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Empresa passou ao mesmo tempo pela quase paralisação da demanda por viagens durante a pandemia e pela descoberta de fraudes contábeis
Muitos setores e empresas enfrentam problemas desde o início da pandemia no Brasil, em março de 2020. O segmento de turismo está certamente dentro desta lista.
Entre as empresas listadas em Bolsa, é possível dizer que a CVC (CVCB3) ficou entre as mais atingidas. Em parte porque mesmo antes da paralisação abrupta das viagens provocada pela covid-19, a companhia já vinha lidando com uma fraude contábil superior a R$ 360 milhões, segundo apurações internas.
Depois desta “tempestade perfeita”, a CVC recorre aos seus próprios acionistas para levantar recursos e se recuperar. Foi aprovado um aumento de capital de até R$ 480 milhões, com emissão de novas ações.
Segundo a CVC, os recursos serão utilizados para pagar debêntures, e também para investimentos em “iniciativas estratégias”.
O preço unitário destes novos papéis é de R$ 19,12, valor que representa um desconto importante, de 32%, em relação à cotação de fechamento de ontem, 21, a R$ 28,21.
Quem for acionista da CVC até a próxima quinta-feira, 24, vai poder participar do aumento de capital, comprando até 0,1247 nova ação para cada uma que tiver. A partir do dia 25, os papéis da companhia passam a ser negociados ex-direitos.
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E a partir do dia 25, começa o período para exercício de preferência pelos atuais acionistas, que vai até 26 de julho. Depois desta data, eventuais sobras poderão ser inclusive vendidas no mercado.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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