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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

MERCADOS HOJE

Bolsa sem paz! Europa e Estados Unidos ficam mais um dia no vermelho, na cola do exército russo

Forças militares russas seguem avançando em direção a Kiev, e os mercados globais ficam pressionados

Jasmine Olga
Jasmine Olga
1 de março de 2022
18:02 - atualizado às 14:33
Há uma tensão geral nas bolsas pelo mundo com os ativos de risco após o aumento da tensão entre Rússia, Ucrânia e a Otan, encabeçada pelos Estados Unidos
Imagem: Shutterstock

A bolsa de Moscou está blindada contra novas perdas – está fechada desde a última segunda-feira (28), após uma queda de cerca de 50% –, mas as bolsas internacionais seguem repercutindo o avanço da Rússia em território ucraniano e as implicações econômicas do conflito. 

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A bolsa brasileira só volta a operar amanhã, às 13h, após a pausa para o Carnaval, e deve repercutir um cenário de grande aversão ao risco.

Nesses últimos dois dias, as bolsas americanas e europeias sangraram, ainda que algumas companhias brasileiras que negociam recibos de ações em Nova York (ADRs) tenham tido uma alta expressiva, acompanhando os ganhos do petróleo. O principal destaque fica com a Petrobras, que acompanhou o avanço significativo do petróleo. 

As bolsas europeias e americanas, no entanto, não contaram com a mesma sorte. Enquanto os russos seguem avançando pelo território ucraniano, os principais índices globais seguem acumulando perdas.

Na Europa, as principais praças recuaram quase 4% hoje, e em Wall Street as perdas foram da ordem de 2%. Confira o fechamento da bolsas em Nova York:

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  • S&P 500: -1,59%
  • Nasdaq: -1,59%
  • Dow Jones: -1,77%

A guerra até aqui

O exército russo atacou a segunda maior cidade ucraniana, Kharkiv, atingindo alvos civis, em direção à capital do país. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, participou hoje de uma sessão do Parlamento Europeu, um dia após ter pedido oficialmente a integração do país ao bloco, e agradeceu o apoio recebido até agora. 

Leia Também

O governo ucraniano informou que os invasores derrubaram uma torre de TV e atingiram o principal Museu do Holocausto da Ucrânia. 

Segundo as agências russas de notícias Tass e RIA, o Ministério de Defesa da Rússia informou que o país irá atacar Kiev para atingir alvos ligados ao serviço de segurança e à unidade de operações especiais ucranianos. O comunicado pede que civis se retirem da cidade. 

O Kremlin insiste que, até o momento, somente infraestrutura militar foi atingida e que civis não correm perigo, mas o Ministério do Interior da Ucrânia informou que 352 civis já foram mortos – incluindo 14 crianças. 

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Bolsa e dólar sob pressão

O dólar encarou mais um dia de fortalecimento em escala global. O DXY, índice que mede o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta com divisas fortes — como o euro, o iene, a libra e o franco suíço — avançou 0,72% nesta terça. O ouro, tradicional reserva de valor em tempos de crise, teve mais um dia de avanço expressivo acima da casa do 2%. 

A elevação da tensão na Ucrânia também voltou a pressionar o petróleo. Tanto o barril do WTI quanto o Brent operam acima dos US$ 100, no maior nível em oito anos.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) está pressionada para elevar a produção e reduzir o valor da commodity, mas não deve agir. A Arábia Saudita já se pronunciou, afirmando que irá manter o que foi acordado na reunião anterior e subir lentamente a produção.

Os Estados Unidos e aliados voltaram a falar em lançar as reservas no mercado para tentar conter a escalada da commodity, mas os especialistas julgam o movimento como insuficiente. 

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Sem chances

Enquanto o presidente russo Vladimir Putin flerta com a possibilidade de uma guerra nuclear, a Casa Branca faz questão de reforçar que essa não é uma possibilidade e que tratados internacionais foram assinados entre as potências para impedir o uso do arsenal disponível, o que aliviou a bolsa na sessão de ontem.

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