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O resultado do primeiro trimestre da Meta (Facebook) animou os investidores pela manhã e sustenta as altas do dia
Se os primeiros dias da semana tiveram a agenda um pouco mais esvaziada, esta quinta-feira (28) promete ser um prato cheio para as bolsas internacionais e o Ibovespa. Tanto no campo dos indicadores quanto nos resultados das empresas, o noticiário deve afetar os negócios na próxima sessão.
Começando pela Ásia, as bolsas por lá fecharam em alta após o Banco Central do Japão (BoJ, em inglês) manter a taxa de depósitos negativa em 0,1% e a meta de juros públicos em torno de 0%. Com isso, a política acomodatícia deve estimular a economia da região.
Enquanto isso, a China ainda luta contra a onda de covid-19, mas rumores de um pacote de estímulos a setores chineses limitaram as perdas.
Na Europa, os balanços da Barclays e Unilever impulsionam os índices pela manhã. Quem também ajudou a manter o otimismo por lá foi o balanço da Meta (antigo Facebook) da noite da última quarta-feira (27). O resultado da empresa de Mark Zuckerberg também sustenta o otimismo nos futuros de Nova York.
Confira o que mais movimenta as bolsas, o dólar e o Ibovespa hoje:
No cardápio lá fora, os investidores acompanham a prévia do índice de preços ao consumidor (PCE, em inglês) dos Estados Unidos. O dado trimestral divulgado hoje prepara para o índice mensal e anualizado, que será divulgado nesta sexta-feira (29).
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O próprio PCE mensal é uma prévia do que esperar da próxima reunião de política monetária do Federal Reserve, o Banco Central americano, na semana que vem. Assim sendo, os investidores podem ter maiores pistas sobre o futuro do aperto monetário por lá.
Ainda hoje, a primeira leitura do PIB americano também dará um panorama sobre a atividade nos EUA — o que também influencia na decisão de juros do Fed. Jerome Powell, presidente do BC norte-americano, mantém o discurso de que a economia permanece resistente o suficiente para aguentar o aperto monetário.
Mesmo que a leitura preliminar possa sofrer alterações, ela também permanece no radar dos investidores em bolsa hoje.
O prato principal do dia é sem dúvidas a temporada de resultados das empresas. Antes da abertura dos mercados, Caterpillar, Twitter, Mastercard e McDonald’s divulgam seus resultados; após o fechamento dos negócios, é a vez de Apple, Intel e Amazon.
A Meta, dona do Fecebook, viu seus papéis subirem mais de 10% assim que os números do balanço vieram ao conhecimento do público. A queda do lucro foi menor do que o esperado, o que animou os investidores por lá.
Ainda tem terras estrangeiras, mas de olho nas ações de empresas brasileiras, os ADRs — os papéis negociados nas bolsas do exterior — da Vale (VALE3) chegou a subir 4,5% no pós-mercado de Nova York.
O anúncio da recompra de 500 milhões de papéis (ordinários e ADRs), que representa cerca de 10% do capital da empresa, foi o grande motivo por trás dessa alta. Já o balanço voltou a desapontar os investidores, com a queda dos principais indicadores da companhia.
Entretanto, a Vale tem cerca de 16% de participação do índice Ibovespa, o que pode sustentar a bolsa local. Dessa maneira, vale a pena ficar de olho nos papéis VALE3 nesta quinta-feira.
Agora sim, de volta para o cenário doméstico, Embraer (EMBR3) e Gol (GOLL4) divulgaram seus resultados mais cedo.
O dólar mais baixo ajudou no desempenho das aéreas, mas a alta dos combustíveis no final do primeiro trimestre do ano pode refletir em balanços pressionados nos próximos meses. Dessa forma, a Embraer teve prejuízo ajustado de R$ 428 milhões no período, uma queda de 18% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.
Por sua vez, a Gol teve lucro de R$ 2,6 bilhões no primeiro trimestre, com um resultado surpreendente da receita líquida, que dobrou em um ano.
Na sequência, os indicadores locais mais importantes vão para a divulgação do IGP-M de abril, divulgado pela FGV antes da abertura de mercados.
O índice, considerado para reajuste de aluguéis, deve registrar alta mais um mês. Porém, o avanço pode ser limitado pela queda do dólar nos últimos meses.
Na mediana das projeções do Broadcast, a alta deve ser de 1,70% em abril contra 1,74% no mês anterior. Nos últimos 12 meses, a mediana da conta de um avanço de 15% no índice, contra acúmulo de 14,77% na leitura de março.
Por último, o relatório mensal da dívida (RDM), a arrecadação federal de março e o resultado do Governo Central do mesmo mês compõem o pano de fundo para o Ibovespa.
Ainda hoje, o Conselho Monetário Nacional (CMN) realiza reunião. Vale lembrar que também estamos a menos de uma semana do Copom, que decidirá sobre a próxima alta de juros da economia brasileira.
Antes da abertura
Após o fechamento
Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA
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