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A Renault firmou parceria com EDP e WEG para o fornecimento de infraestrutura do novo Zoe, veículo 100% elétrico da montadora francesa
Você pode até não gostar da ideia de ter um carro elétrico. Pode achar que a tecnologia ainda não é boa o suficiente, que a manutenção é cara, que a autonomia é baixa. Mas não há como negar: a tendência ganha cada vez mais espaço — e a Renault, em conjunto com WEG e EDP, acaba de trazer mais uma opção ao mercado brasileiro.
Trata-se do novo Zoe, modelo 100% elétrico da fabricante francesa — e líder de vendas na Europa nesse segmento. E, para a estreia no Brasil, a Renault firmou parcerias para o fornecimento da infraestrutura de recarga. Afinal, de nada adianta ter um veículo elétrico sem uma rede ampla de fornecimento de energia para as baterias.
A EDP — cujas operações no país englobam os serviços de geração, transmissão e distribuição de energia — será responsável por fornecer as estações de recarga produzidas pela WEG, conhecida por seus motores e equipamentos elétricos. A instalação dos equipamentos também ficará por conta da EDP.
Se você não está tão familiarizado com esse universo, vale lembrar que há dois tipos de veículos com esse viés sustentável: os híbridos, que possuem um motor elétrico e um de combustão, e os 100% elétricos. O novo Zoe pertence à segunda categoria e, sendo assim, as estações de recarga são vitais para a viabilidade do projeto.
Além da infraestrutura na casa e nos prédios dos compradores do carro, a parceria entre EDP e WEG também prevê a instalação de 'postos de combustível elétricos': 10 pontos de recarga serão instalados em concessionárias Renault, de modo a ampliar a rede de apoio ao veículo em vias públicas.
Vale lembrar que a WEG tem interesse especial no desenvolvimento do mercado de veículos elétricos no país. A companhia fornece diversos componentes para o caminhão e-Delivery, da Volkswagen — a Ambev já encomendou 1.600 unidades para sua frota. Com o Zoe, a empresa ganhará mais escala na infraestrutura de recarga.
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Batizado de Zoe E-Tech, o carro da Renault será vendido no Brasil em duas versões: Zen, com preço de tabela de R$ 205 mil, e Intense, a partir de R$ 220 mil. O veículo possui bateria de 52 kWh e tem autonomia de 385 quilômetros.
Com a chegada do novo modelo, a montadora francesa tenta ampliar sua presença no mercado de carros híbridos e elétricos no Brasil — um segmento ainda pequeno, mas bastante concorrido. Empresas como JAC, Nissan, Toyota, Chevrolet e Peugeot, entre outras, têm opções à venda por aqui.
No lado da infraestrutura, as estações de recarga da Weg possuem três modelos, com diferentes potências — e, consequentemente, diferentes tempos para o reabastecimento das baterias. No caso do novo Zoe, o prazo para a recarga total varia de uma a três horas, a depender do tipo de estação.
"Essa parceria faz parte da estratégia da WEG em oferecer soluções eficientes, sustentáveis e inteligentes para o segmento de mobilidade elétrica", diz Manfred Peter Johann, diretor superintendente da WEG Automação.
A EDP, por sua vez, tem uma rede com 50 estações próprias de recarga e pretende instalar outros 30 pontos no estado de São Paulo até o fim de 2022. "A mobilidade elétrica é um eixo importante da transição energética que a Companhia quer liderar, por isso buscamos nos aproximar dos principais players do setor para ajudar a fomentar o crescimento deste mercado”, afirma Carlos Andrade, vice-presidente de clientes da EDP no Brasil.
No entanto, enquanto ela olhava para dentro de seu negócio, as concorrentes se movimentavam. Agora, ela precisará correr se quiser se manter como uma competidora relevante no jogo do varejo brasileiro
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