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Forças militares russas seguem avançando em direção a Kiev, e os mercados globais ficam pressionados
A bolsa de Moscou está blindada contra novas perdas – está fechada desde a última segunda-feira (28), após uma queda de cerca de 50% –, mas as bolsas internacionais seguem repercutindo o avanço da Rússia em território ucraniano e as implicações econômicas do conflito.
A bolsa brasileira só volta a operar amanhã, às 13h, após a pausa para o Carnaval, e deve repercutir um cenário de grande aversão ao risco.
Nesses últimos dois dias, as bolsas americanas e europeias sangraram, ainda que algumas companhias brasileiras que negociam recibos de ações em Nova York (ADRs) tenham tido uma alta expressiva, acompanhando os ganhos do petróleo. O principal destaque fica com a Petrobras, que acompanhou o avanço significativo do petróleo.
As bolsas europeias e americanas, no entanto, não contaram com a mesma sorte. Enquanto os russos seguem avançando pelo território ucraniano, os principais índices globais seguem acumulando perdas.
Na Europa, as principais praças recuaram quase 4% hoje, e em Wall Street as perdas foram da ordem de 2%. Confira o fechamento da bolsas em Nova York:
O exército russo atacou a segunda maior cidade ucraniana, Kharkiv, atingindo alvos civis, em direção à capital do país. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, participou hoje de uma sessão do Parlamento Europeu, um dia após ter pedido oficialmente a integração do país ao bloco, e agradeceu o apoio recebido até agora.
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O governo ucraniano informou que os invasores derrubaram uma torre de TV e atingiram o principal Museu do Holocausto da Ucrânia.
Segundo as agências russas de notícias Tass e RIA, o Ministério de Defesa da Rússia informou que o país irá atacar Kiev para atingir alvos ligados ao serviço de segurança e à unidade de operações especiais ucranianos. O comunicado pede que civis se retirem da cidade.
O Kremlin insiste que, até o momento, somente infraestrutura militar foi atingida e que civis não correm perigo, mas o Ministério do Interior da Ucrânia informou que 352 civis já foram mortos – incluindo 14 crianças.
O dólar encarou mais um dia de fortalecimento em escala global. O DXY, índice que mede o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta com divisas fortes — como o euro, o iene, a libra e o franco suíço — avançou 0,72% nesta terça. O ouro, tradicional reserva de valor em tempos de crise, teve mais um dia de avanço expressivo acima da casa do 2%.
A elevação da tensão na Ucrânia também voltou a pressionar o petróleo. Tanto o barril do WTI quanto o Brent operam acima dos US$ 100, no maior nível em oito anos.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) está pressionada para elevar a produção e reduzir o valor da commodity, mas não deve agir. A Arábia Saudita já se pronunciou, afirmando que irá manter o que foi acordado na reunião anterior e subir lentamente a produção.
Os Estados Unidos e aliados voltaram a falar em lançar as reservas no mercado para tentar conter a escalada da commodity, mas os especialistas julgam o movimento como insuficiente.
Enquanto o presidente russo Vladimir Putin flerta com a possibilidade de uma guerra nuclear, a Casa Branca faz questão de reforçar que essa não é uma possibilidade e que tratados internacionais foram assinados entre as potências para impedir o uso do arsenal disponível, o que aliviou a bolsa na sessão de ontem.
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O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
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