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Empresas, que recentemente estrearam na bolsa, devem apresentar um forte aumento do volume de vendas pelo critério GMV, segundo a XP Investimentos
Empresas com forte pegada digital serão novamente o destaque entre as varejistas na temporada de balanços do primeiro trimestre — reforçando a tendência do consumo online, fortalecida com a pandemia.
No segmento digital, os melhores resultados devem partir de Magazine Luiza, Westwing e Enjoei, disse a XP Investimentos em relatório recente.
A Magalu é velha conhecida dos investidores e o avanço da empresa no digital é dado como certo. Mas as outras duas companhias estrearam na bolsa há menos de seis meses — parte do mercado ainda tenta identificar se as iniciativas serão bem-sucedidas.
A XP coloca as três no mesmo balaio porque avalia que as companhias registrarão um forte crescimento do GMV, a métrica de volume de vendas cara ao varejo.
O desempenho seria um reflexo das novas estratégias comerciais, principalmente relacionadas a políticas de frete grátis e taxas de comissão mais baixas, avaliam os analistas da casa.
A XP espera que o Magazine Luiza registre um lucro líquido de R$ 39 milhões, em uma queda anual de 23%. Porém, a varejista teria alta de 60% do GMV total na comparação com o mesmo período do ano passado, dizem os analistas.
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O resultado seria uma consequência principalmente do avanço de 111% do GMV online projetado pela corretora. A XP diz que o Magazine Luiza apresentará o maior volume de vendas em relação aos pares — são parte da concorrência companhias como Via Varejo e B2W.
O banco avalia que o e-commerce da empresa permaneceu "resiliente" no início do ano. A venda direta da plataforma da companhia (1p) deve registrar alta de 110%, enquanto a operação de terceiros (3p) avançaria 115% na base anual, dizem os analistas.
"Quanto às lojas físicas, apesar do cenário desafiador principalmente no mês de março, estimamos receitas estáveis na base anual e uma queda de 3,2% de vendas mesmas lojas".
A margem bruta deve registrar queda de 1,5 pontos percentuais, em um reflexo da maior representatividade do canal online, o que contribuirá para uma pressão de 180bps na margem Ebitda, diz a XP.
Apesar da avaliação positiva em relação ao Magazine Luiza, a XP já não recomenda a compra das ações da varejista (MGLU3), que subiram 75% no último ano.
Para a corretora, os investidores deveriam comprar os papéis da Westwing (WEST3) — que podem chegar a R$ 17, ante os atuais R$ 9, diz — e os da Enjoei (ENJU3), que têm preço-alvo de R$ 15 — hoje são negociados a R$ 13.
Ambas estrearam recentemente na bolsa brasileira, em uma leva de IPOs (ofertas públicas de ações) de empresas digitais. A Westwing atua como clube de compras online para móveis e a Enjoei é um brechó online.
A XP espera que a Westwing registre um crescimento de 92% anual do GMV e de 79% de receita líquida, na comparação com o mesmo período do ano passado.
"As categorias lifestyle devem continuar contribuindo para o aumento da recorrência de compra na plataforma, enquanto o aumento das restrições podem ter beneficiado a empresa, que surge como uma alternativa para as compras em shoppings", dizem os analistas.
O grupo fala em uma melhora de margem bruta na comparação trimestral, mas uma queda de 2 p.p na base anual, devido a um "ambiente mais promocional".
O Ebitda seria negativo de R$4 milhões e a empresa teria um prejuízo líquido de R$ 41 milhões, impactada por despesas não recorrentes relacionadas ao IPO.
Para a Enjoei a estimativa da XP é de uma receita líquida de R$ 27 milhões, que representaria uma alta de 72%. Em termos de rentabilidade, a expectativa é de que a margem bruta caia 7,8 pontos percentuais sobre o trimestre anterior, reflexo da expansão da política de frete grátis.
O Ebitda seria negativo de R$ 5 milhões, com um lucro líquido próximo ao equilíbrio (breakeven).
A Enjoei já reportou fortes dados preliminares do primeiro trimestre, com um GMV de R$ 172 milhões — alta anual de 104%. A XP destaca o trimestre "desafiador, especialmente para a categoria de vestuário".
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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