Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

HORA DA RENDA FIXA?

Mercado coloca no preço chance de Selic voltar aos 10% na véspera da eleição de 2022

Essa não é uma mera previsão, e sim a taxa com a qual os investidores trabalham (e colocam dinheiro). Entenda a diferença entre os juros de mercado e as projeções dos analistas e como fica o cenário para investir em renda fixa

Jasmine OlgaVinícius Pinheiro
15 de setembro de 2021
6:01 - atualizado às 19:09
bloquinhos com o símbolo de porecentagem, indicando elevação da taxa Selic e dos Juros; renda fixa | Selic
Imagem: Shuterstock

Em meio à alta da inflação, a incerteza fiscal e a crise política, a taxa básica de juros (Selic) pode voltar à casa dos dois dígitos às vésperas da eleição presidencial de 2022. E não se trata de uma mera previsão. Os investidores estão colocando dinheiro nesse cenário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As taxas negociadas no mercado de juros futuros no início desta semana embutem uma Selic na casa dos 8,5% no fim deste ano — uma alta de 3,25 pontos percentuais em relação aos 5,25% atuais. Lembrando que o Copom só tem mais três reuniões em 2021.

A chamada “curva de juros” dos contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) também considera que as taxas devem seguir em alta até chegarem à casa dos 10% em outubro de 2022, quando acontece o primeiro turno da eleição que vai definir um novo mandato ou o sucessor de Jair Bolsonaro.

O mercado trabalha hoje com uma Selic bem acima das projeções compiladas pelo Banco Central na pesquisa Focus. Na última edição, também de segunda-feira, a mediana das estimativas apontava juros de 8% em dezembro deste ano e também ao fim de 2022.

A diferença entre as expectativas é natural. Como os negócios com juros futuros envolvem dinheiro, os investidores acabam exigindo uma taxa maior do que a esperada para acomodar uma eventual piora no cenário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse é o famoso “prêmio de risco”. E quanto mais conturbado o ambiente, maior costuma ser a distância entre as projeções dos analistas e as taxas negociadas no mercado.

Leia Também

De cabelos em pé

As últimas semanas foram especialmente estressantes para o mercado, que embutiu todo esse risco nos DIs. Desde março, quando o BC voltou a indicar uma normalização da taxa de juros, ainda que naquele momento a ideia fosse apenas um retorno “parcial” para ancorar as expectativas de inflação, o combate à elevação dos preços tem se mostrado uma tarefa ainda mais difícil do que o inicialmente previsto. 

A crise hídrica segue elevando a tarifa de energia e pode impactar também o preço dos alimentos, já que o agronegócio é diretamente impactado por questões climáticas, e de bens industriais. A alta do dólar e a disparada das commodities também encarecem o combustível e pressionam ainda mais o BC. 

A crise política dos últimos tempos, marcada pelo cabo de guerra entre os Poderes, foi determinante para a elevação expressiva dos DIs como vimos nas últimas semanas. Com a aproximação das eleições e a possibilidade de discussão sobre aumento de juros também nos Estados Unidos, a volatilidade deve continuar, segundo o economista Alexandre Almeida, da CM Capital. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O impacto mais notável da inflação é concentrado nos vencimentos mais curtos (até 2024), já que o mercado acredita que o BC deve agir de forma mais tempestiva para a convergência para a meta de inflação. Já os vencimentos mais longos refletem mais a deterioração do cenário político e fiscal.

Selic em 10% é uma realidade?

É claro que a Selic de 10% refletida na curva de juros para a véspera da eleição é muito influenciada pelo ambiente atual. Uma eventual redução da temperatura política, por exemplo, pode tirar um pouco dessa pressão. Aliás, foi o que aconteceu nos últimos dias, quando o mercado de juros futuros teve um alívio nas taxas.

Nesta terça-feira (13), o presidente do Banco Central brasileiro, Roberto Campos Neto, afirmou que o “plano de voo” da instituição é mais longo e que não existe reação imediata a cada novo dado publicado, rebatendo em partes a reação dos investidores ao número salgado do IPCA na última semana.  

“Quando falamos em atingir a meta da inflação por um horizonte relevante, a gente quer dizer que vai levar a Selic aonde for, mas não vai alterar o plano de voo a cada número de alta frequência que saia.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para um experiente gestor de fundos consultado pelo Seu Dinheiro, “uma Selic de 10% não é o cenário-base, mas a probabilidade aumentou e a curva reflete isso”. 

Rafael Passos, sócio da Ajax Capital, também acredita que os números vistos no começo da semana contam com alguns excessos, mas o estresse no mercado de juros, principalmente nos vencimentos mais curtos, deriva de uma falta de cenários mais definidos.

“Hoje o mercado ainda não consegue enxergar um limite para essa Selic para ancorar as expectativas de inflação para os próximos anos, por isso a volatilidade”. 

E a próxima reunião?

Outra forma de avaliar quais serão os próximos passos do Banco Central é por meio dos contratos de opção de Copom negociados na B3. A modalidade criada neste ano pela bolsa permite que os investidores apostem diretamente em qual será a decisão sobre a Selic.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a reunião da próxima semana, 45% dos investidores apostam em um aumento de 1,25 ponto percentual nos juros, acima da sinalização de 1 ponto feita na última reunião (com 29% do mercado apostando nessa opção).

As apostas para o encontro dos dias 21 e 22 de setembro cresceram após a surpresa com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto —  alta de 0,88% — e têm dividido o mercado.

Existem apostas ainda mais ousadas. O boletim mais recente da B3 informa que 22% dos investidores acreditam em uma elevação de 1,5 ponto percentual e 2% indicam uma alta de 1,75 p.p ou 2 p.p. Saiba mais sobre como funcionam as opções de Copom nesta matéria.

Hora de colocar mais renda fixa na carteira?

Para Gabriel Mallet, head de renda fixa da Vitreo, o aumento da Selic e o que ainda deve estar por vir não só abre a curva de juros como também começa a trazer excelentes oportunidades na renda fixa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre os títulos públicos, que possuem um menor risco de crédito, ele destaca o Tesouro IPCA 2026, que oferecia ontem uma rentabilidade anual de IPCA + 4,52% ao ano. 

Para a reserva de emergência, Mallet aponta o Tesouro Selic 2024 como uma boa alternativa. Além da rentabilidade superior à da poupança, os papéis passaram a contar com liquidez diária caso a ordem de resgate seja feita até às 13 horas. Você pode conferir as taxas dos demais títulos disponíveis diretamente no site do Tesouro.

Quem tolera uma dose maior de risco pode diversificar a carteira com títulos privados, como CDBs de bancos médios, que já oferecem juros de 12% ao ano para prazos de três anos, segundo Mallet.

O especialista da Vitreo também destaca títulos corporativos como os certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA), que são isentos de imposto de renda para pessoas físicas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Temos emissores com classificação de risco (rating) "AAA" [os mais seguros de acordo com os critérios das agências de classificação de risco] pagando IPCA + 5% ao ano.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MEDO NO AR

Renda fixa: títulos públicos do mundo inteiro disparam com a expectativa de uma nova onda de aumento dos juros

20 de março de 2026 - 17:25

Preocupação com inflação levou o principal título da Inglaterra a oferecer 5% de juro, maior nível desde 2008; nos EUA, o Treasury de 30 anos chegou a 4,95%

SIMULAÇÃO

Renda fixa: quanto rendem R$ 10 mil no CDB, na LCA, no Tesouro Selic e na poupança com os juros em 14,75% ao ano?

18 de março de 2026 - 19:42

O Copom reduziu a taxa Selic, mas o retorno da renda fixa continua o mais atrativo do mercado; confira as rentabilidades

RENDA FIXA

Tesouro Direto: Prefixado a 14% e IPCA + 8% aqui não! Tesouro Nacional vai às compras e isso é bom para a sua carteira

17 de março de 2026 - 19:32

Iniciativa do Tesouro acalmou o mercado de títulos públicos e tende a diminuir preços e taxas diante da crise com a guerra no Oriente Médio

RENDA FIXA

O que vai acontecer com a renda fixa? Situação da Raízen (RAIZ4) e corte na Selic são motivos de alerta para gestores de fundos

16 de março de 2026 - 19:48

Fundos de crédito começam a registrar resgates pelos investidores, mas volume ainda é pequeno — o risco é aumentar nos próximos meses

CRÉDITO EM CRISE

Raízen (RAIZ4): como ficam as debêntures, bonds e CRAs após o pedido de recuperação extrajudicial?

11 de março de 2026 - 18:33

Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora

ISENTO DE IR

Renda fixa: LCAs mais rentáveis de fevereiro pagam até 94,5% do CDI, sem imposto de renda; veja prazos e emissores

10 de março de 2026 - 19:45

As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR

CARTEIRA RECOMENDADA

Corte na taxa Selic e guerra no Oriente Médio: como investir em Tesouro Direto e outros títulos de renda fixa em março?

10 de março de 2026 - 14:01

Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Paradoxo da Selic: corte nos juros tende a diminuir risco de calote na renda fixa, mas Sparta alerta para outro risco no horizonte

9 de março de 2026 - 15:32

Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI

CRÉDITO PRIVADO

Os juros vão cair, e esses são os melhores setores para investir na renda fixa com a taxa Selic menor

23 de fevereiro de 2026 - 19:04

Relatório da Empiricus com gestores de crédito mostra quais são as apostas dos especialistas para um corte maior ou menor nos juros; confira

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Renda fixa sem IR: é hora de investir em CRAs ou em debêntures incentivadas? A Sparta responde

23 de fevereiro de 2026 - 14:01

A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta

OPORTUNIDADE NO CRÉDITO

Não é hora de sair da renda fixa? Moody’s prevê bilhões em emissões no primeiro semestre

12 de fevereiro de 2026 - 18:58

Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor

RENDA FIXA

CDBs dos bancos Pleno, Original e Pine estão entre os mais rentáveis de janeiro, pagando até 110% do CDI; vale a pena investir?

10 de fevereiro de 2026 - 16:15

Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado

SEM CONFIANÇA

Raízen (RAIZ4) non grata: investidores vendem debêntures da empresa com prejuízo, diante de maior percepção de risco

9 de fevereiro de 2026 - 14:01

Depois dos bonds, debêntures da Raízen derretem no mercado secundário, com abertura de até 40 pontos percentuais em taxas

CARTEIRA RECOMENDADA

Livres de imposto de renda: as recomendações de CRI, CRA e debêntures incentivadas para fevereiro

6 de fevereiro de 2026 - 15:05

Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira

REAL VS. DÓLAR

Crédito privado em reais ou em dólar? BTG destaca empresas brasileiras para investir em debêntures e em bonds

5 de fevereiro de 2026 - 19:01

Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais

SAÍDA EM MASSA

Shell e Cosan soltaram a mão da Raízen (RAIZ4)? Investidores acreditam que sim e bonds derretem com venda em massa

5 de fevereiro de 2026 - 14:01

Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell

RENDA FIXA EM DÓLAR

Bonds da Raízen (RAIZ4), Aegea e Brava (BRAV3): as escolhas do BTG para a carteira de renda fixa internacional em fevereiro

4 de fevereiro de 2026 - 10:45

Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas

RENDA FIXA

Títulos do Tesouro Direto ganham novos prazos: veja o que muda para o investidor

3 de fevereiro de 2026 - 15:35

Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento

RENDA FIXA

Tesouro Direto: A ‘janela de ouro’ do Tesouro IPCA+, que pode render até 91% com a queda dos juros

2 de fevereiro de 2026 - 16:45

Relatório da XP recomenda a janela estratégica rara nos títulos indexados à inflação e indica os dois títulos preferidos da casa

RENDA FIXA

Mais rentável que a poupança e tão fácil quanto um ‘cofrinho’: novo título do Tesouro Direto para reserva de emergência já tem data para estrear

30 de janeiro de 2026 - 17:25

O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia