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Donos do tradicional clube britânico estabelecem preço após fracasso do projeto de criar uma liga com os principais times da Europa
Já pensou em ser dono de um time de futebol de renome? Pois saiba que existe um tradicional clube inglês que pode ser seu pela bagatela de US$ 5,6 bilhões.
Esse é o preço que Avram e Joel Glazer estabeleceram para vender o Manchester United, time com mais conquistas no futebol inglês e que tem ações listadas na bolsa de Nova York, com um valor de mercado de cerca de US$ 3,3 bilhões, incluindo dívida. As informações foram reveladas no sábado (24), pelo jornal “Irish Mirror”.
Os americanos – donos do clube desde 2005 e envolvidos no fiasco de criar um novo campeonato na Europa, a Super Liga, que contaria apenas com 15 times da elite europeia – acreditam que o valor é justificado porque o histórico clube tem grande capacidade de fechar patrocínios, mesmo após o fim do projeto da nova liga.
O fracasso da Super Liga, que sofreu resistência de torcedores, jogadores e políticos de vários países, gerou especulações sobre se americanos donos de equipes europeias continuarão interessados em ter times de futebol.
A liga foi inspirada no modelo de negócio utilizado em esportes americanos, de competições com número fechado de participantes. Sem ela, fica a dúvida se os americanos veem algum potencial de maiores retornos com os campeonatos nos formatos atuais.
Paul Marshall, um dos principais nomes do mercado de hedge fund do mundo, e Jim O’Neill, ex-presidente da Goldman Sachs Asset Management e responsável por cunhar o termo a sigla Brics, para representar países emergentes em rápido desenvolvimento econômico, são grandes fãs do Manchester United e já tentaram comprar o clube em 2010.
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Na sexta-feira (23), eles publicaram pedindo que os Glazers vendessem a participação deles no clube pelo preço em que as ações foram vendidas em 2012, na oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), de US$ 14,00. Os papéis fecharam o mais recente pregão em US$ 16,20.
* Com informações da Bloomberg
Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.
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