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Holding de logística desistiu de oferta de ações da divisão de locação de caminhões citando deterioração das condições do mercado por conta da pandemia
A vida é cheia de vai e vem. Num momento queremos uma coisa, mas logo em seguida repensamos e desistimos, seja qual for o motivo – falta de vontade, mudança das condições.
Veja o caso da Simpar (SIMH3). No começo de dezembro, a companhia, que assumiu o lugar da JSL (JSLG3) como holding do grupo de logística, informou que desistiu da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Vamos, locadora de caminhões, máquinas e equipamentos.
Mas na sexta-feira (8) à noite, ela anunciou que avalia a possibilidade de realizar uma oferta pública da Vamos, distribuição primária (quando os recursos vão para o caixa da empresa) e secundária (quando o controlador vende participação) de ações.
A Simpar destacou que o IPO dependerá das condições do mercado e que, como não há definição societária, “não há definição sobre o volume a ser captado, o preço por ação, o cronograma para a sua implementação e demais termos e condições”.
Quando o IPO da Vamos estava sendo estruturado, a previsão era de captar R$ 1,53 bilhão por meio da venda de 36,6 milhões de ações na oferta primária e de 19,4 milhões na oferta secundária.
Mas a deterioração das condições do mercado por conta da pandemia de covid-19 fez a empresa mudar de ideia em relação à abertura do capital da Vamos.
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Quando a Simpar informou que tinha desistido da ideia de abrir o capital da Vamos, ela deixou uma porta aberta para retomar a operação. “A companhia informa aos seus acionistas e ao mercado que continua monitorando o mercado, com vistas à potencial realização da oferta”, dizia trecho do comunicado divulgado na ocasião.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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