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Com a execução dos lotes adicional e suplementar das ações classes A e B – que não serão vendidas -, o Nubank pode chegar ao mercado valendo mais de US$ 50 bilhões
A contagem regressiva já pode começar. Uma das ofertas de ações mais aguardadas dos últimos anos já tem data para acontecer — e deve pintar Wall Street e a B3 de roxo.
O banco digital Nubank, dono do cartão roxinho que virou febre, apresentou nesta segunda-feira (01) o seu prospecto preliminar para a oferta de ações, que ocorrerá na Bolsa de Nova York (Nyse). O investidor brasileiro, no entanto, não ficará de fora dessa. A companhia negociará os seus recibos de ações (Brazilian Depositary Receipts ou BDRs) na bolsa brasileira, e a estreia será simultânea.
Com mais de 40 milhões de clientes e presença no Brasil, México e Colômbia, a fintech que revolucionou o mundo dos bancos digitais pode se tornar o banco mais valioso da América Latina após a oferta.
A empresa pode movimentar mais de R$ 23 bilhões caso a oferta saia no topo da faixa indicativa, que vai de US$ 10 a US$ 11. As ações negociadas serão as de classe A, que dão ao seu titular o direito a um voto nas assembleias.
As ações classe B, que dão direito a 20 votos, não farão parte da oferta, ou seja, não haverá mudanças no atual bloco de controle do banco digital, que seguirá com David Vélez.
No caso dos BDRs, o direito a voto será exercido pela instituição depositária. Segundo o prospecto, será possível registrar pedidos de investimento a partir de R$ 30, com limite de R$ 300 mil. Enquanto na B3 o código será NUBR33, na Nyse as ações serão negociadas como NU.
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Com a execução dos lotes adicional e suplementar das ações classes A e B - que não serão vendidas -, o Nubank pode chegar ao mercado valendo mais de US$ 50 bilhões. O número é mais modesto do que os US$ 100 bilhões inicialmente almejados, mas é superior ao valor de mercado de grandes bancos brasileiros. O Itaú Unibanco, atual líder, tem valor de mercado estimado em US$ 30,44 bilhões.
A cifra gorda impulsiona os papéis de outros bancos digitais, como os do Inter, que sobem mais de 10% nesta sessão pré-feriado. O Inter também tem planos de fazer uma listagem em Nova York já no próximo ano.
O dinheiro captado pelo Nubank terá quatro destinos principais: capital de giro, despesas operacionais, despesas de capital e investimentos e potenciais aquisições, com cerca de 25% do total destinado para cada operação.
Aliás, antes de continuar, vale falar também do serviço da fintech. O Nubank é o banco com o menor número de queixas no Banco Central, segundo um levantamento da própria autoridade monetária. Apresentamos essa análise no nosso Instagram, caso queira conferir.
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O banco digital trouxe outra novidade em seu prospecto: a criação de um programa que distribuirá BDRs para os clientes do banco.
Serão destinados entre R$ 180 milhões e R$ 225 milhões para a compra de BDRs. Para participar, os investidores devem se inscrever até o dia 9 de novembro e ter sido um cliente ativo nos últimos 30 dias.
Esse é oficialmente apenas o primeiro passo da companhia para uma abertura de capital de sucesso.
A partir do dia 8 de novembro, a companhia começará a apresentar a companhia para eventuais investidores. A precificação das ações será feita no dia 8 de dezembro, com a estreia no dia 9.
Os coordenadores globais da oferta são Morgan Stanley, Goldman Sachs e Citi, e os coordenadores conjuntos são HSBC, UBS BB e Safra. A Nu Invest coordenará a oferta de BDRs.
Robson Amorim, Felipe Silva, Felipe Tiozo e Luan Cavallaro se conheceram quando ainda eram crianças e,, impulsionados pela necessidade de aprender inglês, criaram o BeConfident.
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