Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

CONSTRUTORAS COM DESCONTO

Vendas de imóveis em alta, ações em baixa. A queda das incorporadoras abriu uma oportunidade de compra na bolsa?

Os resultados do quarto trimestre mostram que as empresas do setor entregaram desempenhos sólidos, mas as ações caminham na direção contrária

Larissa Vitória
Larissa Vitória
27 de janeiro de 2022
6:59 - atualizado às 5:45
Ações, incorporadoras, construtoras, Tenda, Direcional, DIRR3 Cury CURY3, Bank of America, Imóvel na planta
Os números evidenciam a discrepância entre a situação financeira de boa parte das construtoras e o movimento das ações na B3Imagem: Shutterstock

As empresas brasileiras já estão esquentando os motores para uma nova temporada de balanços, com início marcado para a próxima semana. Depois de mais um ano difícil, os investidores anseiam descobrir como foi o desempenho das companhias em 2021.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para um grupo de empresas, porém, não foi preciso esperar até o início oficial da temporada de resultados do quarto trimestre. A maioria das construtoras e incorporadoras brasileiras já divulgou as prévias operacionais de 2021.

De modo geral, os resultados mostraram que, mesmo diante de um cenário turbulento, elas foram capazes de entregar desempenhos sólidos, com altas de lançamentos e vendas na base anual.

Os números tornaram ainda mais evidente a discrepância entre a situação financeira de boa parte das construtoras e o movimento das ações na B3. 

Os papéis da maioria ganharam novo fôlego para subir após as prévias e acumulam alta neste ano. Mas, ainda assim, não apagam a queda brusca registrada no ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A MRV (MRVE3), por exemplo, bateu recorde de vendas líquidas, com R$ 8,1 bilhões vendidos em 2021, alta de 8,1% em relação ao ano anterior. A companhia também registrou o maior volume de lançamentos de sua história e, ainda assim, as ações recuaram quase 29% no período.

Leia Também

O caso também é parecido com a Cyrela (CYRE3), que fechou 2021 com R$ 5,5 bilhões em vendas reais contratadas, 12% a mais que em 2020. A construtora recua mais de 31% na bolsa nos últimos 12 meses.

Comprar ou correr das incorporadoras?

O quadro mostra que o temor com a situação fiscal, política e econômica do país, que contaminou o mercado de ativos de risco no geral, ainda fala mais alto que a performance positiva.

Especificamente para as incorporadoras, a alta nos insumos da construção civil e o aperto na taxa básica de juros brasileira — o que encarece um dos pilares desse mercado, os financiamentos imobiliários —, ajudaram a piorar ainda mais o cenário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, para alegria dos investidores, um copo meio vazio sempre tem potencial para tornar-se um copo meio cheio após uma mudança de perspectiva. Nesse caso, a mudança depende da resposta para as seguintes perguntas: com a performance operacional em alta e as ações em baixa, temos uma oportunidade de compra na bolsa? Ou as cotações atuais refletem o cenário mais complexo que o setor imobiliário deve enfrentar ao longo deste ano?

Aproveite o desconto

Para Caio Ventura, analista de setor imobiliário na Guide Investimentos, há sim uma oportunidade implícita de compra considerando não apenas a queda do ano passado, mas também o recuo acumulado desde o início da pandemia de covid-19 no Brasil, no primeiro trimestre de 2020. 

A oportunidade, porém, não é para quem foca em ganhos rápidos, mas sim para aqueles que pretendem inserir ações do setor em suas estratégias de longo prazo.

“O cenário atual, olhando até o final do ano, será realmente desafiador. Especialmente com a inversão do ciclo de juros, que limita bastante a capacidade de performance das construtoras”, afirma o analista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque, com novas altas da Selic a caminho (o Banco Central prometeu um novo aumento de 1,5 ponto percentual em fevereiro) e o Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) ainda acelerado — o indicador subiu 0,64% em janeiro acumula alta de 13,7% nos últimos 12 meses —, as companhias deverão sofrer para manter os números sólidos.

Apesar dos desafios, Ventura é otimista quanto à capacidade de gestão das empresas imobiliárias. “Apesar de 2022 ser um ano mais difícil, as construtoras estão bem posicionadas e fizeram a lição de casa durante 2020 e 2021. Estão em uma posição confortável, com balanços redondos e uma capacidade de caixa boa, para lidar com os desafios.”

Mas a abordagem confiante não é unânime. O Credit Suisse mantém a visão negativa para o setor, mesmo com valuations descontados.

Os analistas do banco suíço esperam uma maior deterioração na dinâmica das construtoras, especialmente as voltadas à média e alta renda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Incorporadoras voltadas para baixa renda são as favoritas

Mas, apesar da queda geral, nem todas as incorporadoras e construtoras de B3 são boas opções de compra. Além das particularidades em cada segmento de atuação, o modelo operacional e financeiro de cada uma das empresas também deve ser considerado na hora de escolher qual delas deve fazer parte do seu portfólio.

No quesito segmentos de atuação, por exemplo, o analista da Guide afirma que quem trabalha com faixas de renda mais altas tende a sofrer mais com os efeitos do cenário previsto para esse ano.

“Historicamente, as companhias mais focadas no setor de baixa renda têm uma performance um pouco mais resiliente em períodos conturbados.”

Isso ocorre porque, com a taxa de juros e a inflação da construção civil em alta, os custos com financiamento e insumos construtivos para os imóveis de médio e alto padrão acabam sendo ainda mais salgados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que comprar na B3?

Dentro do primeiro recorte, MRV (MRVE3) e Tenda (TEND3) são as duas construtoras favoritas do analista da Guide. “São companhias que têm feito esforços para manter as margens. Também desenvolvem novas fontes de receitas além de sua operação core, o que é bastante positivo porque traz um pouco mais de resiliência e diversificação para o portfólio.”

Já quando se trata de média ou alta renda, a escolha é pelas ações da Cyrela (CYRE3). Uma das gigantes da construção brasileira, a empresa conta com subsidiárias atuando em outras frentes e “consegue pulverizar um pouco o risco operacional do segmento”.

Para quem prefere arregaçar as mangas e decidir sozinho quais são as campeãs do setor, Ventura dá dicas de como incrementar a análise.

O ideal para o investidor que busca um comparativo é fazer uma análise vertical dos dados operacionais das empresas. É preciso entender qual é o modelo operacional de cada uma, ou seja, como é que a empresa ganha dinheiro, comparar os indicadores, ver quem está em melhor posição em termos de preço, endividamento e retorno ao acionista

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Caio Ventura, Guide

E, para ajudar na sua análise, confira abaixo os destaques entre as prévias operacionais das construtoras no quarto trimestre de 2021 e as recomendações dos analistas para as ações.

EmpresaLançamentos em 2021 (Δ2020)Vendas em 2021 (Δ2020)Recomendações de compra*Recomendações de manutenção*Recomendações de venda*
Cury (CURY3)R$ 2,8 bilhões (+80,8%)R$ 2,6 bilhões (+90,7%)5- -
Cyrela (CYRE3)R$ 7,1 bilhões (+21,6%)R$ 5,5 bilhões (+12,2%)111-
Direcional (DIRR3) R$ 3,1 bilhões (+78%)R$ 2,4 bilhões (+45%)101-
Even (EVEN3)R$ 2,9 bilhões (+84%)R$ 1,6 bilhão (+14%)361
EZTEC (EZTC3)R$ 1,9 bilhão (+65%)R$ 1,2 bilhão (-3%)74-
JHSF (JHSF3)R$ 1,6 bilhão (+28,9%)4--
Lavvi (LAVV3)R$ 1,2 bilhão (+150,4%)R$ 942 milhões (+120%)4--
Melnick (MELK3)R$ 1,1 bilhão (+61,6%)R$ 557 milhões (+4%)4--
MRV (MRVE3)R$ 9,4 bilhões (+24,9%)R$ 8,1 bilhões (+8,01)9-
Tenda (TEND3)R$ 3 bilhões (+15%)R$ 3,1 bilhões (+21,9%)821

*De acordo com os dados compilados pelo Trademap

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FIM DO JEJUM

O que esperar da estreia da Compass (PASS3), o primeiro IPO da B3 em quase 5 anos e que pode movimentar até R$ 2,9 bilhões

7 de maio de 2026 - 9:31

A operação será 100% secundária, ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia

FII DO MÊS

Fundo imobiliário de shopping rouba a cena com dividend yield de 11% e lidera recomendações para investir em maio; confira o ranking completo

7 de maio de 2026 - 6:02

Analistas que indicaram o FII em maio ainda enxergam potencial de valorização nas cotas e geração de renda atrativa

VENTOS DE FORA

O que está por trás da subida de 4% da Vale (VALE3) hoje? BTG eleva preço-alvo

6 de maio de 2026 - 16:54

Com minério em alta e fluxo estrangeiro, papel recupera fôlego e acumula ganhos de dois dígitos em 2026

MERCADOS HOJE

Entre a paz e a pólvora: Ibovespa sobe no meio de um cabo de guerra que derruba o petróleo e a Petrobras (PETR4); dólar segue sob pressão

6 de maio de 2026 - 13:33

O estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. De um lado, há fortes sinais de trégua. De outro, o republicano promete a pior ofensiva que o Irã já viu. Entenda como essas forças mexem com as bolsas aqui e lá fora

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

Petróleo cai até 11% com possível acordo no Oriente Médio e puxa tombo de Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3)

6 de maio de 2026 - 12:48

Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira

BEM-VINDA AO CLUBE

Samsung atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão e não é (só) pelos celulares; veja motivos

6 de maio de 2026 - 10:43

Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance

AÇÃO DO MÊS

Três gigantes são as apostas dos analistas para navegar as águas turbulentas de maio; confira o ranking completo

6 de maio de 2026 - 6:00

Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente

A FONTE SECOU?

FII CACR11 fecha torneira de dividendos e derrete 42% na bolsa; entenda o que aconteceu e quando os proventos devem voltar a pingar

5 de maio de 2026 - 10:24

A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos

COMPRAR OU VENDER?

O gringo saiu e a Vale (VALE3) sentiu: ações caem 3% com debandada estrangeira e pressionam Ibovespa

4 de maio de 2026 - 18:40

Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos

EQUILIBRANDO A EXPOSIÇÃO

RBVA11 em expansão: FII adiciona Estácio, PBKids e Pátio Maria Antônia no portfólio por mais de R$ 100 milhões

4 de maio de 2026 - 17:32

Apesar das transações, a gestão do fundo imobiliário mantém o guidance de R$ 0,09 por cota no semestre

TOP PICKS DE ENERGIA

Nem Cemig (CMIG4) nem Axia Energia (AXIA3): Safra dá veredito de compra para uma ação elétrica e diz quais são as favoritas do setor

4 de maio de 2026 - 16:55

O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras

SEM AQUISIÇÃO POR COTAS

Quer lucrar com a corrida do e-commerce? BTLG11 lança emissão aberta ao investidor — e você deveria entrar, segundo a Empiricus

4 de maio de 2026 - 15:05

Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo

SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

SOBE E DESCE

Duas siderúrgicas e um estranho no ninho: o que levou Usiminas (USIM5), Hapvida (HAPV3) e Gerdau (GGBR4) às maiores altas do Ibovespa em abril?

1 de maio de 2026 - 15:32

Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês

MAÇÃ DE OURO

Ação da Apple (AAPL) sobe depois de alta de quase 20% no lucro com sucesso do iPhone 17; saiba qual é o risco no horizonte

1 de maio de 2026 - 11:48

A falta de chips não é o único obstáculo da inteligência artificial para as empresas de tecnologia, que mostram que a corrida pela IA vai custar caro

SD ENTREVISTA

Bolsa brasileira não está barata, mas vale a pena pagar mais caro por boas empresas, afirma gestor da Itaú Asset

30 de abril de 2026 - 16:05

Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Koch, responsável pelas estratégias de ações da família Optimus, explica por que trocou a busca por “barganhas” pela segurança da liquidez

INADIMPLÊNCIA NO ARRANHA-CÉU

FII BMLC11 leva calote e move ação de despejo contra locatária do prédio mais alto do RJ; entenda os impactos nos dividendos

30 de abril de 2026 - 11:40

O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia