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Ivan Ryngelblum

Ivan Ryngelblum

Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.

pandemia implacável

Gol mantém recuperação em dezembro, mas fecha 2020 com números negativos

Demanda fecha ano com queda de 52%, enquanto oferta de voos recua 51%, apesar de retomada vista a partir do segundo semestre

Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
6 de janeiro de 2021
9:20 - atualizado às 18:38
Gol Linhas Aéreas - Imagem: Shutterstock

A Gol (GOLL4), junto com outras companhias aéreas no Brasil e no mundo, enfrentou uma situação muito difícil em 2020. A pandemia de covid-19 paralisou suas atividades no começo do ano, tendo um impacto significativo em suas finanças.

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A partir do segundo semestre, ela começou a apresentar retomada das atividades, a ponto de se sentir confiante para reabrir bases e voltar a voar em algumas rotas. Ainda assim, as operações permaneceram muito aquém do histórico, fazendo com que a empresa fechasse o ano com saldo negativo.

Dados divulgados nesta quarta-feira (6) mostram que a Gol encerrou 2020 com queda de 52% na demanda total por voos e recuo de 51% na oferta, o que resultou em uma contração de 1,9 ponto percentual (p.p.) da taxa de ocupação das aeronaves, que alcançou 80%.

Em dezembro, quando novamente só operou voos domésticos, a demanda cresceu 33% sobre novembro e a oferta aumentou 38%. A taxa de ocupação foi de 81%, abaixo dos 84,5% apurados no mês anterior.

No mês passado, a Gol operou uma média de 476 voos por dia, acima dos 369 voos registrados em novembro. Ela também reabriu três bases (Jericoacoara, Caldas Novas e Cabo Frio) e adicionou 2.052 operações nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas (São Paulo), Santos Dumont e Galeão (Rio de Janeiro), Brasília, Fortaleza e Salvador.

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Situação financeira

No começo de dezembro, a Gol divulgou que a retomada da demanda permitiu que ela apresentasse um fluxo de caixa positivo antes do planejado, a primeira vez desde o início da pandemia de covid-19.

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Ela registrou uma geração líquida de R$ 3 milhões ao dia em novembro, valor que considera o pagamento integral de suas obrigações com dívidas e despesas financeiras. Anteriormente, ela projetava um consumo de caixa do mesmo montante.

Para dezembro, levando em conta as receitas estimadas e uma certa manutenção das condições, a expectativa da Gol era de uma geração líquida de caixa da ordem de R$ 3 milhões ao dia. A nota divulgada hoje não traz informações sobre o tema.

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