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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

MERCADOS HOJE

Ibovespa recua em dia de realização de lucros, apesar de alta em NY; dólar fecha abaixo de R$ 5,40

Inflação americana em linha com o esperado tirou um pouco da pressão das bolsas, e no início da tarde, bolsas americanas passaram a subir

Camille LimaJulia Wiltgen
28 de janeiro de 2022
10:34 - atualizado às 17:23
Bolsa em queda
Imagem: Shutterstock

O Ibovespa bem que tentou subir, mas o mau humor externo contaminou os negócios por aqui, e após uma semana positiva, o principal índice da B3 se firmou em queda no fim da manhã desta sexta-feira (28).

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Perto das 17h, o Ibovespa recuava 0,66%, aos 111.864 pontos. Ainda assim, o índice caminha para fechar a semana em alta. Já o dólar à vista fechou em baixa de 0,62%, a R$ 5,39.

As bolsas internacionais começaram o dia no vermelho, o que fez a bolsa brasileira virar o sinal por aqui. As bolsas europeias fecharam em baixa, mas perto da hora do almoço, Nova York virou para o azul. Mas depois de tantos pregões em alta, o Ibovespa não conseguiu acompanhar, e hoje passa por uma realização de ganhos.

Os dados de inflação medidos pelo PCE, índice usado como referência pelo Federal Reserve para a política monetária americana, vieram em linha com o esperado, o que tirou um pouco a pressão de Wall Street e também sobre a moeda americana.

Os bons resultados da Apple puxam o Nasdaq. Há pouco, o Dow Jones subia 0,63%, o S&P 500 tinha alta de 1,20%, e o Nasdaq ganhava 1,65%.

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Os juros futuros por aqui passaram o dia em queda, seguindo o desempenho do dólar e beneficiados também pelo IGP-M abaixo do esperado e pelo veto do presidente Jair Bolsonaro à PEC dos Combustíveis, o que tirou um pouco a pressão sobre o fiscal.

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Na reta final, porém, as taxas mais curtas viraram para alta e fecharam com movimento levemente positivo. Veja os fechamentos dos principais vencimentos:

  • Janeiro/23: alta de 12,233% para 12,245%;
  • Janeiro/25: alta de 11,318% para 11,35%;
  • Janeiro/27: queda de 11,327% para 11,325%.

Inflação dos EUA

O índice de preços de gastos com consumo, conhecido como PCE, subiu 0,4% em dezembro ante novembro. O núcleo do índice, que exclui itens voláteis, como alimentos e energia, avançou 0,5%, em linha com as projeções do mercado. Em termos anuais, o PCE aumentou 5,8%, e seu núcleo, 4,9% em dezembro.

O segmento Renda Pessoal teve alta de 0,3%, levemente abaixo do esperado pelos analistas do The Wall Street Journal, que era de alta de 0,4%, enquanto os gastos com consumo caíram 0,6%, contra uma previsão de recuo de 0,7%.

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O fato de que o indicador veio em linha com as expectativas do mercado traz certo alívio para os ativos de risco, indicando que o Federal Reserve não precisará de uma postura ainda mais dura na política monetária.

Na última quarta-feira, o banco central americano já havia sinalizado uma possível alta dos juros já na reunião de março, quando também seria encerrada a compra de ativos.

O presidente da instituição, Jerome Powell, manifestou em seu discurso grande preocupação com a inflação, e disse que havia muito espaço para aumentar os juros sem afetar o mercado de trabalho, o que deixou o mercado em alerta.

PEC dos combustíveis

No cenário doméstico, destaque para a desistência do governo federal de criar um fundo de estabilização dos preços dos combustíveis, na tarde de ontem.

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Com a decisão, a PEC dos Combustíveis, proposta de emenda à constituição que se propõe a baixar os preços dos combustíveis por meio de corte de impostos federais, conseguiria abranger apenas o óleo diesel e o gás de cozinha.

De acordo com o jornal Valor Econômico, Bolsonaro acabou por vetar a PEC em reunião com seus ministros e os desautorizou a avançar com a proposta. 

Resultado do Tesouro

As contas do Governo Central registraram déficit de R$ 35,073 bilhões em 2021, equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Foi o menor déficit primário desde 2014. Já as contas do Tesouro Nacional - incluindo o Banco Central - registraram um superávit primário de R$ 212,265 bilhões em 2021.

Dados de emprego e IGP-M

A agenda econômica interna desta sexta-feira reserva ainda os números do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), divulgados pela FGV, e os dados de desemprego pela Pnad Contínua de novembro, publicados pelo IBGE.

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A inflação medida pelo IGP-M avançou 1,82% em janeiro, uma aceleração em relação ao índice de 0,87% em dezembro. Ainda assim, o resultado ficou abaixo da mediana das expectativas do mercado colhidas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Estadão, que era de 2,00%, variando de 0,80% a 2,34%.

O IGP-M em 12 meses desacelerou de 17,78% em dezembro para 16,91% em janeiro, também abaixo da mediana do levantamento, que era de 17,10%.

A taxa de desemprego caiu de 12,1% no trimestre encerrado em outubro para 11,6% nos três meses terminados em novembro, em linha com as projeções dos analistas consultados pelo Broadcast.

A renda mostrou forte queda de 4,5% no comparativo trimestral e de 11,4% na base anual, com o Rendimento Médio Real Habitual fechando em R$ 2.444,00.

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*Com Estadão Conteúdo

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