Jalles Machado sobe quase 10%, enquanto Focus Energia recua 13% em estreia na B3
IPOs da Jalles Machado e da Focus Energia saem com os preços por ação abaixo da faixa indicativa de valores

Mais duas empresas estrearam na B3 nesta segunda-feira (8), mas cada uma foi para direções opostas.
Quem está subindo no primeiro dia de bolsa é a Jalles Machado, empresa de Goianésia, Goiás, e que atua na produção de açúcar e etanol. Com o símbolo “JALL3”, as ações registraram alta de 8,92%, fechando a R$ 9,04, depois de terem chegado a subir mais de 10%, mais cedo.
A empresa captou um total de R$ 741,5 milhões em sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), após precificar os papéis em R$ 8,30 a unidade. O valor ficou abaixo da faixa indicativa de preços estabelecida pelos coordenadores da oferta – XP Investimentos, BTG Pactual, Citigroup e Santander –, que variou de R$ 10,35 a R$ 12,95.
Com capacidade de moagem de 5,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra, a Jalles Machado informou que é a maior produtora e exportadora brasileira de açúcar orgânico em escala mundial.
No mercado local, a empresa possui a produção e comercialização de saneantes (álcool em gel, álcool para limpeza e álcool industrial) por meio da sua marca própria Itajá e Allgel.
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A Jalles Machado pretende utilizar os recursos arrecadados na oferta primária (quando o dinheiro vai para o caixa da companhia) para investimento no aumento da produção de cana-de-açúcar, para fins de matéria-prima, e investimentos em suas plantas industriais já existentes, visando aumentar a capacidade de processamento, além de visar a aquisição uma terceira unidade industrial.
Em queda
Já a Focus Energia (POWE3) não teve a estreia que gostaria. As ações da plataforma integrada de negócios em energia elétrica fecharam em baixa de 13,15%, a R$ 15,65.
A empresa, que atua nas áreas de comercialização de energia, prestação de serviços em energia para geradores e consumidores livres e geração de energia, arrecadou R$ 765 milhões com a listagem de suas ações no mercado. A ação saiu a R$ 18,02, abaixo da faixa indicativa, que ia de R$ 21,20 a R$ 28,60. O IPO foi coordenado por Morgan Stanley, Santander, Citi e UBS.
A empresa pretende destinar os recursos levantados na oferta primária para investimento em projetos de geração de energia para comercialização e outras despesas gerais de propósitos corporativos, inclusive para reforço da estrutura de capital e aumento de liquidez da companhia.
Em 2019, a Focus Energia registrou um lucro líquido de R$ 94,1 milhões, um recuo de 14,5% ante 2018, com a receita de R$ 1,4 bilhão, queda de 33,6%, e Ebitda de R$ 132,4 milhões, baixa de 13%.
Com a realização de seu IPO, a Focus Energia passa a ser a 170ª empresa listada no Novo Mercado, segmento com os mais elevados padrões de governança corporativa.
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