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Estadão Conteúdo

Critérios ESG

EDP, Renner, Telefônica, CPFL e Natura lideram índice de sustentabilidade da B3

A bolsa anunciou em 2021 as novas regras para o ISE, de modo a atender aos requisitos dos investidores preocupados com as temáticas ESG

Estadão Conteúdo
30 de janeiro de 2022
13:32 - atualizado às 13:39
Imagem mostrando pilhas de moedas sobre o solo, com pequenas mudas brotando do topo. Uma ilustração para temas ESG e ligados à sustentabilidade
Imagem: Shutterstock

A B3 divulgou nesta sexta (28) seu ranking do ISE, um índice de sustentabilidade das companhias listadas. A lista é válida para os anos de 2021 e 2022, com a holding do setor elétrico EDP Brasil (ENBR3) na liderança — foi a única empresa com nota acima de 90, em uma escala que vai até 100 pontos.

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Logo em seguida, vêm a varejista Lojas Renner (LREN3), a operadora Telefônica Brasil (VIVT3), a CPFL Energia (CPFE3) e companhia de cosméticos Natura & Co. (NTCO3) — todas com notas acima de 80. Nas cinco posições seguintes aparecem Klabin (KLBN11), Itaú Unibanco (ITUB4), Ambipar (AMBP3), Suzano (SUZB3) e Engie Brasil (EGIE3).

A Bolsa havia anunciado, no ano passado, novas regras para o ranking, dentro de tendência de pressão cada vez maior de investidores para que as companhias adotem ações ESG (sigla em inglês para critérios ambientais, sociais e de governança) em seu dia a dia.

A pontuação definida pela B3 leva em conta características das empresas como capital humano, governança corporativa, modelo de negócios e inovação, capital social, meio ambiente e CDP (programa de transparência em emissões de carbono).

No top 10, o indicador mais fraco foi o de capital humano. Esse item, que leva em conta práticas trabalhistas, teve nota geral de 68,74 pontos. Já o melhor desempenho foi registrado no critério de meio ambiente, com 96,57 pontos.

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Segundo a B3, as empresas apresentaram documentos para subsidiar os questionários. No entanto, não foi realizada qualquer auditoria a partir das informações enviadas. Além da pontuação em si, uma avaliação qualitativa das respostas também ajuda a compor a nota, segundo a bolsa. 

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À frente

No mercado nacional há mais de 20 anos, EDP Brasil é parte do grupo europeu Energias de Portugal. A empresa assumiu um compromisso público de, até 2032, reduzir em 85% suas emissões de carbono em relação a 2017.

"Hoje, existem investidores que exigem boas práticas de ESG. O que antes era um pormenor passou a ser algo desejável e, agora, é prioridade. Por isso, tomamos atitudes práticas", afirmou ao Estadão o presidente da EDP no Brasil, João Marques da Cruz.

No ranking da B3, no quesito capital humano, a EDP teve como sua pior nota 33,33 no item chamado "redução das desigualdades". Para melhorar esse indicador, a companhia tem como meta garantir, ao menos, 20% de mulheres em posições de liderança até o fim deste ano, bem como preencher metade das novas vagas de emprego com pessoas de grupos hoje sub-representados.

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