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Além da venda da posição, a BP anunciou que seus dois executivos indicados para o conselho da Rosneft se desligaram dos cargos
Governos do mundo todo têm anunciado sanções à Rússia por causa da invasão militar ao território ucraniano, mas as grandes empresas globais também estão empenhadas em cortar seus laços com Moscou. Após diversas empresas aéreas suspenderem as operações no território russo, foi a vez da BP — a gigante britânica do setor de óleo e gás — tomar providências: há pouco, ela comunicou ao mercado que irá se desfazer de sua posição de 19,75% na Rosneft.
Para quem não sabe, a Rosneft é uma das grandes petroleiras da Rússia, que, por sua vez, é uma das principais produtoras mundiais de petróleo. Assim, a decisão da BP afeta justamente um dos pilares da economia do governo Putin: as exportações da commodity — a retirada do apoio dos britânicos é um golpe relevante para a empresa.
Em comunicado divulgado na tarde deste domingo (27), a BP diz que, além de se desfazer de sua participação de quase 20% no capital da Rosneft, dois de seus executivos indicados para o conselho de administração da empresa russa — o atual CEO, Bernard Looney, e o ex-presidente, Bob Dudley — vão abandonar os cargos.
"Como muitos, eu estou profundamente chocado e triste com a situação na Ucrânia", escreveu Looney, em mensagem aos acionistas. "Isso nos fez repensar fundamentalmente a relação da BP com a Rosneft. Eu estou convencido de que as decisões que tomamos não só são a coisa certa a se fazer, mas também estão em linha com os interesses de longo prazo da companhia".
A BP tem operações na Rússia há mais de 30 anos, tendo elevado gradualmente sua participação no capital da Rosneft desde 2013; como acionista de referência, o grupo britânico tem o direito de indicar dois membros ao conselho de administração da petroleira russa. A fatia de 19,75% é avaliada em cerca de US$ 14 bilhões.
A BP ainda informou que vai se desfazer de todos os outros negócios em território russo, incluindo potenciais joint-ventures que estavam em fase de negociação e que tinham um valor estimado de US$ 1,4 bilhão ao fim de 2021.
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A Rússia é hoje o segundo maior exportador global de petróleo e, como tal, exerce grande poder sobre as decisões da Opep, o cartel dos grandes produtores da commodity — apenas a Arábia Saudita tem números superiores. Estima-se que o governo Putin seja responsável por quase 11% das vendas mundiais, produzindo 11 milhões de barris por dia.
Dito isso, a escalada da cotação do petróleo desde o fim do ano passado já era bastante benéfica para as pretensões de Moscou: boa parte da economia do país depende das vendas da commodity e do gás natural para o restante da Europa. E, com o início da guerra com a Ucrânia, os preços desses dois itens subiram ainda mais.
Assim que as primeiras explosões foram ouvidas no território ucraniano, na madrugada de quarta (23) para quinta (24), o barril do Brent cruzou momentaneamente a barreira dos US$ 100, um patamar de preço que não era atingido em quase uma década. A commodity é negociada hoje um pouco abaixo desse nível, a US$ 95, mas analistas não descartam uma escalada rumo aos US$ 150 o barril no médio prazo.
Dito isso, o governo Putin terá de lidar com inúmeras sanções econômico-financeiras, impostas tanto por governos quanto por empresas — o que pode afetar as exportações do país, incluindo as de petróleo e gás natural.
A saída de grupos estrangeiros do setor de óleo e gás na Rússia também pode gerar problemas no médio e longo prazo, uma vez que a parceria estratégica com empresas da Europa e EUA garante os recursos necessários para dar continuidade à produção e exploração da commodity.
Ao menos por ora, as reservas russas são suficientes para que o país se beneficie do ambiente de preços mais elevados, contando que esse petróleo estocado consiga ser vendido. Mas, num horizonte mais longo, é possível que as petroleiras do país enfrentem problemas, tanto operacionais quanto financeiros, caso esse isolamento persista.
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