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de volta ao jogo

Construtora Viver (VIVR3), que subiu mais de 150% no último ano, deixa recuperação judicial

Companhia quitou 98% da dívida habilitada perante o processo de recuperação judicial, que estava em vigor desde 2016

Beira Mar Condomínio Clube, em Paulista (PE), construído pela Viver (VIVR3), que saiu de recuperação judicial
Conjunto de edifícios - Imagem: Viver / Divulgação

A construtora Viver, cuja ações (VIVR3) subiram pouco mais de 150% nos últimos 12 meses, deixou o processo de recuperação judicial. A ação da companhia fechou esta segunda-feira (2) em alta de 15%, a R$ 4.

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A sentença que dá fim ao processo é do juiz da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível da Comarca da Capital de São Paulo, sob nº 1103236-83.2016.8.26.0100.

O período de recuperação judicial representou a fase de reestruturação financeira da Viver. A construtora converteu dívidas habilitadas no âmbito do processo em capital e, consequente, pagou seus credores.

"Por meio dessas capitalizações, a companhia sucedeu na quitação de 98% da dívida habilitada perante o processo de recuperação judicial", disse a empresa em comunicado.

A recuperação judicial cumpriu com o objetivo de preservar a continuidade das atividades do Grupo Viver e sua função social, preservar os interesses e direitos de seus clientes, fornecedores, credores, colaboradores e acionistas, além de proteger a situação financeira da empresa.

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"Os valores remanescentes, assim como todos os créditos ilíquidos, cujo fato gerador seja anterior ao pedido da recuperação judicial, continuam sujeitos aos efeitos do plano, ainda que tais débitos venham a ser liquidados após o encerramento do processo", disse a empresa.

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"A companhia entende que este é o momento de crescer e se fortalecer visando uma estrutura cada vez mais sólida, retomando os lançamentos imobiliários cautelosamente".

Viver (VIVR3), em comunicado

Viver (VIVR3): em recuperação desde 2016

Em setembro de 2016, quando começou a recuperação judicial da Viver, havia um passivo de quase R$ 1 bilhão a ser reestruturado. De lá para cá, foram feitas cinco etapas de capitalização da companhia, que segue operando em ritmo lento.

No primeiro trimestre, a empresa vendeu apenas 41 unidades, ou R$ 13,4 milhões. A receita líquida somou R$ 23,9 milhões, o Ebitda foi de R$ 9,2 milhões e o lucro líquido de meros R$ 100 mil — números que, embora modestos, representam uma evolução na comparação com o primeiro trimestre de 2020.

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Com o fim do processo de recuperação judicial, abrem-se novos horizontes para a empresa. O acesso a linhas de crédito com condições mais atraentes será facilitado, o que deve impulsionar a compra de novos terrenos e o desenvolvimento de empreendimentos nas áreas que já estão em posse da companhia.

Atualmente a Viver tem um banco de terrenos de R$ 153,7 milhões — mais da metade está na região Sudeste. Uma área pouco expressiva em termos de valor, mas que está em regiões aquecidas.

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