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Não é brincadeira: LSD, MDMA, e outras drogas são usadas de maneira controlada para tratar vícios, transtorno de déficit de atenção (ADHD), depressão e ansiedade
Você certamente já ouviu falar da morfina, um poderoso analgésico usado para tratar dores insuportáveis. Mas da mesma papoula que é extraída a morfina, também sai a heroína, a droga mais viciante e perigosa do mundo. Mesma planta, substâncias diferentes.
Se eu disser que uma farmacêutica está usando morfina para o tratamento de pacientes, talvez não gerasse nenhum estranhamento. É natural que uma farmácia use remédios.
Já se ela estiver oferecendo heroína aos seus clientes, é caso de polícia.
A história da medicina é marcada por essas transformações. De uso medicinal para a ilegalidade, como foi o caso da cocaína e diversas outras substâncias.
Mas pesquisas recentes indicam que algumas delas podem ser usadas como tratamento terapêutico para algumas doenças.
A empresa MindMed (MNMD), especializada em biotecnologia, abriu capital na Nasdaq na terça-feira. O fato mais curioso é o modelo de negócios da empresa. “Biotecnologia” é um nome sofisticado para os tratamentos com drogas psicoativas que a MindMed faz.
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LSD, MDMA, e outras drogas são usadas de maneira controlada para tratar vícios, transtorno de déficit de atenção (ADHD) em adultos, depressão e ansiedade. A MindMed acredita em um tratamento diferenciado para esse tipo de transtorno, cada vez mais comuns nos dias de hoje.
De acordo com um levantamento feito pela própria empresa, as estatísticas do setor são promissoras. Em todo o mundo são gastos, por ano, cerca de:
A MindMed afirma que quer entrar nesse mercado como uma alternativa aos tratamentos tradicionais.
Entretanto, no jogo de empresas com capital aberto não existe espaço para erros ou mau comportamento. Nos primeiros dias de negociações, os papéis MNMD caíram cerca de 30%, sendo cotados a US$ 2,13.
As ações que começaram valendo US$ 2,89 chegaram a valer US$ 4,69, segundo o Market Watch. Por volta das 11h40 de hoje, estavam na casa dos US$ 4,00.
O co-fundador e co-CEO da MindMed, JR Rahn, já deu entrevista para a Forbes, afirmando que o mercado se concentra na medicina clínica para o tratamento dessas doenças.
“Não vamos esquecer que nós, como indústria e como empresa, listamos substâncias psicodélicas no Nasdaq. Isso por si só, para mim, é uma conquista. Vai além de tirar o estigma das substâncias com as quais estamos trabalhando”, afirmou ele.
“Se podemos resolver a depressão, ansiedade, ADHD, realmente importa qual é a substância? Não deveríamos estar mais focados no resultado e no benefício para a sociedade? ” Rahn disse, em outra entrevista.
A MindMed já apareceu no Reddit, o mesmo site que movimentou as “sardinhas” na bolsa com as ações da GameStop.
Alguns analistas afirmam que o mesmo efeito pode se repetir. Para outros… Isso é pura viagem.
*Com informações da The Hustle
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