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Resseguradora teve um prejuízo líquido de R$ 164,7 milhões em agosto deste ano, revertendo um lucro de R$ 84,8 milhões no mesmo mês de 2021
O IRB (IRBR3) iniciou a semana alcançando mais uma marca negativa na B3. Os papéis da resseguradora passaram o dia flertando com o patamar de “penny stock” e finalmente fecharam abaixo de R$ 1,00 no pregão desta segunda-feira (24).
Os papéis do IRB abriram em forte queda e chegaram a liderar as perdas desta sessão. No fim do dia, ainda mantinham uma das maiores quedas do Ibovespa, e fecharam em baixa de 8,49%, a R$ 0,97.
O tombo de hoje acentua as perdas das ações da companhia, que acumulam desvalorização de mais de 70% no ano.
O mau humor envolvendo o IRB desta vez deve-se à prévia de resultados divulgada na noite da última sexta-feira (21).
A empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 164,7 milhões em agosto deste ano, revertendo um lucro de R$ 84,8 milhões no mesmo mês de 2021, segundo prestação de contas enviada à Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Na visão do BTG Pactual, o resultado negativo já era esperado pelo mercado, porém não em tal magnitude. “Ainda precisamos ver como setembro se molda, mas a impressão está sendo pior do que prevíamos”, analisou o banco, em relatório.
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As notícias também não são muito boas se olharmos o acumulado do ano. Nos primeiros oito meses de 2022, o prejuízo líquido do IRB foi de R$ 516,4 milhões, ante um prejuízo líquido de R$ 168,9 milhões no mesmo período do ano passado.
Vale destacar que os números informados não são considerados, de fato, um balanço trimestral. Porém, os dados fornecem pistas do que será informado em novembro, quando a companhia apresentar os resultados do terceiro trimestre de 2022.
“Mais um mês de prejuízo forte para o IRB. Mesmo ajustando o resultado do ano passado a efeitos não recorrentes, os números de IRB continuariam apresentando piora expressiva”, disse a corretora Guide.
Além do resultado líquido, o IRB detalhou números operacionais do período, quando emitiu R$ 524,9 milhões em prêmios, uma redução de 30,1% em relação a agosto de 2021.
Segundo informações da resseguradora, o número foi composto pela diminuição do prêmio no Brasil de 16,2%, para R$ 380,9 milhões, e pelo decréscimo do prêmio no exterior de 51,3%, para R$ 143,9 milhões.
Já no acumulado dos oito primeiros meses de 2022, o montante foi de R$ 5,5 bilhões, com redução de 7,4% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
As despesas com sinistro, por sua vez, foram de R$ 633,7 milhões, uma alta de 18,8% na mesma base de comparação. O índice de sinistralidade seguiu a mesma trajetória e passou de 84,6% em agosto de 2021 para os atuais 145%.
As despesas com sinistro subiram 1,8% em relação ao mesmo período de 2021, para R$ 3,7 bilhões neste ano. Já o índice de sinistralidade subiu de 87,2% para 107,2%.
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