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Bolsa em queda: como agir diante da tempestade de incertezas?

Conflito entre os poderes no país, inflação subindo e cenário internacional conturbado: eventos que abalaram a economia e os próximos passos dos investidores

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24 de agosto de 2021
17:47 - atualizado às 9:16

Uma enxurrada de notícias negativas nos cenários nacional e internacional tem abalado o mercado financeiro. Reflexo disso foi a queda de mais de 3% que o Ibovespa, o principal índice da bolsa de valores, chegou a sofrer no mês de agosto, enquanto os preços de algumas ações despencaram até 30%. 

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“A bolsa não gosta de incertezas”, explicou o analista da Empiricus, Max Bohm. Em meio ao clima conturbado, Max destaca que é importante adotar estratégias de proteção de patrimônio e novas táticas de investimentos. 

https://www.youtube.com/watch?v=JayG1fT0p5s

Agosto na Bolsa de Valores: uma tempestade perfeita

Agosto, desde seu início, tem sido um mês de alta volatilidade para os ativos e isso não se limita ao Brasil. Confira alguns eventos que afetaram o mercado durante o mês:  

Eventos no Brasil que mexem com a bolsa:

  • Conflitos entre os poderes Executivo e Judiciário, após declarações do presidente Jair Bolsonaro criarem um clima tenso em Brasília. Os ativos financeiros têm aversão a essas situações, pois as bases institucionais são fundamentais para a segurança do investidor. Face ao risco institucional, até mesmo investidores arrojados temem o acréscimo da incerteza; 
  • Com um cenário tão instável, foram adiadas as votações de reformas estruturantes, como a tributária. Será que o Brasil vai estourar o teto fiscal? E será que a nossa dívida/PIB vai explodir se as reformas não avançarem? São esses questionamentos complexos que o investidor tem feito;
  • Além disso, o Brasil passa por um momento de inflação nas alturas sem dar nenhum sinal de arrefecimento. O Banco Central tem elevado as taxas de juros para conter o avanço do dragão daqui a 6 ou 9 meses, mas ainda não sabemos se essas medidas serão suficientes. 

Fatores no mundo que abalam o mercado financeiro:

  • A volta dos talibãs no Afeganistão apresentou um risco geopolítico, além da postura do Governo Biden ainda ser indefinida para com a retirada das tropas do território. O grupo que tem atitudes históricas terroristas e de regime totalitário amedronta investidores em todo o mundo;
  • Na China, dados de varejo e PIB abaixo da expectativa demonstraram que um dos principais motores econômicos do mundo vem crescendo menos;
  • Com o aquecimento da economia, a inflação nos EUA enfrenta uma previsão de subida que acarretará na elevação dos juros americanos. A Treasury de 10 anos saiu de 1,16% e bateu 1,30% ao ano nas últimas semanas, ou seja, houve uma abertura de uma década nos EUA;
  • Por fim, a variante Delta também traz insegurança no crescimento econômico no segundo semestre, por ser altamente transmissível. Alguns países, como a Nova Zelândia, já reiniciaram processo de lockdown

A soma de todos esses acontecimentos geram uma tempestade perfeita, em que os ativos financeiros sofrem muito. 

Como a tempestade refletiu na economia

Resumindo: os juros subiram e a Bolsa caiu. O risco Brasil – institucional e fiscal – provoca a abertura de juros longos. Esses são concorrentes da taxa de desconto, aquela que desconta todos os fluxos de caixa das empresas listadas em Bolsa. No momento em que a taxa de desconto (denominador da razão) sobe, fluxos de caixa a valor presente se reduzem, ou seja, diminui o valor justo das empresas. E assim, a Bolsa cai também. 

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Dentro desse clima de instabilidade, o dólar subiu até 6%, batendo os US$ 5,40. Enquanto isso, a Bolsa, que ameaçava atingir 130 mil pontos, chegou na beira dos 115 mil pontos na semana passada e agora está no patamar de 120 mil pontos

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E agora, o que devo fazer?

Primeiramente, é hora de manter a calma, segundo o analista. Max assegura que investir em ações também inclui atravessar momentos incertos. 

O múltiplo do Ibovespa está sendo negociado a 8 vezes o P/E (ou Preço/Lucro, do inglês Price/Earnings). É o menor patamar em anos, porque o valor de mercado da Bolsa caiu e os lucros cresceram, conforme os resultados das companhias do segundo trimestre.

Max diz que não é momento de vender tudo, mas de construir uma defesa no curto prazo, explorando ativos de empresas que se beneficiam do dólar, aumentando a exposição à moeda estrangeira. Empresas boas geradoras de caixa também são opções defensivas, valiosas para momentos de crise. 

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Dentro de uma estratégia diversificada, vale olhar ainda para oportunidades como techs, algumas microcaps ou empresas de construção civil, desde que selecionadas com critério, com preço baixo e valuation atrativo. 

“Nos exageros surgem as oportunidades” - Max Bohm 

Na hesitação entre a recuperação da Bolsa ou mais quedas pela frente, é importante ter calma, buscar proteções e ficar atento às oportunidades de compra na baixa da Bolsa, pensando no potencial de ganhos no longo prazo. 

Para saber mais sobre como investir em ações, acesse o curso gratuito “Ações em Minutos” com Max Bohm, no app da Empiricus (disponível na App Store e Google Play). 

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