Santander supera pandemia e fecha 2020 com resultado acima do esperado
Mesmo com provisão para créditos duvidosos pesando, Santander fecha ano com rentabilidade superior a registrada pelo Itaú

O ano de 2020 prometia ser bem ruim para os bancos, mas o Santander Brasil (SANB11) conseguiu encerrar o ano com lucro acima do esperado pelo mercado, apesar dos efeitos da provisão extraordinária de R$ 3,2 bilhões realizada no segundo trimestre.
A unidade do banco espanhol no país fechou o ano passado com um lucro líquido de R$ 13,8 bilhões, recuo de 5% em relação aos R$ 14,5 bilhões registrados em 2019. A maioria dos analistas esperava um lucro de cerca de R$ 13,6 bilhões.
O principal motivo para a queda foi justamente a provisão extraordinária feita para lidar com os efeitos da pandemia de covid-19. Toda a provisão foi realizada no segundo trimestre, o que fez o lucro do Santander recuar 41% na ocasião.
Não fosse por isso, de acordo com o banco, o resultado de 2020 poderia ter sido um lucro líquido de R$ 15,6 bilhões, alta de 7,3%.
O resultado do quarto trimestre mostrou certa estabilidade em relação ao terceiro trimestre, quando o lucro cresceu em formato de “V”. Nos últimos três meses de 2020, o Santander registrou lucro líquido de R$ 3,9 bilhões, avanço de 1,4%. A mediana das expectativas apontava para lucro de R$ 3,7 bilhões.
Além de acima do esperado, o resultado do Santander também é o melhor do setor até o momento, em termos de rentabilidade. Em 2020, o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) dele alcançou 19,1%, enquanto o Itaú (ITUB4), o primeiro a divulgar o balanço, fechou o ano com 14,5%. Ainda assim, o índice é menor que os 21,3% de 2019.
Leia Também
Provisões e inadimplência
Principal responsável por reduzir o lucro do Santander no ano passado, a provisão para créditos de liquidação duvidosa alcançou R$ 15,7 bilhões em 2020, crescimento de 30,2% ante 2019, por conta da provisão extraordinária feita no segundo trimestre.
Ao contrário de outros bancos, o Santander preferiu concentrar esta provisão no segundo trimestre, o que ajudou no desempenho do terceiro trimestre.
E mesmo realizando provisões significativas para lidar com as possíveis consequências da pandemia, o Santander destacou que o índice de inadimplência acima de 90 dias alcançou 2,1% em 2020, queda de 0,8 ponto percentual (p.p.) ante 2019, alcançando o menor patamar da história.
Margens e receita
O Santander fechou o ano passado com uma margem financeira bruta de R$ 51,1 bilhões, crescimento de 6,6%, atribuindo o desempenho à boa performance da margem de produtos, por maiores volumes, e de mercado.
No quarto trimestre, ela apresentou um recuo de 0,3% ante o terceiro trimestre, para R$ 12,4 bilhões, em função do “menor resultado de operações com mercado sendo parcialmente compensado pela maior receita de margem com clientes”.
As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias totalizaram R$ 18,4 bilhões no acumulado do ano, queda de 1,2%, diante da menor receita vinda de cartões e serviços adquirente.
No quarto trimestre, essas receitas somaram R$ 5,1 bilhões, 8,2% superiores ao terceiro trimestre, como resultado do melhor desempenho de quase todas as linhas de receitas.
Carteira de crédito
Mesmo com a recessão provocada pela pandemia, o Santander viu sua carteira de crédito somar R$ 411,6 bilhões em 2020, aumento de 16,9% em relação ao ano anterior, com todos os segmentos de atuação registrando variação positiva no ano.
O crédito à pessoa física também fechou o ano em alta, atingindo R$ 174,3 bilhões, alta de 12,2% no ano.
“Os produtos que registraram os maiores crescimentos anuais, como crédito imobiliário e consignado, indicam a estratégia de crescer em produtos colateralizados”, diz trecho do relatório com resultados.
Já a carteira de crédito ampliada, que inclui outras operações com risco de crédito (debêntures, FIDC, CRI, notas promissórias, notas promissórias de colocação no exterior, ativos relacionados a atividades de adquirência e avais e fianças), alcançou R$ 512,5 bilhões, alta de 18,5%.
O PREÇO DA “GENEROSIDADE”
Petrobras (PETR4) caminha para um dos maiores dividendos do mundo. A ação ficou cara demais para comprar agora?
23 de setembro de 2026 - 14:25NOVO FILÃO DE CRESCIMENTO
Maior alta do Ibovespa hoje: Magazine Luiza (MGLU3) sobe na bolsa após decisão de agência do governo; entenda o que mexe com a varejista
23 de setembro de 2026 - 13:58GOVERNANÇA CORPORATIVA
O conselheiro é independente mesmo? Indicação pelo controlador é comum; saiba quando ela vira um problema para a empresa
23 de setembro de 2026 - 12:33SOB PRESSÃO
Braskem (BRKM5) vira campo de batalha: MP questiona processo e credores exigem que Petrobras (PETR4) e IG4 paguem parte da conta
23 de setembro de 2026 - 11:35PROVENTOS
Mais de R$ 600 milhões aos acionistas: confira quem tem direito a receber o JCP da Localiza (RENT4)
22 de setembro de 2026 - 19:27TERMÔMETRO DAS ELEIÇÕES
O mercado já escolheu seu cavalo eleitoral? Banco do Brasil (BBAS3) dispara 26% na bolsa, mas a conta não fecha só com as urnas
22 de setembro de 2026 - 17:03UM BOM NEGÓCIO?
Santander quer comprar seu papel SANB11 — mas o que o minoritário ganha ao trocar as ações por BDRs?
22 de setembro de 2026 - 14:16EXPANSÃO
Vale (VALE3) compra 30% da Ligga por R$ 972,36 milhões e prevê expandir capacidade em quatro vezes; qual o plano da mineradora?
22 de setembro de 2026 - 14:01ABRE E FECHA
JBS (JBSS32) fecha capital e J&F quer ser aberta no Brasil: o que muda para o investidor em ações e debêntures na B3
22 de setembro de 2026 - 11:43DE A PARA B
Entre JBS e J&F: o xadrez financeiro dos irmãos Batista na B3
21 de setembro de 2026 - 19:37PREPAREM O BOLSO
Dividendos e JCP: empresas anunciam mais de R$ 600 milhões aos acionistas; saiba quem paga e quando receber
21 de setembro de 2026 - 19:13SINERGIAS
Fusão com a Afya pode turbinar lucro da Yduqs (YDUQ3) e deixar ação mais barata, segundo Itaú BBA; veja o possível prêmio
21 de setembro de 2026 - 17:41A PENEIRA DOS BANCÕES
Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil: BofA escolhe seu favorito na B3 — e deixa uma ação de escanteio
21 de setembro de 2026 - 15:57ALÉM DAS FRONTEIRAS
Petrobras acena com descobertas de gás na Colômbia. Aonde a estatal quer chegar?
21 de setembro de 2026 - 14:04ACESSO AO MERCADO DE CAPITAIS
J&F, dos irmãos Batista, pede registro de companhia aberta na CVM: entenda o plano da gigante para ser mais que uma holding
21 de setembro de 2026 - 11:04MAIS UM PASSO
Braskem (BRKM5) vai deixar a B3? CVM dá sinal verde para OPA. Saiba o que isso significa para os acionistas minoritários da petroquímica
21 de setembro de 2026 - 10:42MARGEM EQUATORIAL
Petrobras (PETR4) e MPF entram em briga pela exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Qual é o impasse?
21 de setembro de 2026 - 10:29ENTREVISTA EXCLUSIVA
Bradesco (BBDC4) está prestes a receber R$ 10 bilhões para crescer, mas não vai acelerar: “Não queremos voo de galinha”, diz CFO
21 de setembro de 2026 - 6:15COMPRA OU VENDER
Vale (VALE3) no olho do furacão? CEO da mineradora abre o jogo; Citi e Itaú BBA dizem o que você deve fazer com a ação
20 de setembro de 2026 - 13:33MERCADO USA A RÉGUA ERRADA?