Energisa (ENGI11) quer levantar R$ 1,3 bilhão em debêntures; veja condições
Recursos captados na emissão da primeira e segunda séries serão destinados ao financiamento futuro dos projetos de investimento em infraestrutura de distribuição e transmissão de energia elétrica

A Energisa (ENGI11) aprovou em conselho a 15ª emissão de debêntures, em até quatro séries, no valor de até R$ 1,330 bilhão. Os títulos serão objeto de distribuição pública, com esforços restritos de colocação e prazos de vencimento de 10, 15, 5 e 7 anos, respectivamente da primeira, segunda, terceira e quarta séries.
Serão 1,330 milhões de debêntures, com valor de R$ 1 mil cada, sendo que necessariamente 330.000 deverão ser alocadas na primeira série e/ou na segunda série e necessariamente 1 milhão deverão ser alocadas na terceira série e/ou na quarta série.
A Energisa destaca que as debêntures da primeira e segunda séries poderão não ser emitidas, caso a demanda seja inferior a R$ 50 milhões.
Os papéis terão atualização monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e remuneração pelo maior valor entre Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2030 mais 0,65% ao ano ou 5,13% no caso da primeira série.
Para a segunda série, será usado o maior valor entre o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 mais 0,70% ao ano ou 5,20% ao ano.
A terceira série terá remuneração de 100% da taxa DI mais 1,64% ao ano e, por fim, a remuneração da quarta série será de 100% da taxa DI mais 1,80% ao ano. Os pagamentos de todas as séries serão semestrais, segundo a Energisa.
Leia Também
Os recursos captados na emissão da primeira e segunda séries serão destinados ao financiamento futuro dos projetos de investimento em infraestrutura de distribuição e transmissão de energia elétrica e serão transferidos para as geradoras controladas da Energisa na Paraíba, em Sergipe, em Rondônia e no Tocantins e na transmissora do Amazonas.
Já a totalidade dos recursos da terceira e quarta séries serão destinados à gestão ordinária dos negócios da companhia. A emissão se enquadra nas regras de projetos de infraestrutura considerados prioritários.
Leia também:
- Sabesp sobe forte após sinal verde para análise de uma possível reestruturação — e o mercado antecipa o andamento da privatização
- IRB ON (IRBR3) está barata? É hora de comprar? Para o Credit Suisse, a resposta é não
Energisa (ENGI11): lucro em alta
No balanço mais recente, do segundo trimestre, a Energisa (ENGI11) a reportou lucro líquido consolidado de R$ 749 milhões, revertendo prejuízo de R$ 88 milhões no mesmo período do ano passado.
Além do efeito de forte recuperação nas vendas, a empresa foi beneficiada por R$ 142 milhões referentes à Marcação a Mercado de Derivativos, sem efeito caixa, sendo R$ 72,8 milhões de impacto negativo referente ao bônus de subscrição atrelado à 7ª emissão.
Também se deve considerar o impacto positivo de R$ 214,8 milhões referente à opção de compra pela companhia da participação de minoritários da Energisa Participações Minoritárias.
Segundo a Energisa (ENGI11), no acumulado do semestre foi apurado salto de 228,6% no lucro, para R$ 1,622 bilhão. No período, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu 90,5% na base anual, para R$ 1,385 bilhão.
O Ebtida ajustado atingiu R$ 1,497 bilhão, valor 86,8% maior na mesma base de comparação. No acumulado do semestre, o Ebitda atingiu R$ 2,922 bilhões, aumento de 68,8%.
A receita líquida da Energisa (ENGI11) totalizou R$ 8,622 bilhões no trimestre, alta de 31,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida, sem recebimento de construção, teve alta de 36,7% no período na mesma base de comparação, para R$ 5,294 bilhões.
No segundo trimestre, os investimentos da empresa subiram 35,4% ante o mesmo intervalo de 2020, para R$ 909,2 milhões. Em junho, a dívida líquida consolidada da Energisa era de R$ 13,906 bilhões, contra R$ 14,220 bilhões em março.
*Com informações de Estadão Conteúdo
BALANÇO
Lucro do Bradesco (BBDC4) sobe 14% no 3T26, a R$ 7,1 bilhões; calotes podem frear a virada?
22 de outubro de 2026 - 18:07NEGÓCIO EM ANDAMENTO
CSN (CSNA3): Agora vai? Venda da CSN Cimentos deve sair nas próximas 2 semanas, mas sem exclusividade, diz jornal
22 de outubro de 2026 - 17:58O QUE PESOU NO 3T26?
A conta chegou para a WEG (WEGE3): custos e tarifas dos EUA pressionam margens; veja o que diz a empresa
22 de outubro de 2026 - 17:18ALTA DE 22% EM DÓLAR
Petrobras (PETR4) supera gigantes globais e emplaca a maior valorização do setor em outubro. Além do petróleo, o que está por trás?
22 de outubro de 2026 - 16:42O QUE DIZEM OS ANALISTAS?
JBS (JBSS32): balanço do 3T26 deve ser fraco, mas bancos veem espaço para alta de até 41% nas ações
22 de outubro de 2026 - 14:22PÉ NO FREIO
Viagem tranquila da Motiva (MOTV3) ficou para trás: Citi corta recomendação para neutra e sobe preço-alvo; ação cai 2%
22 de outubro de 2026 - 13:31BEM RECEBIDO
Sinistralidade sobe, mas lucro fala mais alto: por que o balanço da Bradsaúde (SAUD3) agradou o mercado
22 de outubro de 2026 - 13:03NOVO CAPÍTULO
Outra reestruturação no radar? Credores pedem Chapter 11 involuntário de subsidiária da Braskem (BRKM5) nos EUA
22 de outubro de 2026 - 12:29IA CHINESA
IPO vem aí? DeepSeek capta US$ 15 bilhões em nova rodada de financiamento antes de abrir capital em Xangai
22 de outubro de 2026 - 12:00REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) tenta ganhar fôlego com aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões; veja o que muda para acionistas
21 de outubro de 2026 - 20:42BALANÇO DO 3T26
Bradsaúde (SAUD3): lucro sobe 14,4% e dividendos chegam a R$ 1 bilhão, mas ‘dor de cabeça’ volta a atacar
21 de outubro de 2026 - 18:34TEM MAIS POR VIR
A festa ainda não acabou: B3 (B3SA3) pode subir mais 27% e pagar bons dividendos, diz Santander
21 de outubro de 2026 - 16:23VISÃO DE GESTORES
“Parece que não pode ver um real sobrando”: por que acordo com o Einstein reacende dúvidas sobre uso do caixa da Ânima (ANIM3)
21 de outubro de 2026 - 14:45BALANÇO DECEPCIONOU?
WEG (WEGE3) cai mais de 7% com balanço pressionado por dólar e tarifas; exagero ou sinal de alerta?
21 de outubro de 2026 - 14:19FORA DO AR
Bons resultados da Netflix (NFLX) vêm de ‘ajuste de última hora’, e futuro preocupa, diz analista; veja os números
21 de outubro de 2026 - 14:07OPORTUNIDADE OU ARMADILHA
O pior já passou? Bradsaúde (SAUD3) encara custos maiores e lucro pressionado no 3T26. É hora de fugir ou comprar?
21 de outubro de 2026 - 11:13PRÉVIA DO BALANÇO
Bradesco (BBDC4) chega ao balanço com quase R$ 10 bilhões a mais no caixa, mas ainda precisa convencer que a virada veio para ficar
21 de outubro de 2026 - 6:13DE OLHO NA SELIC
Vamos (VAMO3) já subiu 106% no ano com a ajuda do trade eleitoral. Ainda há espaço para ganhar mais?
20 de outubro de 2026 - 18:45PÁGINA VIRADA
Americanas (AMER3) vira a página da recuperação judicial, mira nova fase e dispara 25% na B3; o que esperar da varejista?
20 de outubro de 2026 - 17:23NEGÓCIO DA CHINA?