🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Trocando de mãos

Ultrapar confirma a venda da Extrafarma para a Pague Menos; entenda o que muda para as companhias

A Ultrapar vendeu a Extrafarma para a Pague Menos, por R$ 700 milhões. Entenda os desdobramentos para cada uma das partes e a reação do mercado

Victor Aguiar
Victor Aguiar
18 de maio de 2021
12:50 - atualizado às 20:11
Pague Menos Extrafarma Ultrapar
Imagem: Shutterstock/Andrei Morais

ATUALIZADO ÀS 18h50: a Ultrapar confirmou oficialmente a venda da Extrafarma para a Pague Menos, por R$ 700 milhões

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma notícia pegou o mercado de surpresa nesta terça-feira (18): a Ultrapar finalmente daria início ao seu programa de enxugamento do portfólio, vendendo a Extrafarma — um ativo particularmente problemático de sua carteira e amplamente contestado pelos acionistas da companhia. O comprador? A Pague Menos, numa transação de R$ 700 milhões.

Um final feliz para a Ultrapar, certo? Bem... não exatamente. As ações ON da empresa (UGPA3) até abriram em alta, mas rapidamente perderam força e, fecharam o dia em baixa de 1,18%, a R$ 20,16.

Por outro lado, os papéis ON da Pague Menos (PGMN3) disparam, terminando o pregão com ganhos de 9,59%, a R$ 11,77 — um novo recorde para os ativos, que estrearam na bolsa em agosto de 2020, a R$ 8,50.

O que aconteceu? Por que é que a tão cobiçada venda da Extrafarma tornou-se uma frustração para a Ultrapar?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em primeiro lugar, vale destacar que a operação só foi confirmada pelas partes por volta de 18h40 — a Reuters contou a novidade em primeira mão ainda durante a manhã, mas as empresas passaram o dia dizendo apenas que estavam conversando.

Leia Também

Mas, mesmo sem o aperto de mãos oficial, o mercado começou a fazer contas e simular os impactos da venda da Extrafarma.

Ultrapar e Extrafarma: não deu match

A Ultrapar é mais conhecida por ser a controladora da rede de postos Ipiranga, mas seu portfólio tem outros ativos: a Ultragaz, empresa distribuidora de gás domiciliar; a Ultracargo, de armazenagem de produtos químicos; a Oxiteno, braço de indústrias químicas; e a rede de farmácias Extrafarma.

A princípio, a Ultrapar pretendia implantar as farmácias nos postos Ipiranga, gerando mais tráfego e recorrência à rede. Só que o plano nunca deu muito certo: o varejo de medicamentos é difícil, tem competição acirrada e margens comprimidas; além disso, faltava expertise ao grupo para administrar o negócio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tanto é que, apesar das mais de 400 lojas no país, a Extrafarma nunca teve uma relevância muito grande nos resultados da Ultrapar. Pelo contrário: não foram poucas as ocasiões em que o ativo representou um fardo a ser carregado.

"A Extrafarma é um caso de racionalização na alocação de capital após anos de queima de caixa e esforços fracassados para que o negócio se desenvolvesse de modo rentável", escreve o BTG Pactual, em relatório sobre o último Ultrapar Day, realizado na semana passada. "A Extrafarma deve manter uma estratégia mais seletiva em relação à abertura de novas lojas, focando na digitalização"

No primeiro trimestre de 2021, por exemplo, a Extrafarma teve um Ebitda — o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — de apenas R$ 12 milhões, representando apenas 1,2% do Ebitda de R$ 996 milhões reportado pela Ultrapar como um todo.

E olha que o resultado dos primeiros três meses de 2021 nem foi dos piores: num passado não muito distante, a Extrafarma tinha Ebitda negativo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ebitda Extrafarma Ultrapar

Dito isso, por que a venda de um ativo tão problemático não agradou o mercado? A chave da questão está no preço: os R$ 700 milhões — R$ 600 milhões mais R$ 100 milhões em dívidas — foram considerados quase uma pechincha.

"O valor é ruim, mas para um ativo que até pouco tempo estava com Ebitda negativo, não dá para reclamar muito…", disse um gestor de fundos de uma casa de investimentos em São Paulo. E ele diz mais:

Acho que o único ponto marginalmente positivo é que finalmente o pessoal da Ultrapar conseguiu se livrar dessa porcaria

Pague Menos e Extrafarma: união feliz

Mas o que é lixo para uns pode muito bem ser luxo para outros — e, para a Pague Menos, faz todo o sentido do mundo ter a Extrafarma no portfólio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No primeiro trimestre de 2021, a Pague Menos reportou alta de 380% no lucro líquido e crescimento de 27% no Ebitda; as vendas por loja por mês subiram mais de 10%, com ticket médio avançando 23%.

E, ainda mais importante: os resultados foram obtidos com um número menor de funcionários nos quadros, Ou seja, a companhia conseguiu rentabilizar mais o negócio.

Mas nem só de pontos positivos foi feito o balanço da Pague Menos. A participação de mercado em nível nacional ficou em 5,2% entre janeiro e março deste ano, uma baixa de 0,5 ponto percentual (p.p.) na comparação com o mesmo período de 2021.

As regiões Norte e Nordeste tiveram baixas de 2 p.p. e 1,4 p.p., respectivamente — ao mesmo tempo, farmácias independentes aumentaram seu market share no Nordeste em 2,3 pontos, dado o aumento de consumo nos bairros periféricos em meio à pandemia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A compra dialoga exatamente com essa fraqueza na participação de mercado: a Extrafarma está presente no Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins — o único estado fora do eixo Norte-Nordeste é São Paulo, com 45 das 402 unidades.

Com a incorporação das lojas, a rede da Pague Menos passará a ter mais de 1.500 unidades — um crescimento de cerca de 40% em relação aos números de hoje.

Fachada de loja da Pague Menos em Salvador
Fachada de loja da Pague Menos em Salvador

Outro ponto importante é o valor da operação em si: conforme dito pelo gestor citado acima, os R$ 700 milhões a serem pagos pela Extrafarma representam um preço bastante descontado, por mais que o ativo não seja interessante para a Ultrapar.

E mesmo em relação às métricas de caixa e endividamento, a compra da Extrafarma não traz grandes preocupações à Pague Menos. Ao fim do primeiro trimestre de 2021, a companhia tinha dívida líquida R$ 351,1 milhões, enquanto o caixa e equivalentes somavam R$ 478,2 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dos R$ 700 milhões da transação, 50% serão pagos no fechamento; o restante será pago em dois anos, em parcelas iguais — um desenho que não traz grande estresse ao caixa e ao cronograma de vencimentos da Pague Menos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ADEUS, BRASIL

Após 37 anos, concorrente gringa dos Correios suspende transporte doméstico no Brasil e demite funcionários

13 de janeiro de 2026 - 16:33

Multinacional anuncia saída do transporte doméstico no Brasil, inicia demissões e reforça estratégia focada em logística internacional e cadeia de suprimentos

EMPREENDEDORISMO

Este jovem da geração Z percebeu uma lacuna no mercado e fundou uma empresa de moda streetwear que faturou R$ 215 milhões

13 de janeiro de 2026 - 14:39

Aos 24 anos, Oscar Rachmansky é fundador do OS Group, negócio que oferece calçados e roupas de marcas consolidadas

EM MEIO ÀS INVESTIGAÇÕES 

Sob pressão, Banco Central dá sinal verde para inspeção do TCU no caso Banco Master

13 de janeiro de 2026 - 14:02

Encontro entre BC e TCU tentou reduzir tensão após suspensão de inspeção determinada por ministro

SOB ESCRUTÍNIO

MP entra com representação junto ao TCU contra indicado de Lula para presidir a CVM — e alerta para decisões favoráveis ao Banco Master

13 de janeiro de 2026 - 13:33

Se for aceita pelo TCU, a representação levaria a uma apuração sobre as questões levantadas em relação a Otto Lobo

REMÉDIO AMARGO

Ações da Hapvida (HAPV3) chegam a cair mais de 8% e lideram as perdas do Ibovespa após novas mudanças no alto escalão

13 de janeiro de 2026 - 13:07

Os papéis caem forte mas analistas mantêm preço-alvo de R$ 27; entenda como as mudanças na gestão afetam o futuro da companhia e confira os detalhes da transição

ADEUS, NY

De saída dos EUA? Assaí (ASAI3) pede cancelamento de registro no país; entenda o que acontece agora

13 de janeiro de 2026 - 10:49

A varejista espera que o cancelamento de registro na SEC se concretize em 90 dias

FORMALIZAÇÃO

Quer empreender em 2026? Veja passo a passo para abrir CNPJ como MEI

13 de janeiro de 2026 - 9:30

O processo para se tornar microempreendedor individual é gratuito e deve ser realizado exclusivamente pela internet

AS PRINCIPAIS PERGUNTAS RESPONDIDAS

Azul (AZUL54): não é porque a ação caiu 90% que as coisas estejam colapsando. Qual é a situação da empresa hoje e o que esperar?

13 de janeiro de 2026 - 6:01

Depois de perder cerca de 90% de valor em poucos dias, as ações da Azul afundaram sob o peso da diluição bilionária e do Chapter 11. Especialistas explicam por que o tombo não significa colapso imediato da empresa, quais etapas da recuperação já ficaram para trás e os riscos que ainda cercam o futuro da companhia

BOLETIM 2026

Santander dá nota máxima à Ser Educacional (SEER3) e define o pódio do setor; veja ranking

12 de janeiro de 2026 - 19:48

Companhia é a top pick no setor de educação para o Santander em 2026; banco divulga relatório com as expectativas e lista suas apostas para o ano

MONOPÓLIO?

Dona do Whatsapp na mira do Cade: suspeita de abuso de posição em IA pode acabar em multa de R$ 250 mil por dia 

12 de janeiro de 2026 - 19:25

A acusação de assistentes virtuais de IA é de que os Novos Termos do WhatsApp irão banir da plataforma desenvolvedores e provedores de serviços e soluções de inteligência artificial generativa, garantindo um monopólio à Meta AI

UM “ACHADO” NOS SHOPPINGS

Chegou a hora de investir em shoppings: Itaú BBA inicia cobertura do setor e revela ação preferida para lucrar 

12 de janeiro de 2026 - 18:17

Para analistas, o setor de shoppings centers passou por uma virada de chave nos últimos anos — e agora está ainda mais preparado para uma consolidação; veja a recomendação para as ações

EXPECTATIVAS FRUSTRADAS

Ações da Tenda (TEND3) caem forte após prévia do 4T25: saiba por que Safra e BTG mantêm recomendação de compra

12 de janeiro de 2026 - 14:25

Apesar do marco de R$ 1,2 bilhão em vendas líquidas, ações recuam por expectativas frustradas de analistas, enquanto bancos reiteram compra citando múltiplos atrativos para 2026

A SAIDEIRA

A cerveja ficou choca: CEO da Heineken renuncia em meio a vendas fracas e investidores insatisfeitos; entenda o que acontece agora

12 de janeiro de 2026 - 12:31

A fabricante holandesa de cerveja comunicou a renúncia de seu CEO, Dolf van den Brink, após um mandato de seis anos marcado pela queda nas vendas; Heineken busca sucessor para o cargo

LIMPANDO A CASA

Dança das cadeiras no Banco de Brasília (BRB) busca renovar a diretoria após crise envolvendo o Banco Master

12 de janeiro de 2026 - 11:27

Novos nomes devem assumir a cadeira de negócios digitais e recursos humanos; subsidiárias também passam por mudanças

SETOR DE PETRÓLEO PEGANDO FOGO

Dança das cadeiras: CEO da Brava Energia (BRAV3) renuncia e petrolífera faz mudanças no alto escalão; veja potencial de alta para a ação

12 de janeiro de 2026 - 9:39

A Brava Energia (BRAV3) informou ao mercado que realizou mudanças no cargo de CEO, com renúncia de Décio Oddone, e na presidência do conselho de administração

ACIONISTAS, COLOQUEM AS MÁSCARAS!

Turbulência no caminho da Azul (AZUL54)? Antes de assembleia, acionistas rejeitam unificação de ações em votação antecipada 

11 de janeiro de 2026 - 15:03

Uma parte importante do plano de reestruturação financeira da companhia aérea será colocado em votação em duas assembleias nesta segunda-feira (12), inicialmente marcadas para às 11h e para às 14h

ADEUS, B3

Gol (GOLL54) avança para decolar da B3: laudo da OPA avalia lote a R$ 10,13; entenda

10 de janeiro de 2026 - 16:10

O laudo será a referência para a OPA das ações preferenciais e não representa, necessariamente, o preço final da oferta

BYE-BYE, AMERICA

Adeus, Wall Street: Cogna (COGN3) aprova saída da Vasta da Nasdaq. O que está por trás do movimento?

10 de janeiro de 2026 - 15:02

Controlada de educação básica do grupo vai deixar a bolsa americana após encolhimento da base acionária e baixa liquidez das ações

ATENÇÃO, ACIONISTA

Dividendos e JCP: Santander (SANB11) prepara distribuição de R$ 2 bilhões em proventos; confira os detalhes

9 de janeiro de 2026 - 20:10

Conselho recebeu proposta de distribuição bilionária em JCP; decisão final depende da aprovação em assembleia até abril de 2027

QUEM LEVA A TAÇA?

Ano de Copa do Mundo: Santander revela dois nomes do varejo que devem golear durante o torneio

9 de janeiro de 2026 - 19:55

Para o banco, Mercado Livre e o Grupo SBF são as mais bem posicionadas para brilhar durante o evento; varejistas de fast-fashion podem enfrentar dificultades

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar