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O banco britânico vendeu “por engano” instrumentos financeiros acima do permitidos pelas leis regulatórias dos EUA; a instituição financeira também é alvo de investigações sobre o uso indevido de plataformas de comunicação
Apertar rapidamente o zero na calculadora e acrescentar, sem querer, mais um à direita ou não conferir os números antes de clicar o sinal de igual pode trazer um prejuízo e tanto. E isso o Barclays sentiu na pele, ou melhor, no balanço.
O problema não foi um erro de calculadora, mas de uma operação realizada pelo banco britânico que esbarrou nas questões regulatórias. O lucro do Barclays sofreu um tombo de 48% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado e somou 1,071 bilhão de libras (US$ 1,3 bilhão).
A queda foi puxada por uma venda “por engano” de instrumentos financeiros acima do permitido pelas leis regulatórias dos EUA. Esse erro rendeu uma cobrança de 1,3 bilhão de libras no segundo trimestre para cobrir os custos de recompra de US$ 17,6 bilhões dos papéis.
Contudo, o gasto foi mitigado, segundo o Barclays, por um ganho de 758 milhões de libras em um hedge (proteção).
A redução significativa do lucro também se deu por outro motivo: o banco britânico está envolvido em uma investigação sobre o uso irregular do aplicativo WhatsApp.
Além do Barclays, Credit Suisse, Deutsche Bank e UBS são acusados de dar informações privilegiadas aos clientes, por funcionários que estariam usando plataformas de comunicações pessoais, como mensagens de texto pelo WhatsApp e e-mails.
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Nos EUA, as instituições financeiras precisam registrar as todas as comunicações a fim de impedir e descobrir infrações.
Por fim, a investigação pode resultar em uma multa de cerca de US$ 200 milhões ao Barclays. O banco disse que já chegou a um acordo com a Securities and Exchange Commission (SEC) — equivalente à CVM brasileira.
*Com informações de CNBC, Reuters e Bloomberg
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