O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Desvalorização do ativo tem relação com os fatores macroeconômicos, já que os fundamentos da Weg (WEGE3) seguem intactos — e positivos
As ações da fabricante de motores elétricos Weg (WEGE3) costumam estar entre as queridinhas de investidores e profissionais do mercado, figurando com frequência nas listas de recomendações.
Não por acaso, a empresa catarinense ficou conhecida como "fábrica de bilionários". Em 2020, dez dos 33 novos brasileiros que entraram no "clube do bilhão" da revista Forbes eram ligados à companhia.
Porém, após o excelente desempenho durante a pandemia, os papéis da Weg parecem ter perdido o brilho: neste ano, caem 17,36%; em 12 meses, a baixa é de 21,16%. E isso depois da recuperação da última semana — alta de 12,40% nos últimos cinco pregões até sexta-feira (24).
Mas o que faz uma empresa que chamava tanta atenção por sua solidez se desvalorizar assim? Na avaliação de analistas e gestores, os motivos têm mais relação com um ambiente macroeconômico ruim do que com os fundamentos da empresa em si, que seguem intactos — e positivos.
"Não tem nada a ver com fundamento, mas é um papel que vinha negociando com um valuation elevado e hoje sofre com a alta de juros e a queda do dólar", resume Cássio Lucin, analista de investimentos da Neo.
Ele relembra que a qualidade da carteira de pedidos da Weg é boa, com destaque para o mercado externo e também para geração de energia solar no Brasil. E, ainda que o dólar tenha caído recentemente, essa perda também pode ser compensada por um bom equilíbrio entre crescimento saudável e rentabilidade da empresa.
Leia Também
"A ação pode ter caído por conta de um movimento de rotação que atingiu outras empresas semelhantes em termos de qualidade, como Raia Drogasil (RADL3) ou Lojas Renner (LREN3), que também passaram por um ajuste de preço", diz o analista.
Em relatório recente, o BTG Pactual revisou a recomendação para os papéis da Weg (WEGE3), de neutra para compra, alterando o preço-alvo de R$ 45 para R$ 40 — o que ainda representa um potencial de alta de 51,17% considerado o valor negociado no pregão de sexta-feira (24).
De acordo com a equipe do banco, os papéis WEGE3 têm um viés defensivo que se mostrou resiliente durante a crise, características que os investidores devem continuar buscando diante do aumento da percepção de risco global.
A mudança de recomendação veio justamente porque, meses atrás, o prêmio exagerado não justificava a compra do papel na comparação com pares globais. Agora, diante da desvalorização das ações, o BTG acredita que seja o momento de aproveitar.

Para João Vítor Freitas, analista da Toro Investimentos, toda a fama da Weg (WEGE3) é justificada — e essa pode, inclusive, ser a oportunidade de entrada para quem queria montar uma posição no papel, mas antes via um preço muito alto.
"Ela entrega tudo: resiliência, geração de caixa, crescimento forte, exposição geográfica bastante diversa, atuação ampla. Essa pode ser a oportunidade diante de um preço interessante", afirma.
No primeiro trimestre de 2022, a receita líquida da Weg subiu 34,5% na base anual, para um total de R$ 6,83 bilhões; o lucro líquido foi de R$ 943,9 milhões, alta de 23,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Os números são fruto de uma atuação de fato bastante ampla em 135 países: a companhia trabalha com equipamentos eletroeletrônicos industriais; geração, transmissão e distribuição de energia; motores comerciais; e tintas e vernizes.
| Receita por área de atuação no 1T22 (em R$ mi) | Mercado Interno | Variação (a/a) | Mercado Externo | Variação (a/a) |
| Equipamentos eletroeletrônicos industriais | 1004,7 | 11,60% | 2183,6 | 34,80% |
| Geração, transmissão e distribuição | 2014,9 | 106,80% | 750,7 | -0,90% |
| Motores comerciais e appliance | 206,5 | -26,40% | 374,6 | 21,20% |
| Tintas e vernizes | 244,7 | 30,50% | 48,3 | 2,80% |
Cassio Lucin, analista de investimentos da Neo, comenta que a diversidade de segmentos de atuação é um dos pontos fortes da Weg e que deverá continuar garantindo bons resultados para a empresa.
"Eles vendem o produto em si mas também as soluções necessárias de ponta a ponta. Tudo isso gera rentabilidade, eficiência na oferta, mais participação nos negócios", diz.
Lucin acredita que o principal catalisador para os papéis da Weg será a divulgação dos resultados referentes ao segundo trimestre deste ano, que serão conhecidos em julho. Diante de tendências positivas e números fortes, o papel tende a retomar sua trajetória de valorização.
A XP concorda que este pode ser um bom ponto de entrada para os investidores. A corretora tem um preço-alvo de R$ 45,00 para os papéis da Weg, um potencial de valorização de 70%.
A XP avalia que as ações sejam negociadas a 35 vezes o múltiplo preço/lucro (P/L) neste ano. No entanto, esse número já foi de 65 vezes, considerado um exagero para alguns analistas e um preço fora da realidade para os dias atuais.
Para efeitos de comparação, de acordo com dados da plataforma Trade Map, os papéis da Weg são negociados hoje com um índice preço/lucro de 28,98, abaixo da média dos últimos três anos, que é de 51,47. Isso representa um potencial de valorização de 77,6%.
E a ideia de compra das ações, aproveitando esse nível de preço, faz sentido para boa parte do mercado: em uma amostra de 13 recomendações, seis delas indicam a compra do ativo, enquanto cinco citam a manutenção e carteira e apenas duas recomendam a venda.
Já os maiores riscos vistos pelos analistas são, de fato, o clima macroeconômico desfavorável no mundo todo, com uma recessão cada vez mais provável. A alta de juros, que encarece os custos de uma empresa que trabalha com boa parte de suas vendas financiadas, também é um fator que demanda atenção.
A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida
No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)
O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos
Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais
Os espaços que serão devolvidos pela inquilina representam, aproximadamente, 11,7% da área bruta locável (ABL) do portfólio do HOFC11
O imóvel é o primeiro ativo de desenvolvimento (greenfield) realizado pela plataforma logística do BTG Pactual
Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil
Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda
Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco
O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado
Com aluguel de ações disparando, o movimento que normalmente indicaria pressão vendedora revela, na verdade, uma disputa silenciosa por poder, em que papéis são utilizados como instrumento para ampliar influência na assembleia que decidirá o futuro do conselho
As ações da Emae saltam após a confirmação de que a Sabesp, acionista controladora, quer adquirir a totalidade das ações por R$ 61,83 por papel
Nos últimos sete pregões, o saldo do investidor estrangeiro foi de saída líquida de cerca de R$ 3 bilhões
Embora a captação seja de cerca de R$ 1,6 bilhão, o BTLG11, que é um dos fundos mais populares entre os investidores pessoas físicas, também informou que poderá emitir um lote adicional de até 3.902.439 de cotas
O setor elétrico é conhecido pelo pagamento de proventos atrativos. O BTG Pactual e o Safra, por exemplo, veem a ação com bons olhos para quem busca renda extra com dividendos.
Com preços mais altos, custos menores e mix voltado ao setor automotivo, siderurgia puxa Ebitda para R$ 653 milhões, enquanto mineração segue pressionada por volumes menores
Apesar das projeções otimistas, o banco identifica que regiões como a Vila Olímpia devem ser impactadas pela devolução de imóveis em breve
Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro
Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%
Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora