O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Os resultados do quarto trimestre mostram que as empresas do setor entregaram desempenhos sólidos, mas as ações caminham na direção contrária
As empresas brasileiras já estão esquentando os motores para uma nova temporada de balanços, com início marcado para a próxima semana. Depois de mais um ano difícil, os investidores anseiam descobrir como foi o desempenho das companhias em 2021.
Para um grupo de empresas, porém, não foi preciso esperar até o início oficial da temporada de resultados do quarto trimestre. A maioria das construtoras e incorporadoras brasileiras já divulgou as prévias operacionais de 2021.
De modo geral, os resultados mostraram que, mesmo diante de um cenário turbulento, elas foram capazes de entregar desempenhos sólidos, com altas de lançamentos e vendas na base anual.
Os números tornaram ainda mais evidente a discrepância entre a situação financeira de boa parte das construtoras e o movimento das ações na B3.
Os papéis da maioria ganharam novo fôlego para subir após as prévias e acumulam alta neste ano. Mas, ainda assim, não apagam a queda brusca registrada no ano passado.
A MRV (MRVE3), por exemplo, bateu recorde de vendas líquidas, com R$ 8,1 bilhões vendidos em 2021, alta de 8,1% em relação ao ano anterior. A companhia também registrou o maior volume de lançamentos de sua história e, ainda assim, as ações recuaram quase 29% no período.
Leia Também
O caso também é parecido com a Cyrela (CYRE3), que fechou 2021 com R$ 5,5 bilhões em vendas reais contratadas, 12% a mais que em 2020. A construtora recua mais de 31% na bolsa nos últimos 12 meses.
O quadro mostra que o temor com a situação fiscal, política e econômica do país, que contaminou o mercado de ativos de risco no geral, ainda fala mais alto que a performance positiva.
Especificamente para as incorporadoras, a alta nos insumos da construção civil e o aperto na taxa básica de juros brasileira — o que encarece um dos pilares desse mercado, os financiamentos imobiliários —, ajudaram a piorar ainda mais o cenário.
Mas, para alegria dos investidores, um copo meio vazio sempre tem potencial para tornar-se um copo meio cheio após uma mudança de perspectiva. Nesse caso, a mudança depende da resposta para as seguintes perguntas: com a performance operacional em alta e as ações em baixa, temos uma oportunidade de compra na bolsa? Ou as cotações atuais refletem o cenário mais complexo que o setor imobiliário deve enfrentar ao longo deste ano?
Para Caio Ventura, analista de setor imobiliário na Guide Investimentos, há sim uma oportunidade implícita de compra considerando não apenas a queda do ano passado, mas também o recuo acumulado desde o início da pandemia de covid-19 no Brasil, no primeiro trimestre de 2020.
A oportunidade, porém, não é para quem foca em ganhos rápidos, mas sim para aqueles que pretendem inserir ações do setor em suas estratégias de longo prazo.
“O cenário atual, olhando até o final do ano, será realmente desafiador. Especialmente com a inversão do ciclo de juros, que limita bastante a capacidade de performance das construtoras”, afirma o analista.
Isso porque, com novas altas da Selic a caminho (o Banco Central prometeu um novo aumento de 1,5 ponto percentual em fevereiro) e o Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) ainda acelerado — o indicador subiu 0,64% em janeiro acumula alta de 13,7% nos últimos 12 meses —, as companhias deverão sofrer para manter os números sólidos.
Apesar dos desafios, Ventura é otimista quanto à capacidade de gestão das empresas imobiliárias. “Apesar de 2022 ser um ano mais difícil, as construtoras estão bem posicionadas e fizeram a lição de casa durante 2020 e 2021. Estão em uma posição confortável, com balanços redondos e uma capacidade de caixa boa, para lidar com os desafios.”
Mas a abordagem confiante não é unânime. O Credit Suisse mantém a visão negativa para o setor, mesmo com valuations descontados.
Os analistas do banco suíço esperam uma maior deterioração na dinâmica das construtoras, especialmente as voltadas à média e alta renda.
Mas, apesar da queda geral, nem todas as incorporadoras e construtoras de B3 são boas opções de compra. Além das particularidades em cada segmento de atuação, o modelo operacional e financeiro de cada uma das empresas também deve ser considerado na hora de escolher qual delas deve fazer parte do seu portfólio.
No quesito segmentos de atuação, por exemplo, o analista da Guide afirma que quem trabalha com faixas de renda mais altas tende a sofrer mais com os efeitos do cenário previsto para esse ano.
“Historicamente, as companhias mais focadas no setor de baixa renda têm uma performance um pouco mais resiliente em períodos conturbados.”
Isso ocorre porque, com a taxa de juros e a inflação da construção civil em alta, os custos com financiamento e insumos construtivos para os imóveis de médio e alto padrão acabam sendo ainda mais salgados.
Dentro do primeiro recorte, MRV (MRVE3) e Tenda (TEND3) são as duas construtoras favoritas do analista da Guide. “São companhias que têm feito esforços para manter as margens. Também desenvolvem novas fontes de receitas além de sua operação core, o que é bastante positivo porque traz um pouco mais de resiliência e diversificação para o portfólio.”
Já quando se trata de média ou alta renda, a escolha é pelas ações da Cyrela (CYRE3). Uma das gigantes da construção brasileira, a empresa conta com subsidiárias atuando em outras frentes e “consegue pulverizar um pouco o risco operacional do segmento”.
Para quem prefere arregaçar as mangas e decidir sozinho quais são as campeãs do setor, Ventura dá dicas de como incrementar a análise.
O ideal para o investidor que busca um comparativo é fazer uma análise vertical dos dados operacionais das empresas. É preciso entender qual é o modelo operacional de cada uma, ou seja, como é que a empresa ganha dinheiro, comparar os indicadores, ver quem está em melhor posição em termos de preço, endividamento e retorno ao acionista
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECaio Ventura, Guide
E, para ajudar na sua análise, confira abaixo os destaques entre as prévias operacionais das construtoras no quarto trimestre de 2021 e as recomendações dos analistas para as ações.
| Empresa | Lançamentos em 2021 (Δ2020) | Vendas em 2021 (Δ2020) | Recomendações de compra* | Recomendações de manutenção* | Recomendações de venda* |
| Cury (CURY3) | R$ 2,8 bilhões (+80,8%) | R$ 2,6 bilhões (+90,7%) | 5 | - | - |
| Cyrela (CYRE3) | R$ 7,1 bilhões (+21,6%) | R$ 5,5 bilhões (+12,2%) | 11 | 1 | - |
| Direcional (DIRR3) | R$ 3,1 bilhões (+78%) | R$ 2,4 bilhões (+45%) | 10 | 1 | - |
| Even (EVEN3) | R$ 2,9 bilhões (+84%) | R$ 1,6 bilhão (+14%) | 3 | 6 | 1 |
| EZTEC (EZTC3) | R$ 1,9 bilhão (+65%) | R$ 1,2 bilhão (-3%) | 7 | 4 | - |
| JHSF (JHSF3) | R$ 1,6 bilhão (+28,9%) | 4 | - | - | |
| Lavvi (LAVV3) | R$ 1,2 bilhão (+150,4%) | R$ 942 milhões (+120%) | 4 | - | - |
| Melnick (MELK3) | R$ 1,1 bilhão (+61,6%) | R$ 557 milhões (+4%) | 4 | - | - |
| MRV (MRVE3) | R$ 9,4 bilhões (+24,9%) | R$ 8,1 bilhões (+8,01) | 9 | 2 | - |
| Tenda (TEND3) | R$ 3 bilhões (+15%) | R$ 3,1 bilhões (+21,9%) | 8 | 2 | 1 |
*De acordo com os dados compilados pelo Trademap
Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano
Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes
A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos
A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão
Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026
Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação
Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice
Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas
Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente
A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa
O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados
O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor
Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável
Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA
Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas
Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público
Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%
A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira
Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa
Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais