Via, Suzano, Eletrobras, Equatorial, MRV, Eneva, Locaweb, BRF, Natura, Hapvida e JBS: os balanços que mexem com o mercado nesta quinta
Veja abaixo os principais resultados, divulgados entre a noite desta quarta-feira e a manhã desta quinta

A temporada de balanços do primeiro trimestre segue intensa, com resultados de Via, Suzano, Eletrobras, Equatorial Energia, MRV, Eneva, Locaweb, BRF, Natura e Hapvida.
Veja abaixo os principais resultados, divulgados entre a noite desta quarta-feira (12) e a manhã desta quinta (13). Acesse também a cobertura de mercados do Seu Dinheiro.
Via
A Via, dona das Casas Bahia e do Ponto Frio, reportou lucro Líquido de R$ 180 milhões no primeiro trimestre de 2021, apontando um desempenho 13 vezes maior (1.284%) em relação ao mesmo período do ano anterior. A companhia informa, porém, que o lucro líquido comparável "para os efeitos do incentivo de subvenção relacionado a anos anteriores foi de R$ 63 milhões".
"No trimestre, o incentivo de subvenção totalizou R$ 150 milhões, dos quais R$ 117 milhões referem-se a efeito de anos anteriores e R$ 33 milhões ao primeiro trimestre de 2021", explica a companhia. O Ebitda, por sua vez, ficou em R$ 584 milhões, queda de 6%. Enquanto a receita líquida foi de R$ 7,547 bilhões, alta de 19,1%.
Suzano
A Suzano reduziu para R$ 2,755 bilhões o seu prejuízo no primeiro trimestre de 2021, ante perdas de R$ 13,419 bilhões um ano atrás. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 4,864 bilhões entre janeiro e março deste ano, um aumento de 61%. A receita líquida ficou em R$ 8,889 bilhões, alta de 27%.
O trimestre foi marcado pela recuperação do mercado de celulose, com significativa melhora nos fundamentos, o que favoreceu a continuidade da recuperação de preços sobretudo na China e que gradativamente estarão refletidos nos resultados da companhia.
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Eletrobras
O lucro líquido da Eletrobras avançou 31% no primeiro trimestre deste ano, alcançando R$ 1,609 bilhão. Segundo a companhia, o resultado foi influenciado positivamente pela receita de transmissão, em decorrência da revisão tarifária periódica, que tem efeitos a partir de julho de 2020, mas parcialmente compensada por provisões e contingências.
Entre janeiro e março, o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda, na sigla em inglês), atingiu R$ 3,858 bilhões, crescimento de 11%.
Equatorial
O Grupo Equatorial reportou lucro líquido ajustado de R$ 401 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 7,1%. Excluindo os efeitos não recorrentes, o lucro líquido foi de R$ 353 milhões, redução de 19,7%. A receita operacional líquida caiu 1,6% no período, para R$ 4,140 bilhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do trimestre foi de R$ 1,081 bilhão, crescimento de 1,1%.
MRV
A MRV & Co - conglomerado que abrange as incorporadoras MRV e a americana AHS, a empresa de imóveis para locação Luggo e a loteadora Urba - teve lucro líquido de R$ 137 milhões no primeiro trimestre de 2021, montante 30,9% maior em relação ao mesmo intervalo de 2020. O Ebitda somou R$ 211 milhões, crescimento de 4,2%. A receita operacional líquida totalizou R$ 1,598 bilhão, aumento de 5,9%. A margem bruta do negócio diminuiu 0,3 ponto porcentual, para 27,8%.
O grande impulso para o crescimento do lucro líquido veio das receitas financeiras. A companhia apresentou um resultado líquido positivo de R$ 35 milhões, expansão de 45,2%, motivado pelo reajuste das carteiras de financiamento aos clientes após a entrega das chaves, baseadas no IGP-M e IPCA.
Eneva
A Eneva reportou lucro líquido de R$ 203,1 milhões no primeiro trimestre deste ano 2020, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionada pela melhoria do resultado operacional e financeiro da companhia no período. O Ebitda consolidado somou R$ 442,3 milhões no primeiro trimestre, alta de 1,6%. Já o Ebitda ajustado - que exclui o impacto dos poços secos - foi de R$ 446,4 milhões, crescimento de 2,8%.
Segundo a empresa, o crescimento do Ebitda se deve à melhora das margens fixas das usinas a gás; ao aumento da margem variável de Pecém II, e às menores despesas com exploração quando comparado ao mesmo período do ano passado, além da realização de créditos de PIS/COFINS de períodos anteriores. Por outro lado, o Ebitda foi negativamente impactado pela indisponibilidade da termelétrica Parnaíba II. A receita líquida da Eneva entre janeiro e março somou R$ 951,4 milhões, alta de 1,3% na comparação com os mesmos meses do exercício anterior.
Locaweb
A Locaweb registrou lucro líquido ajustado de R$ 9 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 78,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, sem ajustes, a companhia atingiu prejuízo líquido de R$ 8,4 milhões, 268,9% superior ao prejuízo também registrado no mesmo intervalo de 2020. A empresa de tecnologia somou Ebitda ajustado de R$ 36,6 milhões, alta de 44,8% ante o resultado de um ano antes. Sem ajuste, o Ebitda totalizou R$ 16,8 milhões, avançando 12,6%. A companhia atingiu receita líquida de R$ 160,9 milhões no primeiro trimestre, ganho de 53,9% ante o mesmo período de 2020.
BRF
A BRF registrou lucro líquido de R$ 22 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 38 milhões reportado no primeiro trimestre do ano passado. O Ebitda ajustado alcançou R$ 1,234 bilhão, queda de 1,4%. A BRF registrou receita operacional líquida no segmento Brasil de R$ 5,393 bilhões, aumento de 15,1%.
Natura
A Natura &Co teve prejuízo líquido atribuído a controladores de R$ 155,2 milhões, redução de 81%. O Ebitda ficou em R$ 829,1 milhões, 470% acima do registrado um ano antes. A receita líquida consolidada aumentou 25,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo 8,1% em moeda constante. A empresa encerrou o trimestre com R$ 6,6 bilhões em posição de caixa, sendo R$ 4,3 bilhões em caixa e R$ 2,3 bilhões em depósitos de curto prazo.
Hapvida
A operadora de planos de saúde Hapvida registrou lucro líquido de R$ 151,8 milhões no primeiro trimestre de 2021, queda de 7,7%. O Ebitda somou R$ 466,8 milhões, leve recuo de 0,2%. A receita líquida da Hapvida atingiu R$ 2,323 bilhões, alta de 11,8%. A sinistralidade total atingiu 65,5% no trimestre, representando avanço de 3,9 pontos porcentuais em relação ao período em 2020. O número de beneficiários de planos de saúde ao fim do trimestre apresentou crescimento de 5,5%, totalizando 3,761 milhões.
JBS
A JBS encerrou o primeiro trimestre de 2021 com lucro líquido de R$ 2,045 bilhões, ou R$ 0,81 por ação, revertendo o prejuízo líquido de 5,933 bilhões verificado em igual período de 2020. A receita líquida foi recorde em R$ 75,251 bilhões, aumento de 33,2% em relação aos R$ 56,481 bilhões do primeiro trimestre do ano passado. Já o Ebtida ajustado cresceu 75,8%, de R$ 3,912 bilhões para R$ 6,876 bilhões. A margem ficou em 9,1%. A dívida líquida da companhia somou R$ 57,173 bilhões, 0,4% superior, em virtude da desvalorização do real frente ao dólar
*Com informações de Estadão Conteúdo
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