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Na agenda de resultados, Alphabet (Google) e Microsoft são as big techs em foco do dia
O fato mais importante da última segunda-feira (25) foi sem dúvidas a compra do Twitter pelo bilionário Elon Musk. Esse agito conseguiu impulsionar os mercados na sessão de ontem e as bolsas lá fora conseguiram até registrar ganhos.
O índice brasileiro, entretanto, não conseguiu sustentar alta e encerrou em queda, mas longe das mínimas, para alívio do investidor. Com isso, o Ibovespa encerrou o pregão da última segunda-feira com um recuo de 0,35%, aos 110.684 pontos. Por sua vez, o dólar à vista teve forte alta de 1,29%, a R$ 4,8755.
Para esta terça-feira (26) os investidores devem estender o otimismo, com uma sequência de importantes balanços de grandes instituições financeiras, tanto aqui no Brasil quanto lá fora. É esse fato que sustenta as bolsas da Europa nas primeiras horas do dia.
Assim sendo, de olho na agenda de resultados locais, os índices do Velho Continente ensaiam uma recuperação. Vale lembrar que boa parte das bolsas por lá estava fechada quando Musk anunciou a compra do Twitter, portanto não surfaram a onda positiva do final do dia.
Entretanto, em Nova York, a expectativa com a temporada de balanços — em uma semana recheada pelos resultados das big techs — não consegue animar os índices por lá. Os investidores ainda aguardam a divulgação dos dados de inflação dos EUA, que devem dar um norte sobre a política de juros norte-americana.
Com a reunião do Fomc, o Copom americano, agendada para a semana que vem, as bolsas devem permanecer na defensiva nos próximos dias.
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Confira o que deve movimentar bolsa, dólar e Ibovespa hoje:
Ainda hoje, grandes empresas de tecnologia — as chamadas big techs — devem dar sequência à temporada de balanços por lá. Dessa maneira, Alphabet (Google) e Microsoft são o destaque do dia lá fora.
Outras companhias como PepsiCo, General Electric (GE), General Motors e Visa também publicam seus resultados do primeiro trimestre nesta terça-feira. Havia grande expectativa com o início da temporada de balanços, com os analistas em grande expectativa.
O motivo para esse otimismo é a retomada das atividades após a pior fase da covid-19. Entre o final do ano passado e início de 2022, os países começaram a afrouxar as medidas de isolamento social, o que pode refletir no resultado das empresas.
A nova onda de infecções e mortes por coronavírus na China ligou um sinal de alerta para o mundo. É verdade que a política de “covid zero” coloca cidades inteiras em lockdown mesmo com poucos casos, mas o avanço da doença pelo país ainda é acompanhado de perto por analistas.
Além disso, essa política começa a refletir nos dados do país, que registraram uma desaceleração na última leitura.
Aliás, após a queda de mais de 5% de ontem da bolsa de Xangai, o índice voltou a recuar outros 1,44% nesta madrugada. Dessa forma, Pequim iniciou uma testagem em massa da população e voltou a restringir movimentações em certas partes da cidade.
Por fim, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, colocou mais lenha na fogueira que fomenta o medo de uma ofensiva nuclear na Ucrânia. O chanceler disse que os riscos de uma guerra nuclear agora são muito significativos e não devem ser subestimados.
Está marcada para hoje uma visita do presidente da ONU, António Guterres, para tratar da invasão à Ucrânia. Ambos os países seguem em guerra há mais de dois meses, com o leste de Kiev praticamente tomado pelas forças de Moscou.
Se o cenário mundial não é dos melhores, o Brasil também não deve ajudar o Ibovespa hoje.
O presidente da República Jair Bolsonaro segue em conflito com o Supremo Tribunal Federal (STF) e a saga ganhou um novo capítulo.
A ministra Rosa Weber, do STF, deu um prazo de dez dias para que o chefe do Planalto explique o indulto ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado pela Suprema Corte por atos antidemocráticos, ataques à Constituição e ofensas às instituições.
Com a suspensão da greve dos servidores do Banco Central, a publicação do Boletim Focus deve acontecer nesta terça-feira. A pesquisa traz a perspectiva do mercado para indicadores da economia nacional e serve para calibrar as expectativas sobre o Brasil.
Não apenas isso: o Focus também é utilizado pelo Banco Central para decidir sobre a política de juros do país.
O mercado estava apreensivo com a omissão dos números do Boletim porque acreditava que os dirigentes do BC ficariam sem os dados para tomada de decisão.
No entanto, autoridades da própria instituição afirmaram que os diretores estavam munidos desses dados e que a não publicação do Boletim Focus ao mercado não influenciava nesse quesito, o que deu certo alívio aos investidores.
Confira o calendário completo de balanços aqui.
Antes da abertura:
Após o fechamento:
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