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Os investidores aguardam a decisão do governo americano de injetar 1 milhão de barris de petróleo para derrubar o preço da commodity
Março ficou para trás e, com o fim do terceiro mês do ano, vem também o saldo dos melhores investimentos. Logo no dia da mentira, que caiu nesta sexta-feira (1º), os investidores podem acreditar: a bolsa brasileira foi um dos melhores investimentos, perdendo apenas para o Tesouro IPCA 2045.
Mas mês novo, vida nova. No último pregão da semana, o Ibovespa pode sentir alguma volatilidade com o ajuste de carteiras dos investidores e de grandes fundos, o que pode trazer surpresas na sessão de hoje.
Ontem (31), o principal índice da B3 fechou em queda de 0,22%, aos 119.999, enquanto o dólar à vista, por sua vez, caiu 0,54%, a R$ 4,7612.
No panorama internacional, os índices asiáticos encerraram o pregão sem uma direção definida, de olho em dados locais. Ao mesmo tempo, a abertura na Europa foi majoritariamente positiva, com os ganhos limitados antes do payroll dos Estados Unidos.
Com otimismo contido semelhante, os futuros de Nova York também avançam nas primeiras horas da manhã, antes dos dados da folha de pagamento norte-americana.
Confira o que deve movimentar bolsas, dólar e o Ibovespa hoje:
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O petróleo chegou a cair mais cedo com a espera da reunião da Agência Internacional de Energia (AIE) para decidir sobre a venda da commodity no mercado. Ainda, há um plano do presidente americano, Joe Biden, de que os EUA liberem cerca de 1 milhão de barris por dia por seis meses, na tentativa de conter o avanço de preços dos combustíveis.
No entanto, a notícia não foi suficiente para sustentar a queda da commodity. O impasse nas negociações entre Rússia e Ucrânia fez com que o barril de petróleo invertesse o sinal.
Por volta das 7h20 desta sexta-feira, o Brent, utilizado como referência internacional, era negociado em alta de 0,32%, cotado a US$ 105,02 por barril. Já o WTI chegou a ficar abaixo dos US$ 100, mas voltou a subir para os US$ 100,13, alta de 0,02%.
A semana fecha com um dos dados mais importantes do mercado de trabalho dos Estados Unidos. O payroll, o relatório da folha de pagamento, deve acrescentar 490 mil novos postos de trabalho e colocar a taxa de desemprego mais próxima dos níveis pré-pandêmicos.
Entretanto, vale destacar que o mercado de trabalho norte-americano ainda está com uma sobra de empregos. Os trabalhadores têm optado por esperar por melhores condições do que procurar ativamente pelas vagas, de acordo com analistas ouvidos pelo Yahoo Finance.
Assim, a taxa de desemprego dos EUA deve cair de 3,8% para 3,7%, de acordo com o consenso apurado pela Bloomberg.
Os dados do emprego nos EUA são um balizador da decisão de juros do Federal Reserve, o Banco Central norte-americano. Juntamente com os dados de inflação do PCE, divulgados ontem, é possível calibrar as projeções para o aperto monetário.
O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) subiu 0,4% em fevereiro, elevando o PCE a 5,4% nos últimos 12 meses, em linha com o esperado.
Para o presidente do Fed, Jerome Powell, o mercado de trabalho norte-americano está sólido. Por outro lado, a inflação continua descontrolada, o que pode pesar na decisão de juros das próximas reuniões.
No panorama doméstico, os investidores deixaram as movimentações dos candidatos à presidência de lado para focar em outros aspectos, como o risco fiscal e reorganização dos tributos nacionais.
O governo do presidente Jair Bolsonaro prepara uma Medida Provisória (MP) que aumenta a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) dos atuais 20% para 25%. Com isso, a administração pública visa compensar as perdas do programa de refinanciamento (Refis) para micro e pequenas empresas.
Bolsonaro ainda recuou e deve manter o corte de 25% no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) por mais 30 dias. Portanto, vale ficar de olho nas ações dos bancos na bolsa hoje.
Ainda nesta sexta-feira, os servidores do Banco Central e do Tesouro Nacional cruzaram os braços para pressionar o governo federal pelo reajuste de salários.
Os funcionários públicos do BC e do Tesouro pleiteiam um reajuste de, no mínimo, 19,9% — que recompõe as perdas inflacionárias. Contudo, há uma parcela que pretende um ajuste de pouco mais de 26%.
A greve do BC começa hoje, com ameaças de que o Pix, o sistema de pagamentos instantâneos, possa sofrer alguma instabilidade.
Por fim, o IBGE divulga hoje a produção industrial de fevereiro, pela manhã. No período da tarde, serão divulgados os dados da balança comercial de março.
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