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Segundo o site “O Antagonista”, líderes do PP tentam articular parceria com farmacêutica chinesa para acelerar vacinação
O nome da Blau Farmacêutica ganhou destaque no noticiário desta quarta-feira (17) não apenas pelo fato de ter apresentado ontem o prospecto de sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), mas também por informações de um suposto lobby para que ela produza o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para a vacina contra a covid-19.
Segundo apurou o site “O Antagonista”, líderes do Partido Progressista (PP), como o presidente da agremiação, Ciro Nogueira, e Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, entraram em contato com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, insistindo numa parceria entre a farmacêutica chinesa Sinopharm, que desenvolveu uma vacina contra o novo coronavírus, e a Blau, para acelerar o processo de imunização da população.
Em carta ao embaixador, divulgada pelo site, outro líder do PP, Fausto Pinato, sugeriu uma “parceria comercial entre as empresas China National Pharmaceutical Group Corporation (Sinopharm) e Blau Farmacêutica S/A, a qual entendo ser a melhor opção para atender ao Ministério da Saúde, para que este possa cumprir com êxito e com maior brevidade possível o processo de vacinação da população brasileira”.
O prospecto da Blau não faz referência a possíveis conversas sobre uma parceria com a Sinopharm para a produção de IFA para vacina contra a covid-19.
Procurada pelo Seu Dinheiro, a empresa não enviou um posicionamento até a publicação dessa nota, mas o espaço está aberto para a sua manifestação.
A Blau concluiu em fevereiro, em seu complexo industrial na cidade de Cotia, em São Paulo, a construção de uma fábrica com duas linhas produtivas de IFAs biotecnológicos.
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A unidade, que conta com certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), visa fornecer insumos produtivos de biossimilares para a produção de seus medicamentos, mas ela tem flexibilidade de produzir vacinas a partir de vírus inativado. Em seu site, a Blau informou que foram investidos R$ 200 milhões no projeto.
“A ação visa o processo de verticalização, bem como a mitigação dos riscos de um possível desabastecimento de insumos estratégicos e, ao mesmo tempo, amplia a abrangência geográfica e a rentabilidade do nosso negócio”, diz trecho do prospecto. “A companhia espera que sua independência para a obtenção desses insumos assegure o lançamento de seus medicamentos globalmente, posicionando-a como um player relevante deste segmento.”
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