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Os dados inflacionários ainda compõem o panorama doméstico, com perspectiva de alta do IPCA mais um mês seguido

Para compensar os últimos dias de agenda mais esvaziada, o prato desta quinta-feira (09) está cheio para os investidores em bolsa. O exterior acompanha com expectativa a decisão sobre os juros do Banco Central Europeu (BCE), enquanto por aqui, a inflação é o grande destaque do dia para o Ibovespa.
Começando pelo desempenho dos índices lá fora, as bolsas de Ásia e Pacífico fecharam majoritariamente em queda após relatos de novas restrições na China em virtude de um aumento de casos de covid-19 no país.
Na Europa, a expectativa é com o aperto monetário por parte do BCE. A expectativa é de que a autoridade mantenha os juros em 0% ao ano, mas dê espaço para o início de um ciclo de altas entre julho e setembro. A inflação no continente segue em trajetória de alta, sem perspectiva de queda.
Por último, o pré mercado nos Estados Unidos é positivo, tentando operar com bom humor após as perdas da sessão anterior.
Por aqui, o Ibovespa recuou 1,55%, aos 108.367 pontos, na sessão da última quarta-feira (08). O dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,33%, a R$ 4,8901.
Confira a seguir o que movimenta as bolsas, o dólar e o Ibovespa nesta quinta-feira:
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Em nota enviada à imprensa na noite de ontem, a Petrobras (PETR4) reafirmou o compromisso com sua política de preços com paridade internacional. A estatal ainda disse que tem evitado o repasse imediato da alta do petróleo no mercado externo e das oscilações do câmbio.
Porém, a empresa também ressalta que o preço do petróleo, que opera acima dos US$ 120 o barril há três dias, já começa a ampliar a defasagem em relação aos valores praticados. Em outras palavras, a Petrobras pode precisar aumentar os combustíveis mais uma vez.
Na manhã desta quinta-feira (09), o petróleo Brent, utilizado como referência internacional, recua 0,24%, cotado a US$ 123,40 por barril.
As medidas para tentar conter o preço dos combustíveis podem não surtir o efeito desejado nesse cenário.
Segundo os governadores, a compensação de até R$ 25,7 bilhões seria insuficiente, uma vez que as perdas totais com o pacote — incluindo o que está em discussão no Congresso — são calculadas em R$ 115 bilhões.
Enquanto isso, os debates sobre a proposta de teto de 17% para o ICMS avançaram no Congresso. O Senado debate a medida, mesmo com pressões dos governadores para alterar o texto. A Casa segue em deliberações nesta quinta-feira.
A carta da estatal ao mercado pode gerar uma reação do presidente da República, Jair Bolsonaro, crítico feroz da política de preços com paridade internacional da estatal.
Os ataques à Petrobras ganharam força na Câmara, com o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), apoiando o presidente.
Dificilmente uma proposta para alterar o preço dos combustíveis na estatal pode ser aprovada. No entanto, os investidores seguem atentos aos desdobramentos da proposta para reduzir os preços da gasolina, etanol e óleo diesel.
Hoje é dia de inflação aqui no Brasil. O IBGE deve divulgar às 9h os índices de preços por aqui.
De acordo com a mediana das projeções de especialistas ouvidos pelo Broadcast, o IPCA deve avançar 0,60% em maio e acumular alta de 11,88% em 12 meses. Em 2022, a inflação já soma 4,29% de alta.
Além da decisão de juros de hoje, o BCE também publica as projeções para a economia do bloco, trazendo expectativas para a inflação e PIB.
Os analistas entendem que a inflação permanecerá elevada, enquanto as projeções para o PIB começam a cair. O BCE deve ser o último grande Banco Central a elevar os juros, tendo em vista que o BC do Brasil havia iniciado o ciclo antes do fim da pior fase da pandemia.
A balança comercial chinesa teve superávit de US$ 78,8 milhões em maio, acima das projeções dos analistas. Porém, o resultado do país deve perder fôlego nos próximos meses, diante dos possíveis lockdowns para conter a covid-19.
As autoridades da China anunciaram restrições pontuais em algumas áreas. Entre elas, está o distrito de Minhang, em Xangai, que começa uma nova rodada de testes no próximo sábado (11).
Por fim, no final desta quinta-feira, a China também deve divulgar seus números de inflação, o que só deve refletir nas bolsas no pregão desta sexta-feira (10).
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