de 370-285 kt. 

De acordo com o Goldman Sachs, a faixa intermediária do guidance para o minério de ferro da Vale implica em estagnação da produção comparado a 2021.

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“[...] o que é decepcionante e provavelmente alimentará as preocupações dos investidores sobre a capacidade da empresa de retomar a produção para os níveis de acidentes anteriores a Brumadinho de 385 Mt (relatados em 2018)”, escreveram os analistas em relatório.

Assim, o Goldman Sachs cortou o preço-alvo para as ADRs da Vale de US$ 17 para US$ 15 e manteve a recomendação neutra.

O JP Morgan também aproveitou para atualizar seu modelo, com base nas novas projeções da Vale.

Isso resultou em redução significativa dos preços-alvo tanto da ação negociada no Brasil quanto da ADR negociada em Nova York.

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O preço-alvo da ação passou de R$ 127 para R$ 109, enquanto o da ADR foi de US$ 24 para US$ 20,50. 

Decepcionante, mas em linha

Enquanto o Goldman Sachs e o JP Morgan revisaram os preços-alvo para a Vale, o Bank of America e o Itaú BBA não alteraram os cálculos.

Para o BofA, os números reportados pela Vale vieram em linha com o consenso e também com as projeções do banco, com a produção do minério de ferro levemente desapontadora.

“Acreditamos que o corte no guidance pode dar algum alívio aos preços do minério de ferro, mas no final das contas esse corte apenas formaliza os volumes mais baixos na maioria dos investidores e nossos modelos”, apontou o BofA.

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O preço-alvo do BofA para a ação da Vale foi mantido em R$ 92 e a ADR em US$ 18.

Já o Itaú BBA trouxe um relatório com menos análise e mais um resumo dos resultados da Vale. O banco manteve a recomendação Neutra e o preço alvo da ADR em US$ 20.

Confira abaixo as atualizações mais recentes dos analistas que cobrem a Vale:

RecomendaçãoPreço-alvo açãoPotencial de alta*Preço-alvo ADRPotencial de alta*
Goldman SachsNeutra--US$ 1518%
JP MorganOverweight (compra)R$ 10958%US$ 20,5061%
BofANeutra--US$ 1842%
Itaú BBANeutra--US$ 2057%
*Em relação ao fechamento de 19/07/2022.

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