US$ 68 bilhões em investimentos e metas ESG: veja os planos da Petrobras (PETR4) para os próximos cinco anos
O montante previsto para os investimentos, especialmente na exploração e produção de petróleo e gás natural, cresceu 24% em relação ao plano anterior

O conselho de administração da Petrobras (PETR4) aprovou nesta quarta-feira (24) o Plano Estratégico da estatal para os próximos cinco anos.
O documento, que contém as diretrizes e metas da petroleira entre 2022 e 2026, indica um aumento no volume de investimentos e na preocupação com as práticas ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa, da sigla em inglês).
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“Ampliamos nossa previsão de investimentos para os próximos anos e fazemos isso com extrema responsabilidade e diligência na alocação dos recursos”, declara, em nota, Joaquim Silva e Luna, o presidente da companhia.
A estatal prevê US$ 68 bilhões em investimentos no período, valor 24% superior ao indicado no plano anterior. Do montante total, 84% serão destinados à exploração e produção de petróleo e gás natural.
Dentro da porcentagem, que equivale a US$ 57 bilhões, 67% serão voltados exclusivamente aos ativos do pré-sal. “Esta alocação está aderente ao foco estratégico da companhia, concentrando cada vez mais os seus recursos em ativos em águas profundas e ultraprofundas, onde tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos”, explica o documento.
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A empresa espera que a produção do pré-sal represente 79% do total até 2026. A meta de produção global para 2022, incluindo petróleo e gás natural, é de 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia.
Dívida bruta sob controle e desinvestimentos menores
A métrica de dívida bruta não está mais presente no plano estratégico. Isso porque a Petrobras já bateu antecipadamente a meta de US$ 60 bilhões durante o terceiro trimestre deste ano.
Mas, mesmo sem a métrica, o controle da dívida bruta ainda é uma preocupação. Para seguir com “os incentivos para uma boa gestão da alavancagem”, a estatal espera manter o indicador abaixo dos US$ 65 bilhões no quinquênio.
A petroleira também indicou a manutenção da política de gestão ativa de portfólio, que inclui a venda de ativos. Segundo a empresa, a estratégia “contribuirá para melhorar a eficiência operacional, o retorno sobre o capital e a geração de caixa necessária para manter a dívida em patamar adequado”.
A expectativa de ganho com os desinvestimentos, no entanto, caiu e está agora entre US$ 15 bilhões e US$ 25 bilhões, contra os US$ 25 bilhões a US$ 35 bilhões estabelecidos no plano anterior.
Foco ESG
Além das metas tradicionais, a Petrobras também dedicou boa parte do documento para destacar suas iniciativas voltadas ao meio ambiente.
O CAPEX - sigla em inglês que indica o quanto do capital está comprometido com a aquisição de bens - do período reserva US$ 1,8 bilhão para projetos ligados à descarbonização das operações.
A petroleira quer reduzir as emissões absolutas operacionais totais em 25% até 2030, cortar em 50% a captação de água doce em suas operações até 2030 e manter um crescimento zero na geração de resíduos de processo até 2025.
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