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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Combate à pandemia

Vacina para as finanças: Pfizer (PFIZ34) mais que dobra a receita e o lucro no terceiro trimestre

A Pfizer (PFIZ34) teve um trimestre de forte crescimento, sustentada pelas vendas da vacina contra a Covid-19 no mundo

Victor Aguiar
Victor Aguiar
2 de novembro de 2021
11:40 - atualizado às 10:25
Imagem mostrando frascos da vacina da Pfizer (PFIZ34) contra a Covid-19
Imagem: Shutterstock

A farmacêutica Pfizer (PFIZ34), uma das principais fabricantes globais de vacinas contra a Covid-19, está colhendo os frutos da adoção ampla de seus imunizantes no combate à pandemia. A empresa fechou o trimestre com um lucro líquido de US$ 7,7 bilhões, mais que o dobro do contabilizado há um ano, quando os ganhos foram de US$ 3,3 bilhões.

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"Estamos orgulhosos de nosso desempenho financeiro, mas estamos ainda mais felizes com o que esses números representam em termos de impacto positivo para as vidas humanas ao redor do mundo", disse Albert Bourla, CEO da Pfizer, em mensagem aos acionistas. "Por exemplo, mais de 75% das receitas que tivemos com as vacinas no trimestre vieram do fornecimento a outros países que não sejam os EUA".

A linha que melhor mostra a importância da vacina desenvolvida em parceria com a BioNTech é a da receita líquida: as vendas totais da Pfizer saltaram 134% em um ano, para US$ 24,1 bilhões no trimestre; desse montante, US$ 14,6 bilhões — ou pouco mais de 60% — vieram dos imunizantes contra a Covid-19.

Outras divisões da Pfizer também tiveram um desempenho positivo entre julho e setembro de 2021. A área de oncologia, por exemplo, gerou US$ 3,1 bilhões em receita, um crescimento de 12% na mesma base de comparação, enquanto o braço hospitalar se expandiu em 31%, a US$ 2,4 bilhões. A única unidade que recuou no trimestre foi a de inflamação e imunologia, com R$ 1,1 bilhão em receita (-7%).

Pfizer (PFIZ34): metas, ações e BDRs

A farmacêutica também informou que segue com a meta de entregar ao menos dois bilhões de doses de vacina a países pobres e em desenvolvimento até o fim de 2022 — um bilhão ainda neste ano, com a possibilidade de aumentar a remessa caso esses países façam mais encomendas pelos imunizantes.

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O lucro por ação (LPA) da Pfizer ficou em US$ 1,34, bem acima dos US$ 0,59 contabilizados há um ano — uma cifra que surpreendeu positivamente os analistas. Como resultado, as ações da empresa (PFE) operam em alta de 2,31% nos EUA, cotadas a US$ 44,64.

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"Nossa meta final é ajudar a encerrar essa pandemia o mais rápido possível, mas também aplicar as lições que aprendemos ao longo de nosso trabalho com a vacina para todas as nossas áreas terapêuticas", escreveu Bourla. "Estamos ansiosos para dar mais atualizações nesses esforços".

O bom desempenho da Pfizer no trimestre fez com que a empresa atualizasse suas projeções financeiras para 2021: a empresa, que projetava receitas entre US$ 78 bilhões e US$ 80 bilhões no ano, agora estima cifras entre US$ 81 bilhões e US$ 82 bilhões — o que indica que a farmacêutica prevê um fim de ano igualmente forte.

O lucro por ação projetado para o ano agora gira na faixa de US$ 4,13 a US$ 4,18; nos primeiros nove meses de 2021, o LPA da Pfizer é de US$ 3,35.

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Na B3, os BDRs da companhia (PFIZ34) fecharam o pregão da última segunda-feira (1) em leve alta de 0,45%, a R$ 62,13; desde o começo do ano, os ativos acumulam ganhos de 32,5%.

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