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Os ativos foram vendidos à Carmo Energy, dando continuidade à estratégia da Petrobras (PETR4 e PETR3) de sair da produção terrestre
A Petrobras (PETR4 e PETR3) deu mais um passo em seu programa de desinvestimentos: há pouco, a estatal informou a venda de suas participações em 11 concessões de campos terrestres no estado de Sergipe, por US$ 1,1 bilhão — o que equivale a cerca de R$ 6,2 bilhões, pelo câmbio atual.
Os ativos estão localizados no Polo Carmópolis, que engloba diversos municípios sergipanos; os campos já contam com infraestrutura de processamento, escoamento, armazenamento e transporte. De janeiro a novembro de 2021, a área teve produção média diária de 7,6 mil barris de óleo e de 43 mil metros cúbicos de gás.
A operação será fechada em três parcelas: a Petrobras receberá, de imediato, US$ 275 milhões da Carmo Energy, a compradora dos ativos; outros US$ 550 milhões serão enviados no fechamento. Os US$ 275 milhões restantes serão pagos 12 meses após a conclusão da venda.
A estratégia da Petrobras é amplamente conhecida pelo mercado: a estatal pretende ser uma produtora e exploradora de petróleo em águas profundas, com destaque para a região do pré-sal. Dito isso, as participações da empresa em campos terrestres e ativos de refino estão sendo colocadas à venda ao longo dos últimos anos.
A ideia é especializar a empresa na atividade em que ela tem grande eficiência operacional e expertise elevada; em paralelo, a venda dos ativos não-centrais contribui para a queda do endividamento da companhia e redução de seus níveis de alavancagem.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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