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Liliane de Lima

É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista formada pela PUC-SP, já passou pelo portal DCI e setor de análise política da XP Investimentos.

A CULPA É DA INFLAÇÃO?

Brasil perde duas posições em ranking de competitividade, mas pode recuperar terreno com 5 medidas; veja quais

O Brasil voltou a ficar na zona de rebaixamento do ranking de competitividade mundial; o país ocupa a 59ª posição entre 63 países

Liliane de Lima
15 de junho de 2022
17:13 - atualizado às 17:22
Arte mostrando um gráfico de barras com a bandeira do Brasil e uma seta com oscilações para cima e para baixo, fazendo menção às instabilidades na inflação, dólar, PIB, juros e outras variáveis macroeconômicas, competitividade mundial
Imagem: Shutterstock

Ser uma das maiores economias do mundo nem sempre é sinônimo de competitividade. Esse é o caso do Brasil.

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A pressão inflacionária, uma velha amiga da economia brasileira, e a "fraca" política de sustentabilidade pesaram na balança e fizeram com que o país perdesse duas posições no ranking mundial IMD — o Brasil caiu da 57ª posição para a 59ª, e voltou ao patamar de 2019.

Já na comparação com os nove países que compõem as Américas, o Brasil ficou em 7º lugar no ranking, caindo uma posição em relação ao ano anterior.

Mas, segundo o relatório, o país tem chances de galgar novas posições e recuperar o lugar de 2020, quando ocupou a sua posição mais alta no ranking mundial, a 56ª.

O ranking analisa 63 economias anualmente, a partir de “sua capacidade em gerenciar fatores e competências que possibilitem alcançar um crescimento econômico de longo prazo".

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Desafios que devem ser enfrentados pelo Brasil

O relatório faz uma análise geral, a partir de quatro pontos: performance econômica, governabilidade, eficiência dos negócios e infraestrutura — que integra políticas ESG e educação, por exemplo.

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O IMD apontou cinco desafios, vivenciados em 2022, para o país melhorar no levantamento mundial. São eles:

  • Mais incentivos para investimentos em infraestrutura e desenvolvimento tecnológico
  • Preservar o poder de compra da população e a criação de empregos
  • Promover um sistema educacional de qualidade e produtividade da força de trabalho
  • Diminuir as crescentes pressões fiscais
  • Garantir a estabilidade política e econômica durante o ano eleitoral.

Além disso, o relatório também trouxe destaques positivos: a energia renovável — sendo o terceiro país no mundo com mais fontes sustentáveis — e a presença feminina em cargos de liderança, que corresponde a 39% no país.

Países mais competitivos

A Dinamarca lidera o ranking, pela primeira vez, desbancando a Suíça, que era o país mais competitivo do mundo em 2021.

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O grande destaque do país nórdico foi a agenda sustentável agressiva. A Dinamarca tem a meta de reduzir 70% das emissões de carbono em 10 anos.

Além disso, o país tem atraído mais investimentos internacionais, no último ano, por conta do fortalecimento das finanças públicas, que resultou na redução da dívida pública e no déficit econômico, aponta o relatório.

Nas posições seguintes, os melhores do ranking são Singapura, Suécia, Hong Kong, Holanda, Taiwan (China), Finlândia, Noruega e EUA.

Brasil é o 7º mais competitivo na América

O país mais competitivo no continente americano são os EUA. Em seguida, vem o Canadá, Chile, Peru, México e Colômbia.

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O Brasil ficou em sétimo, à frente da Argentina e da Venezuela.

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