Inflação no Brasil e nos EUA, atividade e juros na Europa; confira a agenda completa de indicadores econômicos da semana que vem
Nesta semana, o grande destaque no Brasil fica por conta do IPCA, o índice de inflação que serve de referência para a política monetária do BC
Depois da frustração com os dados do PIB brasileiro, que cresceu 1% na comparação com o último trimestre de 2021 — abaixo das expectativas dos analistas, que projetavam um avanço de 1,2% —, é a hora de olhar, mais uma vez, para a inflação.
Segundo a consultoria econômica LCA, o crescimento do PIB ainda é reflexo do alívio da crise sanitária ocasionada pelo Coronavírus, que tem permitido uma reabertura da economia que embala a atividade econômica. Confira a nossa matéria sobre o PIB do primeiro trimestre de 2022.
Para saber mais sobre a inflação, será necessário esperar até a próxima quinta-feira, quando o IBGE divulgará os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril. O indicador havia registrado alta de 1,06% em abril, e a expectativa é que haja alguma desaceleração, com a mediana das estimativas colocando o indicador em 0,60% no mês passadol.
Na comparação interanual, o IPCA fechou maio em 12,13% e, segundo as estimativas da consultoria econômica, deve desacelerar a 11,84%.
Outros dados que devem servir de combustível para a formação de expectativas entre investidores são as vendas no varejo, que serão divulgadas pelo IBGE na manhã da sexta-feira.
No exterior, o assunto é o mesmo — PIB e inflação
Nesta semana, será a vez de conhecermos, de uma vez por todas, o PIB na Zona do Euro no primeiro trimestre deste ano. Depois das prévias, o mundo conhecerá os números sobre a atividade econômica no velho continente na quarta-feira.
Leia Também
O número, já naturalmente importante, ganha ainda mais peso se considerarmos os diversos problemas que a região enfrenta, principalmente como reflexo da guerra na Ucrânia.
Para se ter uma ideia do tamanho das dificuldades, o Banco da Espanha acredita que a economia do bloco poderia encolher 4,2% se a região optasse por interromper as importações de commodities energéticas russas.
Os mais impactados seriam justamente as três maiores economias da região: Alemanha, Itália e França. Também sofreriam bastante os países do leste europeu, altamente dependentes do gás e petróleo que chega da Rússia.
Também na quarta, será a vez de conhecermos os dados do mercado de trabalho europeu no primeiro trimestre do ano. Os números de atividade e emprego ganham importância especial nesta semana, já que, no dia seguinte,, o Banco Central Europeu irá se reunir para deliberar sobre a taxa de juros por lá.
Os dirigentes da autoridade monetária têm sinalizado que o primeiro passo na mudança de postura deve começar pelo encerramento dos programas de recompra de ativos, no terceiro trimestre. Só depois a autoridade monetária deve optar por subir o juro.
Cruzando o Atlântico
Nos Estados Unidos, as atenções nesta semana ficam voltadas para os dados da inflação ao consumidor (CPI) em abril. A informação será divulgada pelo Bureau of Labor Statistics (BLS) na sexta-feira (10) ,e a mediana das projeções está em 0,7%, revelando que a expectativa é de que a inflação continue acelerando — o CPI fechou maio em 0,3%.
Na comparação interanual, contudo, a situação é diferente, com o índice registrando ligeira desaceleração, de 8,3% para 8,2%. No núcleo, medida do índice que exclui os preços de alimentos e energia, também deve ser observada desaceleração, com o índice indo de 6,2% em abril para 5,9% em maio.
Do outro lado do mundo
Na China, o destaque da semana também fica por conta da inflação. O National Bureau of Statistics (NBS) chinês deve divulgar dados sobre os preços por lá na noite de quinta-feira. A mediana das projeções coloca a inflação ao produtor de maio em 6,6%, na comparação com os 8,0% de abril.
Quando o assunto são os preços para o consumidor, contudo, as expectativas não são tão promissoras. A mediana das projeções para a inflação ao consumidor (CPI) de maio está em 2,3%, ante 2,1% em abril.
Mais dados da China devem ser divulgados ao longo da semana e devem auxiliar os investidores a entenderem a magnitude dos problemas para a economia causados pelos recentes fechamentos, que visavam conter o avanço da Covid por lá. É o caso dos dados de novos empréstimos, do crédito e das exportações e importações.
Confira abaixo o calendário com os principais indicadores que devem movimentar a economia brasileira na próxima semana. Os dados são da consultoria econômica LCA:
Segunda-feira (6)
| Indicador | Data de referência | Horário de divulgação | Órgão responsável |
| Balança Comercial Semanal (USD) | 3-jun | 15:00 | Secint |
Terça-feira (7)
| Indicador | Data de referência | Horário de divulgação | Órgão responsável |
| Produção Total de Veículos | Maio | - | Anfavea |
| Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) | Maio | 8:00 | FGV |
| Encomendas à Indústria - Alemanha | Abril | 3:00 | Bundesbank |
| Balança Comercial - EUA | Abril | 9:30 | C. Bureau |
| Crédito ao Consumidor - EUA | Abril | 16:00 | Federal Reserve |
Quarta-feira (8)
| Indicador | Data de referência | Horário de divulgação | Órgão responsável |
| IPC-S | 6-jun | 8:00 | FGV |
| IGP-DI | Maio | 8:00 | FGV |
| Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais | 1T22 | 9:00 | IBGE |
| Pesquisas de Estoques | - | 9:00 | IBGE |
| Produção Indústrial - Alemanha | Abril | 3:00 | Bundesbank |
| OCDE - Perspectiva Econômica | - | 6:00 | OCDE |
| Emprego na Zona do Euro | 1T22 | 6:00 | Eurostat |
| PIB - Zona do Euro | 1T22 | 6:00 | Eurostat |
| Estoques de petróleo bruto - EUA | 3-jun | 11:30 | DOE |
Quinta-feira (9)
| Indicador | Data de referência | Horário de divulgação | Órgão responsável |
| IPC-Fipe | 6-jun | 8:00 | FIPE |
| IPCA | Maio | 9:00 | IBGE |
| Decisão de taxa de juros - Zona do Euro | - | 8:45 | BCE |
| Pedidos de auxílio desemprego - EUA | 3-jun | 9:30 | DoL |
| Flow of Funds - EUA | 1T22 | 13:00 | Federal Reserve |
| Inflação ao consumidor (CPI) - China | Maio | 22:30 | NBS |
| Inflação ao produtor (PPI) - China | Maio | 22:30 | NBS |
Sexta-feira (10)
| Indicador | Data de referência | Horário de divulgação | Órgão responsável |
| IGP-M | Junho | 8:00 | FGV |
| Vendas no Varejo | Abril | 9:00 | IBGE |
| ICEI - Índice de Confiança do Empresário Individual | Abril | 9:00 | IBGE |
| Inflação ao consumidor (CPI) - EUA | Maio | 9:30 | BLS |
| Confiança do Consumidor - EUA | Junho (prévia) | 11:00 | Universidade de Michigan |
Na semana
| Indicador | Data de referência | Horário de divulgação | Órgão responsável |
| Resultado Primário do Governo Central | Abril | - | Tesouro |
| Relatório Mensal da Dívida Pública | Abril | - | Tesouro |
| Reservas Internacionais - China | Maio | - | BoP |
| Crédito Agregado - China | Maio | - | NBS |
| Novos empréstimos - China | Maio | - | NBS |
| Balança Comercial Mensal - China | Maio | - | NBS |
| Exportações - China | Maio | - | NBS |
| Importações - China | Maio | - | NBS |
| Taxa de Empréstimo de Médio Prazo de um ano - China | - | - | - |
| PMI Composto/Serviços - China | Maio | - | Caixin |
| Alvo de Rendimento de 10 anos do BOJ - Japão | - | - | BOJ |
| Taxa de Equilíbrio de Políticas do BOJ - Japão | - | - | BOJ |
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar
“Candidatura de Tarcísio não é projeto enterrado”: Ibovespa sobe e dólar fecha estável em R$ 5,5237
Declaração do presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), ajuda a impulsionar os ganhos da bolsa brasileira nesta quinta-feira (18)
‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus
CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.
Onde estão as melhores oportunidades no mercado de FIIs em 2026? Gestores respondem
Segundo um levantamento do BTG Pactual com 41 gestoras de FIIs, a expectativa é que o próximo ano seja ainda melhor para o mercado imobiliário
Chuva de dividendos ainda não acabou: mais de R$ 50 bilhões ainda devem pingar na conta em 2025
Mesmo após uma enxurrada de proventos desde outubro, analistas veem espaço para novos anúncios e pagamentos relevantes na bolsa brasileira
Corrida contra o imposto: Guararapes (GUAR3) anuncia R$ 1,488 bilhão em dividendos e JCP com venda de Midway Mall
A companhia anunciou que os recursos para o pagamento vêm da venda de sua subsidiária Midway Shopping Center para a Capitânia Capital S.A por R$ 1,61 bilhão
Ação que triplicou na bolsa ainda tem mais para dar? Para o Itaú BBA, sim. Gatilho pode estar próximo
Alta de 200% no ano, sensibilidade aos juros e foco em rentabilidade colocam a Movida (MOVI3) no radar, como aposta agressiva para capturar o início do ciclo de cortes da Selic