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2022-03-31T11:17:00-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
FECHAMENTO DA SEMANA

Em ritmo envolvente, dólar cai mais de 5% na semana e Ibovespa dispara 3%, mesmo com guerra no radar

O real segue se valorizando e a moeda americana já deixa para trás a casa dos R$ 5; Ibovespa encosta nos 120 mil pontos

25 de março de 2022
18:41 - atualizado às 11:17
Dólar
Imagem: Shutterstock

A cantora Anitta pode até ter o topo dos rankings mundiais e a música mais tocada do mundo, mas a verdadeira estrela da semana foi com certeza a valorização de quase 6% do real contra o dólar. 

A nossa taxa de juros elevada e o clima favorável para a atração de investimento estrangeiro seguiram sustentando os negócios nos últimos dias e levaram a bolsa a emplacar o seu sétimo pregão seguido de alta, enquanto o dólar já acumula queda nas últimos oito sessões.

Isso não significa que o cenário geral é completamente favorável aos ativos de risco. Durante a maior parte da última semana, a B3 e o mercado internacional funcionaram em ritmos completamente diferentes. 

O pregão desta sexta-feira (25), muito influenciado pela falta de notícias relevantes e a instabilidade das bolsas americanas, levou o Ibovespa a ter uma alta de apenas 0,02%, aos 119.081 pontos, mas, na semana, o avanço foi de 3,2%. 

O dólar à vista foi quem realmente brilhou. Com a atratividade das empresas produtoras de commodities e o diferencial de juros capazes de envolver e seduzir o investidor estrangeiro, a moeda americana recuou 1,75%, a R$ 4,7473. Na semana, a queda foi de 5,35%. 

Enquanto a guerra na Ucrânia se mostra cada vez mais parte da rotina e longe de um desfecho, os comandantes dos principais bancos centrais do mundo tentam aliviar as pressões negativas. Nos Estados Unidos, cresce a expectativa de que o Federal Reserve precise acelerar o ritmo de alta. Já no Brasil, Roberto Campos Neto e seu cenário alternativo apontam para uma Selic terminal de 12,75%, beneficiando diversos setores da bolsa. 

O Ibovespa começou a sexta-feira (25) embalado, em busca do sétimo pregão seguido de alta e do nível dos 120 mil pontos, mas a queda das bolsas em Nova York tem dificultado a tarefa. 

O principal índice da bolsa chegou a superar a marca psicológica, mas o recuo em Wall Street deixou os negócios instáveis na B3.

Cabo de guerra 

Uma das razões para a instabilidade do Ibovespa esteve no comportamento do petróleo. Pela manhã, a commodity recuava com a notícia de que o Cazaquistão retomou parcialmente a exportação da commodity após uma tempestade no início da semana ter obrigado o país a interromper o funcionamento de um dos seus principais gasodutos. Mas informações de que a Saudi Aramco notificou um incêndio em uma das suas instalações reverteu o movimento. 

O dragão da inflação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta manhã que o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, desacelerou no mês de março. O índice de preços teve alta de 0,95%, acima da mediana das estimativas dos analistas.

O dado deve mexer pouco com as projeções para a Selic ao longo do ano. Ontem, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que uma alta adicional na taxa de juros em junho é improvável e voltou a confirmar o mesmo posicionamento nesta sexta-feira. Confira o comportamento do mercado de juros hoje:

CÓDIGONOMEULT FEC 
DI1F23DI jan/2312,72%12,85%
DI1F25DI Jan/2511,43%11,71%
DI1F26DI Jan/2611,29%11,53%
DI1F27DI Jan/2711,32%11,54%
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Sobe e desce do Ibovespa

A temporada de balanços e a queda expressiva dos juros impulsionaram as maiores altas da semana. Empresas de crescimento, consumo e tecnologia aproveitaram o alívio.

o balanço do quarto trimestre da Cogna animou os investidores. A companhia conseguiu reduzir o seu prejuízo ajustado em 87% no período. Como consequência, o setor de educação subiu em bloco. Confira as maiores altas da semana:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO SEMANAL
COGN3Cogna ONR$ 2,7627,19%
SOMA3Grupo SomaR$ 15,1521,39%
AMER3Americanas S.AR$ 32,3920,14%
YDUQ3Yduqs ONR$ 20,9819,41%
CVCB3CVC ONR$ 15,9718,74%

Na ponta contrária, as exportadoras levaram a pior nos últimos dias, pela forte valorização do real. Confira também as maiores quedas da semana:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO SEMANAL
SUZB3Suzano ONR$ 58,04-3,86%
PRIO3PetroRio ONR$ 25,15-3,68%
SBSP3Sabesp ONR$ 44,73-3,08%
KLBN11Klabin unitsR$ 25,79-3,05%
MRFG3Marfrig ONR$ 20,43-2,48%

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