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A retomada do segmento alimenta o otimismo do mercado, mas desperta dúvidas sobre qual é a melhor maneira de aproveitar o bom momento
Depois de deixarem para trás um risco inédito — o de serem forçados a fecharem as portas — os shoppings centers retomaram o crescimento neste ano. A recuperação está registrada nos números de boa parte dos empreendimentos, que já ultrapassam os níveis pré-pandêmicos.
O bom desempenho alimenta o otimismo do mercado com o setor, mas pode despertar dúvidas sobre qual é a melhor maneira de aproveitar essa recuperação. Isso porque, na B3, há duas maneiras de se investir em shoppings: por meio de ações ou fundos imobiliários.
Para dificultar a vida dos investidores, não há um veredito sobre qual das duas estratégias é a melhor. Mas os especialistas presentes na segunda edição do FII Experience — evento da Suno que reuniu gestores e analistas no último final de semana — listaram as principais vantagens de cada tática de investimentos.
A começar pelas ações, as administradoras de shoppings centers têm um ponto forte que é difícil de ser ignorado: seus múltiplos estão mais atrativos e com descontos maiores do que os oferecidos por fundos imobiliários do setor.
“No segmento de shoppings, a bolsa está muito mais atrativa do que os FIIs e oferece retorno maior”, indica Luís Schiattini, sócio da Navi Capital.
Além do preço chamativo, Marcelo Potenza relembra que a carteira de ativos é outra vantagem das empresas listadas.
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O analista do Itaú BBA afirma que o portfólio de nomes como Iguatemi (IGTI11), Multiplan (MULT3), brMalls (BRML3) e Aliansce Sonae (ALSO3) é de maior qualidade do que o dos fundos.
Rodrigo Selles, sócio da Genial Gestão, reconhece que os empreendimentos de Iguatemi e Multiplan, por exemplo, têm um alto nível de credibilidade e qualidade.
Selles, que é gestor do FII Malls Brasil Plural (MALL11), explica que essa diferença entre os portfólios de administradoras e fundos ocorre porque o primeiro grupo chegou primeiro ao mercado e fomentou o desenvolvimento de shoppings centers em diversas capitais.
“Então isso signica que os melhores ativos ficaram nas companhias e o resto foi 'desovado' para os fundos imobiliários? Não é bem assim. A indústria de FIIs veio depois, mas também têm suas vantagens”, afirmou.
O gestor afirma que, para quem investe pensando no longo prazo, os fundos são ótimas opções, pois apresentam excelência nos quesitos de rentabilidade, performance, governança e distribuição de rendimentos.
Vale relembrar que, de acordo com a norma que criou o produto, os fundos devem distribuir semestralmente 95% dos lucros apurados aos cotistas. Na prática, porém, a maior parte da indústria deposita dividendos todos os meses na conta dos investidores.
Considerando os prós e contras de ações e FIIs de shopping, Selles indica que o melhor caminho para o investidor que está na dúvida é aproveitar o melhor dos dois mundos: “Às vezes as melhores oportunidades não estão nos ativos premium, e o portfólio dos fundos imobiliários complementa o das empresas abertas".
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