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Silva e Luna reforçou que a empresa é acompanhada por vários órgãos, e que sua equipe tem total conforto e liberdade para gerenciar
Em sua primeira apresentação em Nova York para analistas, durante o Petrobras Day, o presidente da estatal, general Joaquim Silva e Luna, foi logo de saída questionado sobre a governança da Petrobras (PETR4), dividendos e o impacto das eleições de 2022, pergunta repetida algumas vezes durante a apresentação.
Luna reafirmou nesta terça-feira (30) que a empresa é acompanhada por vários órgãos, e que sua equipe tem total conforto e liberdade para gerenciar. Ele disse que a estatal vai entregar o que prometeu aos acionistas na sua nova política de dividendos, e descartou riscos políticos com as eleições no ano que vem.
"Ano de eleição tem pressões em qualquer lugar no mundo. A economia continua refletindo a recuperação da pandemia. Mas não vemos nenhum risco de não entregarmos (dividendos). Pelo contrário, no momento em que atingimos o nível de dívida com um ano de antecedência, assumimos o compromisso com nossos investidores, é uma coisa que temos condições de cumprir", disse Luna.
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou em 24 de novembro a revisão da Política de Remuneração aos Acionistas, que passa a ter mínima anual de US$ 4 bilhões para exercícios em que o preço médio do Brent for superior a US$ 40/bbl. Os proventos poderão ser distribuídos independente do seu nível de endividamento, desde que observados os princípios previstos na política.
Presente no evento, o diretor de Governança e Conformidade, Salvador Dahan, também garantiu aos investidores que a Petrobras hoje é guiada para compartilhar todas as informações, o que dá transparência às suas decisões. Segundo ele, se a empresa tiver que adotar políticas públicas, terá que ser compensada, e não há como garantir 100% de proteção.
"Mas temos um modelo de decisão muito responsável", explicou Dahan. "Rodamos testes de estresse todo o tempo para ver como os controles internos detectam violações nos códigos de conduta", informou.
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O diretor destacou ainda, que a estatal mantém uma política de nomeação rígida para evitar influência política, como já ocorreu no passado.
"Se comparar a política de nomeação da Petrobras com a média do mercado privado, ou mesmo estatais no Brasil, nossos requisitos são altos para evitar relações políticas, relações com partidos políticos, pessoas sem conhecimento", explicou.
A empresa teve três CFOs em menos de três meses. Camille Loyo Faria, ex-Americanas e ex-Oi, durou pouco mais de um mês no cargo, e deu espaço à Vieira, agora substituído por Quintino
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