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Com a alta de juros e a volatilidade típica das crises econômicas, foi mais difícil encontrar espaço entre as maiores valorizações do ano na bolsa; saiba quais ações se destacaram em 2022
Em conversas com gestores do mercado financeiro, uma das frases mais escutadas nessa reta final de 2022 é que "não estamos em um período fácil para a renda variável". E é verdade — a volatilidade e a alta dos juros foi um desafio para quem permaneceu na bolsa.
O Ibovespa, especificamente, está perto de encerrar o ano com uma alta modesta de 3,8%, aos 108.738 pontos — dando um bom retrato do que aconteceu até aqui. Até deu para obter ganhos, mas eles não foram exatamente fáceis e a época de altas indiscriminadas ficou para trás.
Das mais de 400 ações listadas na B3, apenas 132 encerraram o ano no campo positivo.
E algumas empresas conseguiram se destacar com ganhos relevantes, impulsionados por fundamentos e história próprios.
Inflação fora do controle, aumento da taxa básica de juros (Selic), eleição, incertezas sobre o quadro fiscal com o novo governo. Não foram poucos os motivos para a queda da bolsa — muitos deles velhos conhecidos do investidor brasileiro.
No exterior, a guerra entre Rússia e Ucrânia contribuiu para o desequilíbrio de forças no cenário geopolítico e pesou sobre os preços, especialmente de commodities como o petróleo, alimentando ainda mais a espiral inflacionária aqui e lá fora.
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Para completar, os bancos centrais das maiores economias do mundo — a começar pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) — enxugaram a liquidez dos mercados e iniciaram um ciclo de aperto monetário agressivo, atingindo em cheio o fluxo de capital para emergentes como o Brasil.
Para boa parte das ações, essa combinação explosiva caiu como uma verdadeira bomba. Assim, fica mais fácil de entender porque tão poucos papéis estão fechando o ano no campo positivo.
Apesar de todo o contexto negativo, algumas empresas se destacaram com valorizações que chegaram à casa dos três dígitos na B3 neste ano.
Com base em dados da B3 até 23 de dezembro, o Seu Dinheiro listou os 10 maiores ganhos da bolsa em 2022.
Vale lembrar que o último pregão do ano é no dia 29 de dezembro, portanto, esse ranking pode sofrer alterações. Além disso, algumas empresas que não costumam ter negociações diárias na B3 foram excluídas da lista.
Confira as dez maiores altas da B3 em 2022 até 23 de dezembro:
| Empresa | Ticker | Acumulado do ano* |
| Dommo ON | DMMO3 | 259,62% |
| Teka PN | TEKA4 | 132,56% |
| Cielo ON | CIEL3 | 130,77% |
| Cury ON | CURY3 | 86,64% |
| Mills ON | MILS3 | 84,06% |
| BB Seguridade ON | BBSE3 | 74,22% |
| Kepler Weber ON | KEPL3 | 72,65% |
| Prio ON | PRIO3 | 71,70% |
| Petrorecôncavo ON | RECV3 | 66,10% |
| Cosern ON | CSRN3 | 65,63% |
Dommo (DMMO3)
A antiga joia do império de Eike Batista viu sua ação se valorizar conforme a possibilidade de venda da empresa ganhava força, garantindo um impulso extra à companhia. O negócio se concretizou e a Dommo Energia foi comprada pela Prio, ex-PetroRio (PRIO3), aumentando a busca dos investidores pelos papéis.
No ano, os ganhos são de 259,62%.
Teka (TEKA4)
A conhecida tecelagem está em recuperação judicial há quase 10 anos. Apesar disso, os investidores parecem tentar se antecipar ao buscar o ativo desde já, uma vez que a expectativa é de que, encerrado o processo na justiça, a Teka (TEKA4) seja comprada por alguma concorrente e reestruturada.
Assim, o ideal é estar posicionado desde já, o que justifica o salto de 132,56% das ações. Mas vale lembrar que os papéis da Teka possuem liquidez restrita na B3 e estão sujeitos a oscilações bruscas.
Cielo (CIEL3)
Uma das grandes surpresas da bolsa neste ano, a Cielo (CIEL3) subiu impressionantes 130,77% em 2022 — sendo também a maior alta do Ibovespa.
Neste ano, a companhia conseguiu enfim trazer resultados mais saudáveis que agradaram o mercado.
Entre os principais destaques estão os bons números de transações, ganho de eficiência, um bom trabalho de reprecificação que impulsionou a receita e ainda os ganhos da Cateno — joint venture da Cielo com o Banco do Brasil (BBAS3) em cartões.
Em um ano marcado pela inflação alta, a companhia soube como combinar ajuste de preço com custos mais controlados.
Cury (CURY3)
Enquanto a maior parte das construtoras passou 2022 lutando contra os juros e a inflação, a Cury (CURY3) conseguiu trazer bons resultados a despeito do cenário macroeconômico.
Em seus balanços mais recentes, a empresa superou praticamente todas as projeções dos analistas. Houve ainda boa geração de caixa, crescimento no reconhecimento de receita de projetos vendidos com maiores margens agregadas, acomodação dos custos de construção no trimestre e aumentos recorrentes no preço das unidades vendidas.
Com isso, CURY3 subiu 86,64% em 2022.
Mills (MILS3)
Elogiada desde o período mais crítico da pandemia graças às renegociações e cortes de custos realizados, a Mills (MILS3) continua chamando atenção do mercado.
Neste ano, a ação da empresa subiu 84,06% na bolsa. Um dos impulsos veio da entrada dela num novo segmento: o de linha amarela, um negócio que promete receitas mais estáveis e potencial de crescimento para a Mills.
Assim, os mais de 8 mil clientes da companhia podem encontrar soluções completas sem precisar de outros fornecedores na hora de buscar plataformas, máquinas de Linha Amarela ou os serviços necessários para esses equipamentos.
O mercado reconheceu a estratégia da companhia, que passou a atuar em um segmento que fatura até R$ 25 bilhões por ano.
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